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Comissão do Senado aprova embaixador do Brasil na Indonésia

Rubem Barbosa defendeu atitude hostil de Dilma a indonésio

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A Comissão de Relações Exteriores do Senado sabatina, na quinta-feira (22), três diplomatas indicados para chefiar as embaixadas do Brasil na Indonésia, no Sri Lanka, cumulativamente com as Maldivas, e no Benim, cumulativamente com Níger.

O primeiro a ser sabatinado foi o diplomata Rubem Antonio Correa Barbosa, indicado para assumir a embaixada do Brasil na Indonésia. Graduado em Ciências Jurídicas pela Faculdade Cândido Mendes (RJ), ingressou na carreira diplomática em 1974. Desde então, passou por cargos de destaque nas embaixadas brasileiras em Portugal, Colômbia e Austrália. A CRE aprovou a indicação: Barbosa demonstrou grande conhecimento dos temas envolvendo as relações entre os dois países.

A tramitação da indicação de Barbosa foi paralisada no Senado após a polêmica envolvendo Brasil e Indonésia, quando a presidente Dilma Rousseff recusou-se a receber as credenciais do embaixador da Indonésia no Brasil no início do ano, Toto Riyanto, em “protesto” contra a decisão do governo indonésio de não evitar em janeiro a execução do traficante brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira condenado à morte, conforme a legislação local. Outro traficante brasileiro, Rodrigo Gularte, seria executado em abril.

O fato repercutiu negativamente para o Brasil, pela intromissão em assunto da economia interna da Indonésia e pela grosseria contra um membro do corpo diplomático, mas Barbosa defendeu a posição da presidente Dilma, que, depois de autorizar a inclusão do indonésio Toto Riyanto em uma cerimônia de entrega de credenciais, subitamente mudou de ideia, como o embaixador já no Palácio do Planalto, e determinou que ele fosse “desconvidado.

O episódio motivou a imediata retirara de do embaixador Toto Riyanto do Brasil e protestos formais do governo da Indonésia e informais de toda a comunidade diplomática.

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