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Curado de lombriga

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Ao chegar em Jaú (SP) na campanha para governador, em 1962, Adhemar de Barros soube dos rumores do seu iminente assassinato. Nem ligou. Passou pelo clube onde os pretensos matadores se reuniram, caminhou até o meio da rua, com os inimigos nas janelas, acendeu um cigarro e gritou:

– Cadê os valentões? Não vejo ninguém por aí…

Os amigos observaram a cena à distância, claro, mas, passados alguns instantes, correram para o abraço.

– Nada temo. Fui muito bem curado de lombriga, quando era pequeno – disse, sorrindo.