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OPERAÇÃO SEPSE

Acusado de desvios na saúde foi preso em motel, em Alagoas

MP prende 'vendedor' de nota fria de esquema e caça secretário

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O Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) do Ministério Público Estadual de Alagoas (MP/AL) prendeu na manhã desta quarta-feira (1º) o empresário que vendia notas frias para forjar compras de medicamentos para a saúde pública. E caça o secretário da Saúde do município sertanejo de Mata Grande, de onde foram desviados R$ 1,5 milhão.

O empresário Carlos Rodrigo de Barros Barboza Leão, foi preso, sozinho, dentro de um motel de Arapiraca, no município em que reside, no Agreste de Alagoas. Já o atual secretário de Saúde de Mata Grande, Gabriel Brandão Gomes, não foi localizado e já é considerado foragido da Justiça.

Policiais militares fizeram imagens do momento da prisão do acusado de fraudar compras de medicamentos. E o Ministério Público divulgou o vídeo até o momento em que o alvo da operação abre a porta. 

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LIGAÇÕES

Gabriel Brandão é primo do ex-prefeito de Mata Grande, Jacob Brandão, que foi alvo de mandado de prisão na 2ª fase da Operação Sepse, em julho, mas ganhou um salvo-conduto do Tribunal de Justiça de Alagoas, após duas semanas foragido.

Também foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, dois de sequestros de bens e cinco de quebras de sigilos bancários, inclusive do ex-prefeito de Mata Grande, Jacob Brandão. Todos foram expedidos pela 17a Vara Criminal da Capital.

MP caça Gabriel Brandão, considerado foragido (Divulgação)O MP afirma que os Carlos Rodrigo Leão e Gabriel Brandão participavam ativamente do esquema criminoso, mesmo depois de deflagrada a Operação Sepse, em março deste ano, operando o esquema de desvio de verbas públicas. “Inclusive, Gabriel tinha mais facilidade para isso em função de estar no comando da Secretaria Municipal de Saúde daquele município”, diz o MP.

EMPRESAS DE FACHADA

Segundo os promotores do Gecoc, Carlos Rodrigo Leão é proprietário de algumas empresas de fachada que atuavam vendendo notas fiscais falsas para agentes públicos. E foi justamente por uma dessas empresas, a R.R Distribuidora LTDA, que os operadores do esquema conseguiram desviar R$ 1,5 milhão da Prefeitura de Mata Grande.

“[Carlos Rodrigo Leão] se apropriava de cerca de 8% do total dos valores desviados. Já Gabriel Brandão Gomes e Jacob Brandão ficavam com o restante dos valores, montante que ainda era dividido com outros participantes do esquema”, diz o MP.

O atual prefeito de Mata Grande, Erivaldo de Melo Lima, o Erivaldo Mandu (PP) não é alvo da Operação Sepse, mas o MP destaca que ele nomeou Gabriel Brandão para comandar a Saúde do Município, mesmo sendo este acusado de desviar dinheiro do sistema de saúde de Mata Grande, na administração de Jacob Brandão. E os riscos da permanência do secretário no cargo foi um dos motivos que provocou o pedido de prisão

Gabriel Brandão possui ainda outras restrições no Tribunal de Contas de Alagoas, devido a irregularidades da época em que ele respondia pela presidência da Comissão Permanente de Licitação de Mata Grande, também da gestão de Jacob Brandão. Tais pendências motivaram o indeferimento da candidatura de Gabriel Brandão a vereador de Mata Grande, em 2016, no pleito em que obteve mais de 800. (Com informações da Comunicação do MP)

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