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Retaliação

Maia ataca Weintraub, que demitiu seu apadrinhado do bilionário FNDE

Indicado por Rodrigo Maia foi demitido pelo ministro seis meses após sua posse

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Texto teve regime de urgência aprovado há mais de um mês e ainda não foi pautado por Maia, apesar de várias tentativas em reuniões de líderes. Foto: reprodução da TV.

Durante evento promovido pelo banco Credit Suisse, em São Paulo, nesta quarta-feira (29), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, o ministro Abraham Weintraub (Educação), utilizando palavras duras que soam como música à oposição.

Maia não perdoa Weintraub por demitir seu indicado à ambicionada presidência da Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), cujo orçamento supera os R$60 bilhões por ano. Roberto Dias, o apadrinhado de Maia, foi demitido em dezembro seis meses após assumir o cargo.

Dias é irmão de Alexandre Baldy, ex-ministro de Cidades e atual secretário de Transportes Metropolitanos do governo de São Paulo, e ambos são muito ligados ao presidente da Câmara.

“Como que faz para o investidor olhar que o Brasil tem um ministro da Educação desse?”, provocou Maia. “Nosso país não tem futuro, né? Não tem futuro. Parece um passado ruim, porque conseguiu fazer de um cara desse o ministro da Educação… que construção que nós tivemos”.

Nesta quinta (30), ele voltou a atacar Weintraub: “O ministro da Educação atrapalha o Brasil, atrapalha o futuro das nossas crianças, está comprometendo o futuro de muitas gerações”, disse ele em outro evento promovido por um banco em São Paulo. “Cada ano que se perde com a ineficiência, com um discurso ideológico de péssima qualidade na administração, acaba prejudicando os anos seguintes. Mas quem demite e quem nomeia ministro é o presidente”, afirmou.

Para não chamar atenção de suas razões de suas desavenças com Weintraub, Rodrigo Maia também atacou o ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente), afirmando que ele perdeu “as condições de ser o interlocutor” do governo na área, sem explicitar as razões da crítica.

Recordista no uso abusivo de jatos da FAB, com 238 viagens somente em 2019, o presidente da Câmara não fez qualquer comentário sobre o episódio em que o presidente Jair Bolsonaro demitiu o secretário executivo da Casa Civil por viajar da Suíça à Índia nas asas da FAB.