José Maurício de Barcellos

Uma só realidade

Uma só realidade

Transitam pelo território livre da rede mundial de computadores três vídeos emblemáticos e para lá de significativos. Um que traz a confissão, perante o Juiz Marcelo Bretas, do ex-governador Sérgio Cabral, preso na Operação Lava Jato; outro que, em cena rápida, escancara o tranco que levou e a desmoralização que passou um esquerdopata – estudante do curso de PHD por Havard Kennedy School – que, a pedidos, incautamente  ousou colocar em cheque o Vice-Presidente da República, General Hamilton Mourão, quando convidado para dar uma palestra naquela universidade americana, e o derradeiro onde está gravado o alerta patriota da jornalista Regina Vilela quanto à trama maldita que está sendo urdida contra o governo atual, pelos patifes do PSOL, na Universidade Federal do Rio de Janeiro-UFRJ.

Quanto ao primeiro vídeo, fiquei muito impressionado com o que disse o politico condenado, porque seu depoimento espontâneo foi oferecido à Justiça sem que deste ato possa pretender benefício algum em relação a qualquer dos inúmeros processos crimes a que responde, tanto quanto pelo grau de arrependimento de sua confissão que acredito tenha sensibilizado até os mais céticos e desconfiados. Andei dizendo por aí que considerava um dever cívico assistir e se refletir acerca dos fatos narrados e em relação ao que esclarece, botando para fora as entranhas da política que dominou o Brasil nos últimos 30 anos.

Cabral diz que muito antes dele, desde a volta dos vermelhos que fugiram do País se fingindo de exilados, na década de 1970, como o caso do tal meliante Leonel, a corrupção que permeou e sustentou os governos civis de 1985 para esta parte era uma marca e característica comum de toda abjeta classe política nacional e que, no decorrer dos governos que se sucederam só se enraizou profundamente, se alastrou virulentamente, se sofisticou inacreditavelmente e se institucionalizou completamente.

Cabral conta que no Rio de Janeiro – no executivo, no legislativo e no judiciário – uma enorme quantidade de agentes públicos foi comprada e corrompida pela verdadeira máfia em que se transformou a poderosa Federação das Empresas de Transporte-FETRANSPOR. Todos os governadores, de Brizola a Pezão, todos os presidentes da Assembleia Legislativa, de Jorge Leite (PP-RJ) a Jorge Picciani (MDB-RJ), Procuradores Gerais do Estado, desembargadores, juízes, com ênfase para alguns de seu tempo que nomeia sem nenhuma cerimônia ou pudor, foram comprados com dinheiro da “caixa dos transportes urbanos”. Diz que uma grande maioria daqueles servidores públicos sempre recebeu milhões e milhões em troca de proteção e de benesses para as empresas de transporte em detrimento da população. Aí está a razão pela qual o pobre trabalhador sofre diariamente as mais terríveis agruras e humilhações para ir todo dia trabalhar e pela qual ainda se encontra sem esperança de ver essa gente bandida na cadeia. Além disso, quis revelar também que, com apoio e a participação de FHC, Lula e Dilma, tudo era vendido ou negociado em se tratando de obras e serviços públicos de quaisquer naturezas.

Isto realmente não é novidade para ninguém nesta altura dos acontecimentos. Todavia a confissão de Cabral fala de algo que vai além de suas palavras, na medida em que revela o mais baixo nível que alcançou a política nacional, indicando que algo haveria de ser feito mesmo, antes que o caos e a desordem trouxessem a barbárie comunista. Diante disso pergunto se alguém que incentivou e defendeu esses traidores do Brasil ainda se acha no direito de ser considerado patriota ou de andar de cabeça erguida? Quem tiver estômago, confira tudo assistindo ao vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=_4MocpHECWg

