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Ele era um perigo

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Costa Rego fez fama como jornalista no Rio de Janeiro e, na década de 1920, voltou a Alagoas para ser governador. Austero, governou sob rigoroso estado de sítio, mas, incorrigível mulherengo, enfrentou alguns problemas, inclusive uma conhecida reprimenda do presidente Washington Luís. Seu secretário da Fazenda, Epaminondas Gracindo, pai do saudoso ator Paulo Gracindo, certo dia tomava o café da manhã quando Costa Rego foi entrando na sua casa com a maior naturalidade.

– Espere aí, governador! – gritou Epaminondas – Com essa sua fama de garanhão, o senhor não pode entrar na casa de uma família de respeito.

Governador e secretário despacharam na calçada.

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