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Brasil recebe satélite para ajudar na Defesa e plano de banda larga

Lançamento está previsto para março, após testes de segurança

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O ministro da Defesa, Raul Jungmann, e o presidente da Telebras, Antonio Loss, vão receber amanhã (1º) o primeiro Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicação (SGDC) brasileiro da Thales Aleia Space, fabricante do artefato. A partir de março do ano que vem, com o lançamento, o Brasil não vai mais depender do aluguel do equipamento de empresas privadas e passa a integrar o grupo de países que têm seu próprio satélite de comunicações. O SGDC vai ajudar não só na defesa, mas possibilitará a implementação do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL).

De acordo com o Ministério da Defesa, o projeto em parceria com o Ministério de Ciência e Tecnologia recebeu investimentos de cerca de R$ 2,1 bilhões. O satélite terá duas bandas de comunicação, uma chama KA, utilizada para comunicações estratégicas do governo e implementação do PNBL, e uma denominada X, de uso exclusivo das Forças Armadas.

“Este é o primeiro satélite de grande altitude que vai significar que todas as comunicações do Brasil, em termos de defesa, mas também governamentais, além de banda larga, serão extremamente estendidas. Ficarão, pela primeira vez, sob o controle do Brasil, o que é um salto em termos tecnológicos porque vamos absorver, ter transferência de tecnologia. Representa um salto em termos de comunicação, de segurança e de defesa”, disse Jungmann.

Segundo o Ministério da Defesa, além de ampliar e aumentar a segurança das comunicações de defesa, o satélite expandirá a capacidade operacional das Forças Armadas em operações conjuntas nas regiões de fronteira terrestre, por exemplo, em eventuais operações de resgate em alto-mar e ainda no controle do espaço aéreo.

O lançamento do satélite está marcado para o dia 21 de março de 2017, na Guiana Francesa, após a realização dos últimos teste de segurança. A vida útil do satélite é de ao menos 18 anos.

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