Mais Lidas

AÇÃO HUMANITÁRIA

Conselho de Segurança da ONU aprova trégua de 30 dias na Síria

Meta da ONU é garantir ajuda humanitária e resgate de feridos

acessibilidade:

No mesmo dia em que um ataque deixou pelo menos 21 mortos na região de Guta Oriental, uma resolução que pede trégua de 30 dias no conflito da Síria, para garantir ajuda humanitária e resgate de feridos e doentes do país, foi aprovada neste sábado (24) pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

A resolução defendida pela Suécia e o Kuwait foi resultado de intensa negociação que resultou na aprovação, pela Rússia, do texto de compromisso que teve apoio unânime dos 15 Estados-Membros. E prevê o cessar-fogo humanitário de um mês a todas as partes em conflito no território sírio, exceto em operações militares contra grupos considerados terroristas pela ONU, incluindo o Estado Islâmico (EI) e a Frente Al Nusra.

A ordem do Conselho de Segurança é para que todas as partes permitam o acesso seguro de comboios humanitários da ONU e de seus parceiros a qualquer ponto carente de ajuda, a partir do início da trégua. E ainda exige livre acesso de médicos para o socorro e remoção de feridos e doentes, de acordo com as necessidades.

Resolução foi votada em dia de ataques em Guta (Foto:Paola de Orte/ABr)A resolução foi negociada por duas semanas pelos membros do Conselho de Segurança, entre os crescentes pedidos internacionais de algum tipo de ação perante os intensos ataques do governo contra o reduto opositor em Guta Oriental, nos arredores de Damasco.

Pelo menos 21 pessoas morreram neste sábado, em novos ataques aéreos e com mísseis tipo terra-terra contra o reduto opositor de Guta Oriental, nos arredores de Damasco, palco de uma escalada da violência desde o último domingo (18). Das vítimas registradas nas últimas horas, 12 morreram na cidade de Duma, a principal de Guta Oriental, e quatro na cidade da Al Shifunia, segundo informações da organização não governamental (ONG) Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Na última semana, a campanha deixou pelo menos 510 pessoas mortas na região, entre eles 127 menores de idade, segundo dados da última apuração da organização não governamental Observatório Sírio de Direitos Humanos. A resolução foi aprovada após negociações para conseguir o apoio da Rússia, aliada do governo sírio e que era contra à iniciativa.

O Conselho de Segurança tinha previsto votar a medida ontem (23), mas, por falta de acordo, adiou para hoje. Mesmo assim, ainda foram necessárias mais discussões, o que atrasou a decisão em mais de duas horas. (Com informações da Agência Brasil e G1)

Reportar Erro