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Ex-superintendente da PF no Amazonas diz que Salles “fez inversão” e ajudou criminosos

Delegado Alexandre Saraiva apresentou notícia-crime ao Supremo Tribunal Federal contra o ministro

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Em audiência na Câmara dos Deputados, o delegado Alexandre Saraiva diz que Ricardo Salles fez inversão e protegeu "criminosos ambientais". Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados

Alexandre Saraiva, delegado da Polícia Federal e ex-superintendente da PF no Amazonas, detalhou, nesta segunda-feira (26), à Câmara dos Deputados a notícia-crime que enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

O delegado justificou a ação, informando que o ministro “tornou legítima a ação dos criminosos” em suposta conivência com pessoas investigadas na Operação Handroanthus por desmatamento e grilagem de terra em áreas de preservação ambiental na divisa entre o estado do Pará e do Amazonas.

Em visita à região onde foram apreendidos 213 mil metros cúbicos de madeira ilegal, Alexandre disse aos deputados que “ele [Ricardo Salles] foi até a área e fez uma pseudoperícia de 40 mil toras: ele olhou duas e disse que, em princípio, estava tudo certinho e que as pessoas apresentaram escrituras”.

Alexandre informou ainda que enviou à pasta todos os documentos que comprovam a ocorrência de extração ilegal de madeira em ambiente de preservação, incluindo laudos periciais e as mais de 20 multas que a empresa investigada recebeu do Ibama. Para ele, Salles tentou legalizar essas supostas ilegalidade. “O senhor ministro fez uma inversão: tornou legítima a ação dos criminosos e não a dos agentes públicos”, disse o delegado.

Ricardo Salles é acusado pelo ex-superintendente de organização criminosa, advocacia administrativa e obstrução de fiscalização durante as ações da Polícia Federal na operação supracitada. A relatora do processo na Suprema Corte é a ministra Cármen Lúcia.

 

 

 

 

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