Eleições presidenciais

Bolsonaro tenta, a todo custo, viabilizar candidatura

Para ele, PP só não comprou a briga por medo de perder cargos

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O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) declarou nesta quarta-feira (7), ao Diário do Poder, que tem se esforçado para conseguir que seu nome seja considerado como possível candidato a presidente da República na Convenção de seu partido. Ele espera que, durante o evento, seus eleitores participem e “façam a cabeça” dos políticos presentes. “Mais um mandato de Dilma e nós nos transformamos em uma Venezuela”, justifica. “A luta é para evitar uma cubanização”, completa.

Segundo o parlamentar, o partido só não comprou sua candidatura até agora porque tem medo de virar oposição e acabar perdendo benefícios que garantiu com o atual governo. “Nosso partido tem um Ministério, tem entrada em algumas estatais, apoia o governo”, explicou. “Mas, eu sei que vou pontuar. Meia dúzia me apoia, como Luiz Carlos Heinze (RS), que vota em mim”, disse, apostando em uma saia justa na eleição que poderá acontecer na Convenção do PP.

Confiante, quando questionado se acredita na vitória caso seja candidato a presidente, Bolsonaro dispara em meio a risos: “não teria nem segundo turno”. De acordo com ele, sua reeleição seria tranquila no Rio de Janeiro, mas, ainda assim, quer tentar a presidencia, “trocando o certo pelo incerto”, porque “não tem mais ninguém para dar esperança aos que são contra ativismo gay nas escolas, falta de política de planejamento familiar,  invasão do MST (…)”. “Muita gente fala que vota no Fernandinho Beira-Mar, mas não vota no PT, muita gente que vota nulo agora diz que vai votar. Eduardo Campos é genérico do PT, Aécio, por sua vez, realmente tem muito mais simpatia que o Eduardo Campos, mas não é oposição para valer. Quem melhor encarna o anti-PT sou eu”, afirmou.

Jair Bolsonaro tem andado no Congresso Nacional sempre com uma lista para pedir aos correligionários do PP apoio ao seu projeto pessoal de candidatura. Mas, até agora, não conseguiu muitas assinaturas. Porém, mantém confiança em parte da bancada que anda revoltada com o colega Ciro Nogueira, que promete continuar no palanque de Dilma sem ter consultado diretórios da legenda.

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