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Dilma bolada

Dilma se diz decepcionada com FHC, que pediu sua renúncia

Mas presidente reconhece que precisa abrir espaço a aliados

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Em jantar com a cúpula do PC do B na noite de segunda-feira, 21, a presidente Dilma Rousseff reconheceu que precisa abrir espaço para os aliados por meio de cortes de cargos do PT no governo. A conversa aconteceu no Palácio do Alvorada, em Brasília.

Onze integrantes do chamado comitê de crise do PC do B marcaram presença. Pelas bancadas do Congresso, compareceram a senadora Vanessa Graziotin (AM) e os deputados Orlando Silva (SP), Jandira Feghali (RJ) e Luciana Santos (PE), que é também presidente nacional da sigla.

Além dos parlamentares, o ministro Aldo Rebelo, da Ciência e Tecnologia, e os dirigentes Haroldo Lima e Renato Rabelo foram ao jantar. "Fez uma análise de todas as peças da coalizão. Ela tem consciência que precisa começar o governo do zero", disse um dos convidados.

Falando abertamente sobre a possibilidade de sofrer um processo impeachment, Dilma concluiu que depende do apoio do PMDB. "Apesar do momento difícil que ela passa, Dilma demonstra confiança e acha que pode contar com o PMDB de fato", afirmou um dos presentes.

Segundo outro participante, Dilma espera até a colaboração de setores da oposição. Na avaliação geral dos presentes, o PSDB está dividido e preciso buscar apoio nos setores menos empenhados no impeachment.

Nesse sentido, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), foi citado como exemplo. Dilma, contudo, demonstrou-se "magoada" com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A presidente se disse decepcionada com o fato de FHC ter pedido para ela renunciar.

A manutenção de Aldo na pasta de Ciência e Tecnologia não entrou discussão, segundo os presentes. O partido, contudo, não acredita que o PC do B perderá sua cadeira na Esplanada dos Ministérios. As parlamentares da bancada feminina pediram a Dilma que ela não acabe com a Secretaria de Política para as Mulheres na reforma ministerial. (AE)

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