Criminalidade no Rio

Crise leva insegurança ao bairro mais nobre do Rio de Janeiro

Criminosos invadem bairro que já foi o mais seguro da cidade

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Um dos bairros mais seguros do Rio Janeiro, o Leblon, onde se encontra o metro quadrado mais caro do país, está vivendo uma nova realidade em virtude da grave crise financeira que assola o País. Além de inúmeras lojas comerciais fechadas ao longo da avenida Ataulpho de Paiva – homenagem a um antigo ministro do STF – o bairro vem sendo alvo de assaltos à noite e até durante o dia.

 

A filha do governador em exercício do Rio em exercício, Francisco Dornelles, que reside no bairro, foi assaltada na madrugada do último dia 30.  Luciana Dornelles, de 40 anos, estava indo para casa, por volta das 2h, quando o carro em que ela estava com amigos foi parado por criminosos na Rua Carlos Góis, no Leblon.

 

De acordo com a assessoria do governo do Estado, Luciana e os amigos tiveram todos os pertences roubados, como carteira, celular e dinheiro. Os criminosos conseguiram fugir e não levaram o carro em que as vítimas estavam. O caso foi registrado na Delegacia de Atendimento ao Turista (Deat).

 

No último sábado à noite, por volta das 21 horas, assalto na Lanchonete Minas Mate (Av. Ataulpho de Paiva, quase esquina com Rua Almirante Guilhem, no Leblon). Dois assaltantes  (segundo o segurança, não eram adultos e nem crianças em situação de rua, e sim assaltantes mesmo) renderam o segurança da Lanchonete Minas Mate e foram para o escritório da Lanchonete no segundo andar. Um funcionário que ficou abaixado no balcão tomou um chute na cara.

 

Os assaltantes, segundo testemunhas, estavam armados e um táxi, que esperava parado na porta da Lanchonete,  levou os assaltantes que fizeram a limpa no dinheiro da Lanchonete. Essas informações  foram colhidas por testemunhas.

 

Esta semana, uma moradora do Leblon postou em sua página no Facebook o seguinte depoimento:

 

"Estou, eu e minha equipe, agora almoçando no Balada Mix do Leblon, na avenida Ataulpho de Paiva, quando de repente um marginal, vestindo camisa social e óculos escuros, saca uma arma, mete na cara do senhor sentado com sua esposa na mesa ao lado, e rouba, em plena luz do dia, o seu relógio.

 

Todos foram parar no chão com medo de, mais uma vez, alguém ser ferido ou morto por um covarde desses. E o que aconteceu? NADA? Policia? Nem perto… Cada vez mais nos sentimos inseguros de sair na rua, pois temos medo que algo aconteça.

 

Sentimento de impotência, de insegurança, de tristeza por viver em uma cidade onde a violência virou rotina e as pessoas já se acostumaram com isso", concluiu a moradora no seu despacho no Facebook.

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