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'Pilhéria'

Cunha diz que ato com ratos foi brincadeira de mau gosto

Servidor soltou bichos na entrada de Vaccari Neto na CPI

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O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), considerou "pilhéria" e "brincadeira de mau gosto" a atitude do servidor da Casa que soltou cinco roedores – dois ratos, dois hamsters e um esquilo da Mongólia – no plenário onde ocorre a CPI da Petrobrás nesta quinta-feira, 9. Após o episódio, Cunha exonerou Márcio Martins Oliveira, lotado na Segunda Vice-Presidência da Câmara.

"Já tomei as medidas que tinha que tomar. Não só exonerei o funcionário como também determinei as punições administrativas e as policiais. Ele foi autuado e vai ter inquérito, enfim, a legislação aplicada em seu extremo rigor", afirmou o presidente. Segundo Cunha, ele pode ficar impedido de ser contratado pelo serviço público e pode ser condenado criminalmente por colocar a vida de terceiros em risco. O servidor nega a acusação e se diz alvo de um equívoco.

Cunha afirmou que caberá à Polícia Legislativa investigar se o servidor agiu a mando de algum partido ou parlamentar e também se alterará as normas de segurança da Casa. Hoje, parlamentares, servidores e jornalistas não precisam passar por detectores de metal nem submeter bolsas e sacolas ao aparelho de raio-X. "A Polícia Legislativa, ao fim do inquérito, tem que chegar a essa conclusão, embora rato eu ache que não passaria pelo detector de metal", disse em tom jocoso.

"Essas coisas não combinam com o Parlamento, não combinam com a seriedade do trabalho que a gente quer fazer e está fazendo na Casa. Não se pode, em uma Comissão Parlamentar de Inquérito séria, ouvindo uma oitiva séria, ter esse tipo de brincadeira de mau gosto e ainda com risco para as pessoas", afirmou. Nesta quinta-feira, quem presta depoimento à CPI é o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.

Sílvio Costa. Indagado sobre as críticas que o deputado Sílvio Costa (PSC-PE) fazia a ele na tribuna da Câmara no momento da entrevista, Cunha afirmou que o pernambucano deveria ser levado na brincadeira. "Falta credibilidade ao deputado Sílvio Costa para a gente levar ele em conta. Ele tem que ser levado mais na pilhéria", afirmou. Costa criticou o presidente por, segundo ele, promover uma "ditadura do Legislativo". (AE)