Em disparada

Dólar fecha na maior cotação na história: R$ 4,05

Nas casas de câmbio, dólar turismo já é negociado a R$ 4, 50

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O dólar comercial encerrou a sessão desta terça-feira, 22, cotado a R$ 4,05, o que corresponde a uma alta de 1,84% e a maior cotação desde a criação do Plano Real, em 1994. Durante o dia, os investidores monitoraram os desdobramentos da crise política no País, no que está sendo considerado o "dia D" para o governo. Na pauta está a apreciação pelo Congresso Nacional de vetos da presidente Dilma Rousseff. Caso venham a ser rejeitados, o ajuste fiscal e a governabilidade sentirão um forte baque.

Até hoje, o dólar só havia se aproximado desse patamar em 10 de outubro de 2002, às vésperas da primeira eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nessa data, as negociações ao longo do dia (intraday) registraram a cotação de R$ 4, mas o dólar fechou o dia cotado a R$ 3,99. Hoje, o dólar atingiu a cotação máxima de R$ 4,066.

O mercado financeiro manteve no radar a visita da agência de classificação de risco Fitch com o ministro da Fazenda Joaquim Levy, em Brasília, para avaliar a situação econômica do País. Rumores de um novo rebaixamento da nota de crédito do Brasil já fizeram o dólar acelerar na sexta-feira, quando a moeda fechou a R$ 3,95.

Atualmente, a classificação do Brasil pela Fitch é BBB, com perspectiva negativa. Nesse patamar, a nota de crédito do País está dois níveis acima do temido grau especulativo, rótulo dado a países em que é mais arriscado investir, na visão das principais agências.

Pela classificação da Standard & Poor's, o Brasil já pertence a esse grupo. Pela Moody's, a nota do Brasil é Baa3 – um nível acima do grau especulativo -, com perspectiva estável, o que indica que a possibilidade de rebaixamento não é considerada no curto prazo. 

Sem o grau de investimento (uma espécie de selo de bom pagador), os financiamentos ficam mais caros, uma vez que a desconfiança do mercado aumenta. Além disso, fundos estrangeiros exigem essa certificação de pelo menos duas agências para aplicar recursos em outros países. 

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