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Cabeças decapitadas

Após 14 horas, acaba guerra de facções em presídio do Rio Grande do Norte

Foram pelo menos dez mortos, alguns com cabeças decapitadas

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A guerra de facções, que resultou mais de dez mortos na penitenciária potiguar de Alcaçuz, acabou 14 horas depois de iniciada. Os bandidos se renderam às 7h20 deste domingo (15) à Tropa de Choque da Polícia Militar, sem troca de tiros.

Agora as autoridades vão identificar os corpos através da digital, da arcada dentária e até de exame de DNA, quando necessário. Tudo começou com uma briga entre presos dos pavilhões 4 e 5. Segundo o governo, a briga estava restrita aos dois pavilhões. O pavilhão 5 é o presídio Rogério Coutinho Madruga, que fica anexo a Alcaçuz. Há separação de presos de facções rivais.

O juiz de Execuções Penais de Natal, Henrique Baltazar Vilar dos Santos, disse que várias cabeças decapitadas foram espalhadas no pátio do presídio, neste sábado. "Relatos de agentes e policiais falam que eles já destruíram o bloqueador de celular e estão controlando todos os pavilhões", disse ele.

Para Santos, a situação era "previsível". "Desde março de 2015 que há pavilhões com celas sem grades. Então, dentro os presos já comandavam. O Estado controlava só os muros", disse. "Alcaçuz é semi-destruído e agora eles devem terminar de destruir. Sempre houve notícia de que eles tinham armas lá dentro. Não é de hoje" acrescentou.

Dez mortos
A Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, cidade ao lado de Natal, registra nesta sábado, 14, ao menos 10 presos mortos. Segundo a assessoria do governo estadual, trata-se de uma disputa entre duas facções. Maior penitenciária do Rio Grande do Norte, Alcaçuz tem cerca de 1.150 presos em um espaço com capacidade total para 620.

O motim começou por volta das 16h30 e ainda não foi controlado pelas autoridades estaduais. Os presos teriam invadido o pavilhão 1 e o 5. O pavilhão 5 é uma unidade separada e que faz parte do Complexo de Alcaçuz. Atuam no Rio Grande do Norte, além do Primeiro Comando da Capital (PCC), o Sindicato do Crime do RN rival do grupo paulista e mais próximo da Família do Norte e Comando Vermelho.

Em Alcaçuz, segundo fonte ouvida pelo Estado, os pavilhões 1,2,3 e 4 são dominados pelo Sindicato do Crime RN e o 5 encontra-se com presos com algum tipo de ligação o PCC.

O Batalhão de Choque e o Bope estão no local para tentar conter a rebelião. O governo um grupo de gerenciamento de crise para acompanhar a rebelião com integrantes de todas as forças de segurança do estado e Ministério Público. O grupo, segundo a assessoria do governo, vai trabalhar em regime de plantão para tentar reverter a situação de descontrole dentro do sistema prisional.