"Cunho íntimo”

Defesa quer segredo nos diálogos do do ex-presidente da Andrade Gutierrez

Advogados alegam que existem material de “cunho íntimo”

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A defesa do ex-presidente da Andrade Gutierrez e delator da Lava Jato Otávio Marques Azevedo solicitou ao juiz Sérgio Moro que todo o material das conversas do WhatsApp e mensagens SMS dos celulares do empreiteiro fiquem em segredo de Justiça.

No pedido, os advogados Juliano Breda e Flávia Trevizan alegam que existem nas mensagens material de “cunho íntimo” e pedem ainda que seja analisado quais conteúdos podem ser tornados públicos sem violar a privacidade de Otávio e sua família.

Na residência do executivo a Polícia Federal encontrou sete aparelhos celulares, sendo seis iphones e um Motorola e identificou milhares de mensagens entre Otávio e políticos como o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o ex-ministro Paulo Bernardo, o ex-porta-voz de Dilma Thomas Traumann, o governador de Minas Fernando Pimentel, dentre outros.

As mensagens revelam o bom trânsito político e até o assédio que Otávio recebia de parlamentares, sobretudo de Eduardo Cunha, que chega a cobrar doações para seu correligionário Henrique Alves, e também marca reuniões entre o empreiteiro e o então vice-presidente Michel Temer (PMDB).

Há também diálogos do executivo com seus familiares que mostram seu apoio a políticos do PSDB, sobretudo o presidente do partido Aécio Neves, e ao “amigo” Fernando Pimentel (PT), candidato ao governo de Minas que Otávio indica para suas filhas votarem em 2014. (AE)