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Agenda de Moraes mostra reunião na PF de SP antes de fala sobre Lava Jato

Ministro da Justiça 'antecipou' operação no domingo, em campanha

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O encontro de Moraes com o superintendente da PF aconteceu na sede do Departamento de Polícia Federal da capital paulista e, conforme divulgado pela agenda oficial do ministro, durou uma hora. Rosseti foi nomeado no início do mês novo superintendente regional da PF em São Paulo. Após exercer a função de adido policial federal na Embaixada do Brasil em Roma, ele substituiu o delegado Roberto Troncon, agora adido em Londres. Rosseti exibe um currículo com passagens por setores estratégicos da PF. Antes da Itália ele foi superintendente da PF em Brasília e diretor da Academia Nacional de Polícia, a famosa escola da PF.

Nessa segunda-feira, após a operação que prendeu Palocci, o presidente Michel Temer chamou o ministro para uma conversa no Planalto para cobrar-lhe mais explicações. Moraes, porém, estava em São Paulo e os dois conversaram pelo telefone. Temer teria aceitado as explicações de que a declaração se tratou de uma “infeliz coincidência”. Há expectativa de que a reunião ocorra nesta terça, mas ela não está confirmada. O ministro da Justiça, porém, participará da reunião e do jantar que o presidente vai oferecer a ministros e líderes da base na noite desta terça no Alvorada.

A intenção de Temer é fazer uma reunião “de alinhamento” com os demais ministros, a fim de amenizar as seguidas crises causadas por declarações “desnecessárias” e consideradas prejudiciais para o governo. “Falou besteira, no lugar errado e na hora errada”, afirmou uma fonte do governo. A avaliação é que o adiamento da conversa com Moraes teria inclusive beneficiado o governo, já que o noticiário ficaria focado na prisão do ex-ministro do PT e não na “crise” causada pelas declarações do titular da Justiça. Segundo fontes do Planalto, o desgaste em torno de Moraes não o coloca na berlinda e uma demissão do ministro não está sendo cogitada por Temer. O presidente quer sim “enquadrá-lo” para tentar evitar o prolongamento da crise, mas a intenção é diminuir a temperatura da crise “e colocar água na fervura”. (AE)

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