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Direitos da Mulher

Câmara demite 50% das mães na volta da licença

Perde o emprego metade das mulheres sob licença maternidade

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O discurso no Congresso Nacional sobre respeito aos direitos das mulheres tem ficado apenas no gogó. Na prática, levantamento desta coluna revela que das 53 servidoras que tiraram licença maternidade no período de janeiro de 2015 a fevereiro de 2017, quase metade (25) foi punida pelos respectivos chefes deputados com exoneração ou redução salarial. Há caso de demissão no dia do retorno da licença. A informação é da coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Até a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher teve ex-gestantes exoneradas quando voltaram da licença.

Há situações de novas mães que recebiam R$ 18 mil antes da licença e foram rebaixadas a cargos de R$ 1,7 mil.

A maior parte das exonerações se dá nos primeiros dois meses devido a férias emendadas à licença maternidade.

A Comissão de Defesa do Direitos da Mulher afirma que a servidora exonerada nunca trabalhou lá. Trata-se de um cargo transferido à época da criação da comissão, em maio de 2016, quando todos os servidores que ocupavam os cargos transferidos foram exonerados, exceto ela, que já se encontrava gestante.

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