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Eduardo Saboia

Diplomata que ajudou na fuga de Molina lamenta morte do ex-senador boliviano

Eduardo Saboia chegou a ser afastado do cargo na época do episódio

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O diplomata Eduardo Saboia, atual chefe de gabinete do ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, lamentou a morte do ex-senador boliviano Roger Pinto Molina, aos 58 anos. Ele sofreu um acidente em Luiziânia (GO), no sábado, com o avião de pequeno porte que pilotava. Ele estava internado em estado grave no Hospital de Base do Distrito Federal.

Asilado no Brasil desde agosto de 2013, Molina vivia em Brasília após ter saído clandestinamente de seu país com a ajuda do diplomata Eduardo Saboia – que chegou a ser afastado do cargo. Enquanto senador, fez oposição ao governo do presidente boliviano, Evo Morales. Em maio de 2012, o político pediu asilo na embaixada do Brasil em La Paz, alegando ser vítima de perseguição política.

O diplomata disse que conheceu Molina em circunstâncias difíceis e a amizade foi forjada na adversidade. E lembrou as dificuldades enfrentadas desde o início e depois no Brasil, onde Molina foi vítima de uma sucessão de tragédias familiares.

“Desde 2013, ele teve que reconstruir a vida no Brasil e de certa forma eu também. Mantínhamos contato frequente, e ele nunca perdeu a esperança de um dia voltar ao seu país. Era uma pessoa afável, conciliadora, que se sacrificou na defesa de valores e princípios democráticos. À família e aos amigos estendo meus sentimentos de pesar”, disse Saboia.

O senador Sérgio Petecão (PSD-AC) e o advogado da família de Molina, Fernando Tibúrcio, estão cobrando da Aeronáutica e outras autoridades envolvidas, investigação sobre a hipótese de sabotagem da aeronave acidentada.

“Estamos cobrando das autoridades uma investigação rigorosa, porque amigos nossos da Bolívia tem divulgado que Molina foi vítima de uma sabotagem em sua aeronave. Não estamos acusando, mas queremos que seja investigado”, ressaltou Petecão.

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