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Sessão no plenário

Aliados de Dilma vão tentar barrar impeachment usando a Lava Jato

O parecer precisa ser aprovado por maioria simples: 41 votos

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Os senadores aliados da presidente afastada Dilma Rousseff vão tentar suspender a sessão desta terça-feira (9) no plenário que deverá dar prosseguimento ao processo de impeachment e a realização de seu julgamento final. O líder do PT na Casa, Humberto Costa (PE), afirmou nesta segunda que os dilmistas deverão apresentar 11 questões de ordem para suspender ou adiar o julgamento.

"Vamos solicitar a interrupção desse processo. É um absurdo que a presidente Dilma esteja sendo julgada por causa de três créditos suplementares e pedaladas, enquanto o presidente interino é acusado de receber dinheiro de propina", disse Costa.

Segundo o petista, não se trata de uma tentativa de "procrastinar" os debates, mas de paralisar o processo para se fazer uma ampla investigação sobre as denúncias envolvendo o presidente interino. "Sempre recebemos com cautela denúncias resultantes de delações, é preciso que haja provas. Mas se forem verdade, são extremamente grave e recomendam a suspensão do processo de impeachment", afirmou o senador petista.

Essa é a segunda fase do processo de impeachment, chamada de "juízo de pronúncia", quando se declara que há elementos de prova contra a denunciada e que deve haver o julgamento final. Dilma está afastada desde 12 de maio.

O parecer do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) precisa ser aprovado pela maioria dos senadores, ou seja, pelo menos 41 dos 81 senadores. Nessa segunda fase, a sessão será presidida pelo presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski, que é o chefe do processo de impeachment.

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