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MP do Seguro-desemprego

Cunha diz que vai corrigir injustiça com trabalhadores

Acesso ao seguro-desemprego foi negado a 47 mil pessoas, pois MP previa um ano e meio de serviço

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O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), prometeu a sindicalistas colocar em votação nesta semana na Casa um projeto de lei que beneficia trabalhadores que não puderam ter acesso ao seguro-desemprego no período de tramitação da Medida Provisória 665 no Congresso.

Essa foi uma das demandas apresentadas em reunião da tarde desta quarta, 26, com representantes da Força Sindical e outras centrais sindicais. Os dirigentes disseram que 47 mil pessoas deixaram de receber o benefício porque o texto original da MP previa que o trabalhador só teria acesso ao seguro-desemprego a partir de um ano e meio de carteira assinada.

O texto aprovado no Congresso reduziu a exigência para um ano. "O governo não quer pagar porque não tem legislação para isso", explicou o deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), ex-presidente da Força Sindical. Segundo os sindicalistas, Cunha votará a urgência do projeto do deputado André Figueiredo (PDT-CE) hoje e a matéria nesta quinta, 27.

"Essa injustiça com os trabalhadores será corrigida", afirmou o presidente da Força, Miguel Torres. Também foi discutida na reunião desta quarta a possível derrubada dos vetos da presidente Dilma Rousseff, entre eles o referente à flexibilização do fator previdenciário e à extensão da regra de correção do salário mínimo para todos os aposentados. Os vetos serão apreciados em sessão conjunta do Congresso e, para serem derrubados, precisam ser rejeitados pela Câmara e pelo Senado. (AE)

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