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CPI ouve presidente da Setal Engenharia sobre doações

O empresário disse que o esquema de corrupção teve início em 1997

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A CPI da Petrobras ouve na manhã desta quinta-feira (23) o depoimento do empresário Augusto Mendonça Neto que é presidente da Seta Engenharia e executivo da Toyo Setal Empreendimentos. Ambas são acusadas de formação de cartel e pagamento de propina em contratos com a Petrobras. Ele está sendo ouvido na condição de testemunha.

O empresário disse que o esquema de corrupção dentro da Petrobras teve início em 1997, sendo uma ação conjunta entre as diretorias de Abastecimento e de Serviços, “Eles não poderia ter feito o que fizeram sem trabalhar em conjunto”. Confirmando que pagou propina para os ex-diretores da Petrobras, Renato Duque e Paulo Roberto Costa.

Revelou que começou a pagar propina após ter sido procurado pelo ex-deputado José Janete, “Ele me procurou exigindo o pagamento de comissão relacionada á Diretoria de Abastecimento”.

E ressaltou que só soube de corrupção e pedido de propina dentro da Petrobras por parte de Paulo Roberto Costa e Pedro Barusco, “Estamos assistindo hoje a Petrobras ser massacrada pela mídia e pela opinião pública, como se fosse uma companhia d segunda categoria, repleta de corruptos. Mas é exatamente o inverso. O único contato que tive com a corrupção foi com esses pessoas, nesse período. Antes disso nunca soube de nada”.

Ele confirmou a existência do “Clube” das empresas, “Isso existiu de fato. Foi uma iniciativa das próprias empresas”. E completou, “Nenhuma empresa consegue brigar com a Petrobras”. O executivo disse que o objetivo das empresas com a criação do grupo era “Se proteger de modo que não competissem entre si”.

O executivo afirmou em depoimento à Polícia Federal que pagou propina no valor de R$ 50 milhões e R$ 60 milhões para o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque durante os anos de 2008 e 2011. Segundo Mendonça esse dinheiro era destinado ao PT, sendo que parte da propina era paga por meio de doações oficiais ao partido.

Mendonça também afirmou, em acordo de delação premiada ao Ministério Público e a Justiça Federal que pagou propina ao ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e ressaltou que esse dinheiro era destinado ao PP, tendo como intermediários o doleiro Alberto Youssef e o ex-deputado José Janete. 

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