Não quer apoiar Dilma

Cunha reitera que o PMDB deve sair da base do governo

Disse que a tendência é manter o veto ao reajuste salarial do Judiciário

acessibilidade:

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, disse há pouco que a decisão da presidente Dilma Rousseff de oferecer novos ministérios ao PMDB, como parte de uma reforma administrativa, não muda a sua opinião de que o partido deve deixar logo a base aliada ao Executivo. Ele voltou a deixar claro que não participará de nenhuma indicação de nomes para ministérios.

Diante do comentário de repórteres de que parlamentares do PMDB cotados para assumir ministérios seriam ligados a ele, Cunha respondeu: “Toda a bancada é próxima a mim, mas não terei qualquer participação em indicações para ministérios. Defendo que o PMDB saia logo da base aliada ao governo”, ressaltou. 
Cunha lembrou que, na última convenção do PMDB que tratou do assunto, 42% dos representantes do partido já haviam ficado contra a aliança com o governo. Segundo ele, a tendência é a de que esse índice aumente.

Vetos e campanhas
Cunha disse, também, que a tendência do Congresso é manter o veto presidencial ao reajuste dos salários do Poder Judiciário. Esse veto acabou não sendo analisado em sessão que entrou pela madrugada de hoje. Ao mesmo tempo em que se critica a proposta do governo de recriação do CPMF, é preciso, segundo Cunha, evitar novas despesas, pois caso contrário “seria falta de coerência”.

O presidente da Câmara voltou a ressaltar a sua posição favorável ao financiamento privado de campanhas eleitorais. Ele disse que, caso a presidente Dilma vete o ponto da minirreforma eleitoral que aprovou essa possibilidade, ele irá querer que os vetos sejam apreciados imediatamente.

Ao participar na Câmara da abertura do seminário “Fomento ao Turismo: oportunidade de desenvolvimento para o País”, Cunha disse que poderá colocar em votação na próxima semana propostas de incentivos fiscais para o setor. Segundo ele, é preciso aproveitar este momento de desvalorização do Real para trazer mais turistas ao País.(Agência Câmara)

Reportar Erro