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Depois de Cunha

Chamado de 'chefe da quadrilha de achacadores', Temer processa Cid Gomes

Vice entrou com queixa-crime por declarações do ex-ministro

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Uma declaração feita por Cid Gomes, o ex-ministro da Educação e ex-governador, no dia 17 de outubro, em convenção do PDT, levou o vice-presidente da República e presidente do PMDB, Michel Temer a processá-lo. Na ocasião, Cid, acusou Temer de ser "chefe da quadrilha de achacadores que assola o Brasil" e disse que o País não iria avançar com o PMDB no Palácio do Planalto.

Sem qualquer alarde, no dia 5 de novembro, Temer e o PMDB ingressaram com uma representação criminal na Justiça Federal de Brasília contra o ex-governador, acusando-o de ter cometido os crimes de calúnia, injúria e difamação. Na queixa-crime, o vice pede que as penas sejam aumentadas em um terço por três motivos: o crime ter sido cometido contra funcionário público, em razão de suas funções; na presença de várias pessoas, ou por meio que facilite a divulgação do fato; e contra pessoa maior de 60 anos.

Não é o primeiro processo que Cid sofre por chamar um peemedebista de achacador. Em março, ele deixou o Ministério da Educação após bater boca com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em sessão para a qual foi convocado também para se explicar sobre uma declaração na qual se referia a "300 a 400 achacadores" existentes na Casa legislativa.

O juiz Marcus Vinícius Reis Bastos, da 12.ª Vara Federal, decidiu remeter o caso movido por Temer para a Justiça Federal do Ceará por entender que a Seção Judiciária de Brasília não é competente para processar e julgar o fato.