Já vivendo tempos novos e de grande esperança, digo que dá gosto e nos enche de orgulho ver a calma, a segurança e a imensa superioridade do Vice Mourão respondendo, do alto do seu preparo acadêmico e de sua experiência de Brasil e de mundo, a um palhaço da esquerda, plantado na plateia de Havard para tentar constranger o conferencista convidado e menosprezar o Exército de Caxias. Depois de ver o bobalhão, ou seja, o mosquito cantante – como classificaria o mestre Olavo de Carvalho – desfiar sua pergunta armadilha, burra e simplória como só esse tipo de gente sabe apresentar, o culto general em uma frase com poucas palavras detonou o lambaio socialista que restou calado e reduzido a sua insignificância por uma plateia que de pé ovacionou o palestrante. A cena é curtinha. Vale a pena assistir em: https://www.youtube.com/watch?v=2_A0y5gC57s, para deleite das pessoas de bem e minimamente preparadas.

Todas as vezes que me deparo com situações como essas não posso deixar de lembrar os energúmenos da esquerda, covardes e ressentidos que ainda quando os militares não haviam chegado para execrar a gentalha de Lula e Dilma diziam, com escárnio e deboche, que um general era um “boçalão” de quartel a ser colocado de joelhos diante dos políticos do PSDB e do PT. O curioso é que essa mesma gente continua amargando em silêncio seu ódio, seu inconformismo e sua revolta contra os milicos, tanto que no meio em que vivem esperam, sorrateira e covardemente, se vingar do Presidente eleito ao assistir num futuro qualquer a uma cizânia ou traição entre companheiros de caserna. Vão morrer secos.

Por derradeiro, mas não menos importante para se fazer um exame do momento que atravessa nossa sociedade, há que se levar em conta o alerta da jornalista Regina Vilela quanto ao que está acontecendo agora nas universidades brasileiras. Com toda coragem, a brava e independente profissional da imprensa confiável, primeiro denuncia o roubo e a malversação de verbas do MEC nos tempos do “Ogro Encarcerado” ou da “Anta Terrorista” e depois avisa ao Capitão pedindo que intervenha com força naquelas instituições que o PSOL de reitores bandidos e ladrões condenados está disposto a destruir para acusar este governo do caos que sua própria gente produziu. Nominalmente a jornalista indica o nome de um vagabundo, covarde e criminoso dos quadros daquela associação de malfeitores travestida de partido político nanico, que está indo para dentro da UFRJ doutrinar contra o governo da União e pregar a sublevação da ordem. Também vale conferir em: https://www.youtube.com/watch?v=T4PvTmpgEfc.

A tudo isso o caro leitor não assistirá nos veículos de comunicação dos Barões da mídia e nem precisa se quiser estar sempre bem informado e atualizado ao invés de iludido. Caso não queira, pode recorrer à mídia profissional, mas neste caso não pode reclamar do que tem que ouvir ou assistir calado quanto aos mantras daquela gente do mal. Ainda outro dia, a propósito da notícia referente à nomeação do novo Ministro da Educação, uma rádio do “Sistema Goebells”, pela voz de um dos seus analistas ou deformadores de opinião – um tal de “Moleque de Alencar”, antigo assecla ou assessor do “Ogro de Garanhuns” – dizia que “o novo ministro seria mais um erro crasso do despreparado Bolsonaro”, porque este, ao tomar posse no cargo, de plano mandou um recado para a escumalha no sentido de que não toleraria traição ou bandidagem bolivariana na gestão de sua pasta. Bem sei por que esses patifes sofrem muito com seus bolsos vazios desde o resultado do pleito eleitoral de outubro passado, porém aconselho que passem a se conformar porque não tem mais volta.

Quando trago à colação esses “flashes” da vida nacional quero demonstrar que, inobstante tenham os episódios origem e motivação diferentes, todos apontam para a existência de uma campanha perversa contra o Brasil, que já extrapolou as fronteiras do País, mas que seguramente indica, também, uma realidade insofismável: o tempo do domínio absoluto da esquerda ladra e delinquente aliada da direita voraz e usurpadora acabou por aqui.

Jose Mauricio de Barcellos ex Consultor Jurídico da CPRM-MME é advogado. Email: bppconsultores@uol.com.br.