Votos insuficientes

Cunha rejeita, por enquanto, analisar impeachment

Oposição e parte do PMDB ainda não sabem se há votos suficientes

acessibilidade:

As dificuldades econômicas aceleraram o processo de desgaste da presidente Dilma Rousseff, mas a oposição e setores rebelados do PMDB ainda não têm segurança se há votos suficientes para abrir um processo de impeachment contra ela na Câmara.

Mesmo rompido com o Planalto, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afastou ontem a hipótese de avaliar, nesta semana, um pedido de afastamento de Dilma. "Decidirei no tempo da técnica e da responsabilidade. Não no tempo da especulação", disse.

Caberá a Cunha, como presidente da Câmara, arquivar ou dar continuidade aos requerimentos de impeachment que chegaram à Casa, avaliando se têm consistência. Para que o processo siga adiante, sendo enviado ao Senado (que avalia a cassação), é necessária a aprovação de dois terços dos deputados (342).

Nos bastidores, governistas e oposicionistas aumentaram seus esforços para angariar votos de um lado e de outro. Com a ajuda da bancada do PT, a Casa Civil mapeia os setores mais sensíveis da base aliada no Congresso. Conferem os cargos ofertados a cada deputado e senador e cobram fidelidade.

A oposição não definiu qual texto de pedido de impeachment adotará como principal. Desde o começo do ano, já foram apresentados 17 requerimentos para afastar Dilma. Segundo o líder da minoria na Câmara, Bruno Araújo (PSDB-PE), uma decisão deve ser tomada até quinta-feira, 17.

A tendência, segundo Araújo, é utilizar o pedido de impeachment do jurista Hélio Bicudo, fundador do PT. "É uma peça carregada de uma simbologia, além do fato de que as informações preliminares são de que é uma peça politicamente muito bem elaborada", disse.

Apesar de estar na linha de frente pelo impeachment, a oposição permanece na dependência do aumento da adesão do PMDB. A ala rebelada do PMDB também avalia como improvável qualquer avanço do impeachment nesta semana, já que Temer e a maioria dos ministros peemedebistas encontra-se em viagem ao exterior. (AE)

As dificuldades econômicas aceleraram o processo de desgaste da presidente Dilma Rousseff, mas a oposição e setores rebelados do PMDB ainda não têm segurança se há votos suficientes para abrir um processo de impeachment contra ela na Câmara.

Mesmo rompido com o Planalto, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afastou ontem a hipótese de avaliar, nesta semana, um pedido de afastamento de Dilma. "Decidirei no tempo da técnica e da responsabilidade. Não no tempo da especulação", disse.

Caberá a Cunha, como presidente da Câmara, arquivar ou dar continuidade aos requerimentos de impeachment que chegaram à Casa, avaliando se têm consistência. Para que o processo siga adiante, sendo enviado ao Senado (que avalia a cassação), é necessária a aprovação de dois terços dos deputados (342).

Nos bastidores, governistas e oposicionistas aumentaram seus esforços para angariar votos de um lado e de outro. Com a ajuda da bancada do PT, a Casa Civil mapeia os setores mais sensíveis da base aliada no Congresso. Conferem os cargos ofertados a cada deputado e senador e cobram fidelidade.

A oposição não definiu qual texto de pedido de impeachment adotará como principal. Desde o começo do ano, já foram apresentados 17 requerimentos para afastar Dilma. Segundo o líder da minoria na Câmara, Bruno Araújo (PSDB-PE), uma decisão deve ser tomada até quinta-feira, 17.

A tendência, segundo Araújo, é utilizar o pedido de impeachment do jurista Hélio Bicudo, fundador do PT. "É uma peça carregada de uma simbologia, além do fato de que as informações preliminares são de que é uma peça politicamente muito bem elaborada", disse.

Apesar de estar na linha de frente pelo impeachment, a oposição permanece na dependência do aumento da adesão do PMDB. A ala rebelada do PMDB também avalia como improvável qualquer avanço do impeachment nesta semana, já que Temer e a maioria dos ministros peemedebistas encontra-se em viagem ao exterior. (AE)

Reportar Erro