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Cunha dá demonstração de força e obtém demissão de Cid Gomes

Após fazer insinuações contra Cunha, Cid selou sua demissão

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O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB/RJ) deu uma demonstração de força ao anunciar no plenário a demissão do ministro da Educação, Cid Gomes, e ainda afirmou que vai processá-lo por suas declarações. "Comunico à Casa o comunicado que recebi do chefe da Casa Civil comunicando a demissão do ministro da Educação, Cid Gomes", anunciou Cunha no plenário.

Como é praxe, o governo divulgou que a demissão de Cid Gomes havia sido "a pedido", mas não foi. A decisão de demiti-lo foi de Dilma, após confusão e bate-boca na Câmara dos Deputados.

O desfecho ocorreu logo depois da sessão em que declarou que deputados “oportunistas” devem sair do governo. Gomes chegou a apontar para o presidente Eduardo Cunha e dizer: “Eu prefiro ser acusado por ele de mal-educado do que ser como ele, acusado de achaque, que é o que diz a manchete da Folha de S.Paulo”, afirmou.

A comissão geral foi encerrada em seguida porque o ministro saiu do Plenário da Câmara após ser chamado de “palhaço” pelo deputado Sérgio Sveiter (PSD-RJ) e ter o microfone cortado pelo presidente da Casa.

Cunha optou por iniciar a Ordem do Dia por considerar que a convocação teria se tornado perda de tempo, diante dos ataques de Cid Gomes. “Peço desculpas por perder o nosso dia de trabalho com quem não parece que mereça”, disse.

O presidente disse ainda que vai sugerir que a Procuradoria da Câmara processe o ministro e anunciou a disposição de entrar com uma ação individual contra Cid Gomes. “Não vou admitir que um representante do Executivo agrida parlamentares e reafirme agressões inclusive chegando ao ponto de querer me nominar”, comentou.

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