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Operação Calicute

Defesa de Cabral pede afastamento do juiz Marcelo Bretas do caso H.Stern

Advogados acusam juiz de parcialidade e prejulgamento

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A defesa do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB) entrou com pedido de afastamento do juiz Marcelo Bretas do processo que investiga o envolvimento do peemedebista e a compra de joias da H.Stern, alvo da Operação Calicute.

Na avaliação do advogado Rodrigo Roca, Bretas teria feito um prejulgamento. “Ele praticamente anunciou a sentença que vai dar. Ele sabe que vai condenar, só não sabe por que crime. Isso torna um juiz suspeito para julgar a causa, uma vez que o processo está no início, e nós apresentamos uma peça de defesa até agora. A primeira foi sexta-feira”.

Em entrevista ao jornal Valor Econômico, no último dia 14, o magistrado afirmou que era preciso analisar se houve, de fato, crime de lavagem de dinheiro na compra das joias. "Na questão das joias existe uma dúvida ainda, eu ainda não decidi a respeito, se a joia era propina e ostentação ou se era lavagem de dinheiro. Isso tenho que ver com calma", disse à reportagem.

O pedido da defesa, feito na última sexta-feira, na 7ª Vara Federal Criminal do Rio, a mesma de Bretas, aponta demonstração de parcialidade do juiz, antes do julgamento do caso. "Mais que a parcialidade confessada, teve-se o adiantamento, pelo excepto, do mérito da causa que ele ainda julgaria, quando deixou claro que condenaria o excipiente, embora ainda não saiba por qual delito", disse o advogado de Cabral.

Roca quer que o juiz Marcelo Bretas se declare suspeito para prosseguir na presidência do processo. Se ele acolher a suspeição, será indicado um substituto. Caso Bretas não acolha o pedido de afastamento, a decisão caberá ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2).

A defesa também pediu para que o processo seja paralisado até o julgamento pelo TRF-2.