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Filha de José Dirceu nega ‘regalias’ do pai na Papuda

Ela garante que o pai não tem regalias na cadeira da Papuda

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A filha do mensaleiro José Dirceu, Joana Saragoça, divulgou nesta semana uma carta no intuito de desmentir os privilégios que o pai recebe na Penitenciária da Papuda, que fica no Distrito Federal. Segundo ela, ao contrário do que afirmou a deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP), a cela em que Dirceu fica tem uma goteira logo na entrara. “Ela não é bem iluminada. São três lâmpadas fluorescentes penduradas por fios que mal iluminam todo o ‘quarto’, tornando ler na cela uma tarefa bem difícil”, relatou. “A televisão é pequena (de 19 polegadas), sem entrada USB ou DVD. Zé Dirceu assiste apenas a televisão aberta, como podem fazer todos os internos de bom comportamento”, completou.

Gabrilli fez parte de uma Comissão da Câmara dos Deputados que realizou uma visita ao mensaleiro na cadeia para verificar a situação em que ele vive. Segundo ela, o ex-ministro está em uma cela ?maior e mais iluminada?, com televisão, micro-ondas e chuveiro quente. Porém, o relatório da comissão afirma que, de fato, não há privilégios quando comparado ao que recebem os demais presos. O documento foi assinado pelos deputados Arnaldo Jordy (PPS-PA), Jean Wyllys (Psol-RJ), Nilmário Miranda (PT-MG) e Luiza Erundina (PSB-SP). “Alguns internos têm microondas para requentar as refeições, mas meu pai não tem e nunca pediu para que levássemos um”, rebateu Joana. “A sua comida é a mesma de todos no CIR. Ele come as quentinhas de almoço e jantar e algumas outras coisas como bolachas, pão de queijo e goiabada que estão disponíveis na cantina ? tanto para meu pai como para qualquer outro detento”, afirmou.

A filha de Dirceu disse ainda que ele não está mais sozinho na cela e que essa discussão “chega a ser um absurdo”. “Todos sabem que ele estava sozinho na cela por que todos que passaram por lá já tiveram o trabalho externo concedido. Aliás, Zé Dirceu é o único preso do CIR com proposta de emprego esperando a autorização sair”, justificou. “Discutir o material dos beliches que já estavam na cela antes dele chegar é querer achar problema onde não tem”, completou.

A carta termina com a sessão II da Lei de execução Penal, que trata dos direitos dos presos no Brasil, e a frase: “por que Zé Dirceu já está preso injustamente e deixar que seus direitos como presidiário sejam subtraídos é desumano”.