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Outubro Rosa

Autoconhecimento é fundamental contra o câncer de mama

Em 2016, o câncer de mama deve afetar mais de 57 mil brasileiras

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Segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes Silva (INCA), em 2016 o câncer de mama deve afetar mais de 57 mil mulheres no Brasil. Sendo o tumor maligno mais comum entre as mulheres, é o que mais gera morte entre as brasileiras.

A mastologista Heliégina Palmieris enfatiza que o autoconhecimento é a principal arma contra o câncer de mama, “O autoexame é autoconhecimento. É preciso que as mulheres se conscientizem”. A médica ressaltou a importância dos exames regulares: “O diagnóstico precoce diminui a mortalidade”.

Palmieris também apontou, em casos de tratamento, como é fundamental o apoio de uma pessoa querida. “É notório a diferença, a reação ao tratamento, à positividade, tudo isso influência”.

O câncer de mama não tem idade, apesar de ser mais raro em mulheres com menos de 35 anos. Também não existe uma única causa, vários fatores, como obesidade, sedentarismo, estresse, podem ajudar no desenvolvimento da doença. A médica alerta que o estrogênio é um dos maiores causadores do câncer, e por isso as mulheres devem ter cautela em relação à reposição hormonal. O histórico familiar deve ser levado em consideração, se houver casos, a reposição deve ser evitada.

A médica lembra que o Outubro Rosa é um movimento mundial para conscientizar e informar sobre a importância do autoexame. “Ele serve para chamar atenção sobre o assunto, mas não podemos nos esquecer dos cuidados nos outros 11 meses”.

Dados do Ministério da Saúde

Em 2015, foram realizados 4,1 milhões de exames no país. Quanto ao número de mastectomias, o Sistema Único de Saúde (SUS) realizou 18.537 procedimentos no ano passado. Já a recuperação pós-mastectomia é ofertada integral e gratuitamente nas unidades de saúde especializadas no atendimento em todo o Brasil. Em 2015, foram realizadas 3.054 cirurgias de reconstrução mamária para pessoas com câncer de mama. A orientação é que o procedimento seja realizado após a retirada da mama, conforme previsto na Lei nº 12.802, de 2013.

A lei, porém, deixa claro que cabe à equipe médica responsável pela paciente avaliar se é possível realizar os dois procedimentos no mesmo ato cirúrgico. A decisão é tomada com base em diversos fatores, como, por exemplo, a condição da área afetada para evitar infecção ou rejeição da prótese e a vontade da própria paciente. É importante destacar que, segundo a lei, quando não houver indicação clínica para realização dos dois procedimentos ao mesmo tempo, a paciente será encaminhada para acompanhamento e terá garantida a realização da cirurgia após alcançar as condições clínicas necessárias.