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Dados do IBGE

Em 15 anos, Alagoas reduziu mortalidade infantil em 35%

Em 2014, o Estado obteve 3ª colocação em mortalidade infantil

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Alagoas atingiu 3,358 milhões de habitantes, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), publicada na edição desta terça-feira (30) do Diário Oficial da União. O alagoano vive no 17º Estado mais populoso, na penúltima posição em números absolutos de habitantes, à frente apenas de Sergipe. Mas o dado ainda lamentável do retrato geográfico de Alagoas diz respeito à sua taxa de mortalidade infantil, que é a terceira maior do Brasil, apesar dos avanços entre os anos 2000 e 2014, período em que a taxa reduziu de 63,7% para 22,4%. Taxa que reduziu em cerca de 35%, mas ainda era de quase o dobro da média nacional de 14,4%, em dados de 2014.

Segundo dados livro do Brasil: uma visão geográfica e ambiental do início do século XXI, lançado pelo IBGE nesta segunda-feira (29), a taxa de mortalidade infantil em Alagoas está abaixo apenas dos Estados do Amapá, com taxa de 23,7% e Maranhão, 23,5%. 

A taxa de mortalidade infantil da Região Nordeste também apresentou avanços, partindo da absurda taxa de 75,8% do início da década de 1990, passando pela redução para 45,2% em 2000, e projetando o indicador em 18,4% para 2014. Evolução que representa um declínio de 40,4%, entre 1990 e 2000; de 48,9%, entre 2000 e 2010; e de 20,3%, entre 2010 e 2014.

O IBGE afirma que apesar das importantes reduções observadas no indicador, no decorrer dos últimos 25 anos, o Brasil ainda exibe heterogeneidades internas, não só do ponto de vista geográfico, mas igualmente quando se leva em consideração a inserção das crianças nos distintos estratos sociais.

E recomendou que, em curto prazo, as políticas sociais, econômicas e de saúde deverão ser, em grande medida, fortalecidas, reorientadas e monitoradas, concentrando-se esforços para suavizar os efeitos nocivos da realidade da mortalidade infantil no Nordeste. 

“Percebe-se que todas as Unidades da Federação que fazem parte das Regiões Norte e Nordeste, apesar de apresentarem intensa redução na mortalidade infantil no transcorrer das últimas duas décadas, revelam ainda níveis superiores à média nacional”, destacou o estudo do IBGE.

A Região Sul aparece no estudo do IBGE com o menor índice do Brasil, com 10,1%. E o levantamento aponta o Estado do Espírito Santo como detentor do menor índice de mortalidade infantil, de apenas 9,6%, abaixo da média nacional de 14,4%. Os outros melhores Estados para se nascer no Brasil são Santa Catarina, com taxa de 9,8%; Paraná, com 10,1% e São Paulo, com 10,5%.

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