Rio 2016

Economist alerta para crise na segurança no Rio a um mês das Olimpíadas

Para Economist, esperança está em acordo entre bandidos e polícia

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Reportagem da revista The Economist desta semana chama atenção para a crise na segurança pública do Rio de Janeiro a menos de um mês do início dos Jogos Olímpicos. A publicação cita o tiroteio dessa semana no complexo do Alemão, o roubo do equipamento de uma TV alemã, a volta dos arrastões, incluindo bairros nobres da zona sul, e a entrevista do prefeito Eduardo Paes (PMDB) à CNN para traçar um prognóstico sombrio para a primeira Olimpíada da América do Sul.

De acordo com a revista, o crime sempre foi associado o Rio de Janeiro, que será "de longe" a cidade mais violenta e o Brasil o primeiro país não-rico ou autocrático a sediar as Olimpíadas. As Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) não foram esquecidas e, apesar de elogiada, a política foi criticada por não entregar as partes mais importantes da ação nas regiões pacificadas: escolas melhores, saneamento básico e saúde.

A faixa aberta por policiais cariocas com os dizeres "Welcome to Hell" (bem vindos ao inferno) não foi ignorada e as chances de jogos tranquilos estão depositadas no famoso acordo entre criminosos e policiais para trégua na roubalheira durante grandes eventos como os jogos Panamericanos, a Jornada Mundial da Juventude e a própria Copa do Mundo. Segundo a revista, a impressão é que o recente salto nos índices de criminalidade é simples: os bandidos estão enchendo os bolsos para um Agosto mais calmo.