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Assim não dá

Bandido morto no Ceará foi libertado duas semanas antes do julgamento

'Gegê' respondia por 11 assassinatos quando foi libertado

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Membros do Ministério Público expressaram preocupação de que Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, o nº 3 na hierarquia da gangue que controla presídios, não comparecesse ao julgamento de um dos casos de assassinato a que responde,  mas, apesar das garantias da sua defesa, não deu outra: o bandido sumiu apos ter sido libertado duas semanas antes do julgamento. Seu corpo encontrado morto em Aquiraz, Fortaleza, motivou o envio de força-tarefa ao Ceará, por ordem do presidente Michel Temer.  Ao lado do corpo do criminoso foi encontrado o corpo de Fabiano Alves de Souza, “Paca”, da mesma facção criminosa.

A decisão de libertar Gegê do Mangue, há um ano, foi do juiz Deyvison Heberth dos Reis, da 3.ª Vara de Presidente Venceslau, em um processo de homicídio qualificado. O caso corria em “segredo de Justiça”, sabe-se lá por que, e é relativo a um assassinato cometido em 2013. 

Em dezembro de 2014, o ministro do STF Marco Aurélio Mello entendeu ter havido excesso de prazo da manutenção da prisão preventiva, que naquela data já se estendia por sete anos. “Hoje, o paciente, sem culpa formada, está sob custódia há sete anos, 10 meses e 21 dias (…). Nada justifica a demora no julgamento do processo-crime a envolver réu preso”, escreveu Mello, mas o criminoso foi mantido preso porque ele ainda estava detido pelo homicídio no interior.

Gegê era um dos bandidos mais perigosos do Pais. Ele participava do grupo que emite ordens para assassinatos, além do controlar sobre o tráfico de drogas, espondendo a pelo menos 11 processos por homicídio, formação de quadrilha e tráfico de drogas, entre outros crimes. A defesa conseguiu reverter, antes dos julgamentos, as prisões provisórias que o mantinham detido.