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Corrupção

Ex-secretário gastou US$7,7 mil de propina em viagem a Nova York

Pinto e sua mulher ganharam cartão para viajar aos EUA em 2015

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O  ex-secretário de Obras do Rio Alexandre Pinto (Gestão Eduardo Paes – MDB) gastou parte de sua propina em lojas de Nova York, segundo o Ministério Público Federal, no Rio. Em cinco dias de viagem, ele pagou mais de US$ 7 mil a marcas como Lacoste, Gucci e Chanel.

As informações foram repassadas à força-tarefa da Operação Lava Jato fluminense pelo operador financeiro e delator Celso Reinaldo Ramos Júnior. Ele entregou aos investigadores recibo dos gastos do ex-secretário no exterior.

Alexandre Pinto foi preso nesta terça-feira, 23, na Operação Mãos à Obra, desdobramento da Lava Jato. Ele já havia sido capturado em agosto do ano passado na Operação Rio 40 Graus.

A Lava Jato identificou que ex-secretário de Paes cobrou propina de pelo menos seis obras e queusou a mãe e filhos para ocultar propina.

Em sua delação, Celso Reinaldo Ramos Júnior relatou disse que auxiliou Alexandre Pinto a abrir a offshore Centovali em nome de terceiros, com ações ao portador, para que a empresa tivesse contas bancárias em instituições financeiras no exterior que não poderiam estar em nome do ex-secretário.

O delator declarou aos investigadores que disponibilizou um cartão de crédito para que Alexandre Pinto ‘pudesse gastar os recursos mantidos de forma oculta no exterior na corretora de valores em uma viagem que o ex-secretário fez a Nova York com a espoa’.

“A pedido de Alexandre, o colaborador solicitou a emissão de um cartão de crédito de US$ 20 mil em seu próprio nome, e o entregou para que pudesse ser usado por Alexandre Pinto na referida viagem”, relatou a força-tarefa da Lava Jato.

“O colaborador apresentou, como prova de corroboração de suas declarações, o extrato da fatura do referido cartão de crédito no mês de outubro de 2015, que demonstra gastos de US$ 7.750,44, efetuados de 27 de outubro de 2015 a 31 de outubro de 2015 em lojas de grifes internacionais como Lacosta, Gucci, Michael Kors, Chanel, entre outras.”

Celso Ramos Júnior afirmou à Lava Jato que não teria como ele próprio fazer os gastos pois estava no brasil ‘cursando uma especialização (MBA)’.

A Lava Jato consultou os registros do Sistema de Tráfego Internacional e identificou que o delator realmente estava no Brasil. Já o ex-secretário e a mulher, afirmaram os investigadores, ‘estavam efetivamente no exterior, tendo saído do Brasil em 26 de outubro de 2015 e retornado em 3 de novembro de 2015, período que coincide com as datas dos gastos efetuados no cartão de crédito emitido em nome de Celso Ramos Júnior a partir da conta da Centovali na corretora Hordeñana y Asociados’.

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