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Ex-marido fala sobre ditadura, tortura e traição a Dilma com atriz

Eles se conheceram em 1969 na Vanguarda Armada Revolucionária Palmares

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Carlos Araújo, ex-marido da presidente Dilma Rousseff, fez revelações inéditas à revista GQ Brasil, entre elas, detalhes sobre o episódio de traição com a atriz Bete Mendes, que na época estrelava a novela Beto Rockfeller, na TV Tupi. Araújo contou como eram as lutas contra o regime militar e o seu relacionamento com Dilma, além de detalhes sobre as torturas e prisões que viveram na época.

Os dois se conheceram em 1969, em reuniões da organização guerrilheira Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares). Com dez anos de diferença e uma atração mútua, passaram a morar juntos. “Era uma mulher atraente, que já havia lido uma boa quantidade de livros para a idade dela”, relembra Araújo.

Em um encontro político no Rio de Janeiro, Carlos Araújo conheceu Bete Mendes, por quem logo se sentiu atraído. Logo depois, consolou-a por ter sido abandonada pelo noivo e acabaram indo parar em seu apartamento. “Improvisei um jantar no fogãozinho de duas bocas e tomamos um vinho barato”, conta ele. “Foi encantador, apesar daquele cenário paupérrimo e da comida horrível”.  Em seguida, os dois fizeram uma breve pausa na militância e passaram três dias sozinhos em uma praia de São Vicente.

Na volta da viagem, Araújo caiu em uma armadilha e sofreu torturas nas mãos dos militares. Foi detido e somente aí, por meio de uma matéria na Folha de S. Paulo, soube que sua amante era a estrela da novela Beto Rockfeller, da TV Tupi, sucesso na época. Ainda na prisão, escreveu uma mensagem para Dilma, em que contava que estava vivo e confessava o caso de infidelidade.

Em 1976, o casal teve sua única filha, Paula Roussef Araújo. Ficaram juntos até 1994, mas colocaram um fim definitivo à união em 2000. Atualmente, são amigos íntimos e Araújo é considerado por algumas pessoas uma espécie de conselheiro político da presidente, o que ele nega. “Sou mais um ouvido atento do que um consultor”, afirma.

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