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Crítica corajosa

Gilmar Mendes critica 'aparelhamento' do TST pelo PT e CUT

Gilmar critica aparelhamento do TST pelo PT e indicados da CUT

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Gilmar Mendes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), chamou o Tribunal Superior do Trabalho (TST) de 'laboratório do PT’ e disse que o órgão conta com simpatizantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), durante um debate sobre justiça e desenvolvimento do Brasil, nesta segunda (3).

O ministro criticou o ativismo de alguns ministros do TST ao falar sobre a composição de tribunais. “O TST foi o laboratório do PT, foi onde deu certo. E o aparelhamento foi exitoso exatamente no âmbito do TST. Hoje, o tribunal é composto por muitos simpatizantes que foram indicados pela CUT. E nós temos um direito do trabalho engessado. O país tem 13 milhões de desempregados e com um sistema inflexível.”

O Tribunal Superior do Trabalho é composto por 27 ministros, com mais de 35 e menos de 65 anos, nomeados pelo Presidente da República, após passar por aprovação do Senado.

Em relação ao STF, Mendes garante que os ministros passam por uma avaliação antes de ingressarem no tribunal. De acordo com o ministro, o mesmo não aconteceu no TST. “A sociedade não fiscalizou o provimento de vagas no sistema do TST.”

Anamatra reage
O presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Germano Silveira de Siqueira, divulgou nota pública reagindo aos comentários do presidente do TSE, classificando-as de "agressões" e mais uma vez reveladoras de "falta de respeito para com o TST e seus magistrados, bem como demonstra profundo desconhecimento da realidade da Justiça do Trabalho.

"A Anamatra repudia essas e outras declarações ofensivas proferidas pelo ministro Gilmar Mendes, conduta essa inaceitável de um membro da mais Alta Corte. As reincidentes agressões pessoais a quase todos integrantes do TST, por parte do ministro Gilmar Mendes, nos leva a indagar se Sua Excelência ainda tem imparcialidade para julgar matérias oriundas da Corte trabalhista ", criticou  Germano Siqueira.

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