Nem o PT apoia

Aécio condiciona apoio da oposição a mudanças na reforma da Previdência

Primeiro Dilma tem que ter apoio do PT à proposta do governo

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Ao mudar de estratégia para não perder seu eleitorado, o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), afirmou nesta terça-feira, 16, que a oposição vai debater a reforma da Previdência, proposta pelo governo Dilma Rousseff, no Congresso Nacional somente se a própria base aliada e, principalmente, o PT apoiarem o texto.

Atualmente, Dilma encontra dificuldades para unir o PT em torno da reforma. Nessa segunda-feira, em reunião do Conselho Político da Presidência do partido, petistas dispararam críticas à proposta. A presidente anunciou hoje que enviará a proposta ao Congresso até abril.

Para Aécio, se o governo não conseguir mobilizar nem mesmo os parlamentares que sustentam o apoio ao governo, fica impossível para a oposição aderir às discussões. “O que nos parece é que o governo da presidente Dilma tem apenas uma proposta para o Brasil, que é a CPMF, portanto, a transferência para a sociedade e para o trabalhador brasileiro do peso do ônus dos equívocos e irresponsabilidades cometidos por esse governo”, disse.

A bancada tucana levou ao presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), nesta terça, propostas prioritárias defendidas pelo partido para o primeiro semestre. Dentre elas estão o projeto que altera a regra de participação da Petrobras na exploração do pré-sal, a proposta que cria uma lei de responsabilidade das estatais, e uma que reestrutura os fundos de pensão.

Aécio afirmou também que o partido retomará a proposta de que o reajuste do programa Bolsa Família seja feito pela inflação dos últimos 20 meses. A medida tinha sido incluída na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2016, mas foi vetada por Dilma.

“A proposta que fiz ao senador Renan, e que hoje se concretiza com essa reunião, é que, compreendendo, por um lado um ano atípico, um ano eleitoral, onde teremos certamente um calendário legislativo mais curto, e, por outro lado, em face do agravamento da crise econômica, fiscal e social por que passa o país, é necessário que o Senado dê a sua contribuição, e a sugestão que fiz, acatada pelo presidente Renan e por todos os líderes, é que estabeleçamos desde já, ouvidos os blocos partidários, as prioridades de cada um desses blocos”, disse.

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