Corrupção petista

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Ex-ministro acusa ex-presidente de 'ajudar' filho com vantagens ilícitas
06/12/2018

Lula acertou propina ao filho em troca de benefícios a montadoras, diz Palocci

Corrupção petista

Lula acertou propina ao filho em troca de benefícios a montadoras, diz Palocci

Ex-ministro acusa ex-presidente de 'ajudar' filho com vantagens ilícitas

O ex-ministro Antonio Palocci (Fazenda e Casa Civil) acusou nesta quinta-feira (6) o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de acertar com um lobista do setor automobilístico pagamentos ao filho caçula, Luís Cláudio Lula da Silva, em troca de benefícios viabilizados por uma medida provisória. Em depoimento prestado à 10ª Vara da Justiça Federal em Brasília, Palocci declarou ter sido procurado por Luís Claudio entre 2013 e 2014 pedindo ajuda para captar recursos para projetos esportivos. Ele organizava um campeonato de futebol americano no Brasil. O ex-ministro Antonio Palocci ao chegar à Justiça Federal em Curitiba, em 29 de novembro, quando deixou a prisão para cumprir pena em regime domiciliar Reprodução – 29.nov.2018/TV Globo O ex-ministro Antonio Palocci ao chegar à Justiça Federal em Curitiba, nesta quinta-feira (29). Foto: Reprodução/TV Globo    O ex-ministro relatou ter se encontrado com Lula depois, no Instituto Lula, para tratar do assunto. Na ocasião, o ex-presidente teria admitido a combinação ilícita. “Não precisa se preocupar, porque eu já arrumei esses recursos na renovação dos benefícios da Caoa e da Mitsubishi”, disse o ex-mandatário, conforme o depoente. As duas montadoras conseguiram em 2009 e em 2013, por meio de medidas provisórias, incentivos fiscais para manter suas fábricas na região Centro-Oeste. Uma das empresas de Luís Cláudio recebeu R$ 2,5 milhões do lobista Mauro Marcondes Machado, que representava as duas empresas perante o governo e o Congresso. Palocci depôs como testemunha de acusação, arrolado pelo MPF (Ministério Público Federal) em Brasília, em ação penal contra Lula. Ele falou por videoconferência ao juiz substituto Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal no Distrito Federal, na qual tramita a ação penal sobre o caso. O ex-ministro fez um acordo de delação premiada com a Polícia Federal e está em prisão domiciliar. O MPF denunciou em setembro do ano passado o ex-presidente, o ex-ministro Gilberto Carvalho e mais cinco pessoas por, supostamente, vender uma medida provisória de 2009 a montadoras de veículos. Eles são acusados de corrupção ao elaborar e editar, em 2009, a MP 471, que prorrogou por cinco anos incentivos fiscais a fábricas instaladas no Norte, no Nordeste e no Centro-Oeste, a título de fomentar o desenvolvimento dessas regiões. Outra MP, a 627, renovou em 2013 os benefícios da 471 que estavam por vencer no ano seguinte. A regra que prorrogou novamente os incentivos foi incluída no texto no Congresso, via emenda parlamentar. Esse caso é tratado em outra ação penal, na qual Lula e o filho caçula, Luís Claudio, são acusados de tráfico de influência para viabilizar a aprovação do benefício. A investigação foi feita pelo MPF na Operação Zelotes, com apoio técnico da Coordenação-Geral de Procedimentos Especiais da Corregedoria-Geral Do Ministério da Fazenda. Galeria Lula deixa prisão pela primeira vez para depor Veja fotos de manifestantes nos arredores da Justiça Federal do Paraná, nesta quarta-feira (14), durante depoimento do ex-presidente Lula
13/04/2018

Lula deve ficar preso por dez anos, estimam os especialistas

Cumprimento de pena

Lula deve ficar preso por dez anos, estimam os especialistas

Réu em sete casos, tempo de prisão de Lula deve superar 10 anos

A estimativa é de magistrados que não atuam no caso e criminalistas, alguns deles com clientela de investigados na Operação Lava Jato: o ex-presidente Lula permanecerá no sistema carcerário pelo prazo mínimo de dez anos. Condenado na primeira sentença a 12 anos e 1 mês de prisão, ele teria direito ao regime semiaberto dentro de dois anos, correspondentes a um sexto da pena. Só que não. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder. O problema de Lula é que, réu em outros sete casos, cada nova condenação aumentará o tempo mínimo de permanência na prisão. Condenado a 10 anos no segundo caso (sitio de Atibaia), por exemplo, a pena vai a 22 e um sexto dela corresponderia a 3 anos e 7 meses. Há estimativas de até um século de prisão, mas se Lula for sentenciado a 60 anos, isso o manterá no presídio por dez anos, um sexto da pena. Para ganhar regime domiciliar, a defesa pode alegar questão de saúde, mas o próprio Lula tem propalado que está bem e com vigor de garoto.
09/04/2018

Justiça intima Lula a depor em 21 de junho sobre compra dos caças

Operação zelotes

Justiça intima Lula a depor em 21 de junho sobre compra dos caças

'Moro de Brasília' vai interrogar sobre compra de caças suecos

O depoimento do agora presidiário Lula sobre crimes cometidos na compra dos 36 caças suecos foi marcado para o dia 21 de junho pelo juiz federal Vallisney de Oliveira, de Brasília. Lula e o filho Luís Cláudio são réus acusados de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O Ministério Público acusa Lula de usar sua influência de ex-presidente para atuar junto ao governo Dilma Rousseff entre os anos de 2013 e 2015 em benefício de empresas como a Saab, que ganhou o contrato bilionário para fornecimento dos caças às Forças Armadas brasileiras. De acordo com a denúncia, os crimes incluem ainda a edição de uma medida provisória (MP) com diversos incentivos fiscais para grandes montadoras de automóveis. Lula nega as acusações. O interrogatório do ex-presidente será às 9h, mas ainda não há local definido. No mesmo dia serão ouvidos o filho e os lobistas Mauro Marcondes e Cristina Mautoni, também réus no processo oriundo das investigações da operação Zelotes. O desembargador Néviton Guedes, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) deu prazo de quatro meses para ouvir todas as testemunhas, inclusive as que moram no exterior e determinou que Lula só fosse ouvido após essas oitivas. A defesa de Lula indicou mais de 80 testemunhas e o acinte foi interpretado pelo Ministério Público não como exercício do direito à ampla defesa, mas como manobras protelatórias para adiar ao máximo o julgamento da denúncia. A data foi marcada antes da prisão do ex-presidente no caso do tríplex do Guarujá, mas a defesa de Lula pediu um novo adiamento, que ainda não foi analisado pelo juiz federal Vallisney de Oliveira.
02/06/2016

Mulher de Machado, Cristina Mautoni fica em silêncio na CPI do Carf

Operação Zelotes

Mulher de Machado, Cristina Mautoni fica em silêncio na CPI do Carf

Ela é acusada de atuar ilegalmente em favor da aprovação de MP

Respaldada por um habeas corpus, a sócia da empresa Marcondes e Mautoni Empreendimentos, Cristina Mautoni Marcondes Machado, informou que por orientação de seu advogado permanecerá em silêncio hoje (2) durante o depoimento que presta na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). De acordo com investigadores da Operação Zelotes, diversas empresas de grande porte teriam influenciado integrantes do conselho, responsável por julgar recursos por elas apresentados, referentes a dívidas com a Receita Federal. Posteriormente, foram levantadas suspeitas sobre a atuação de advogados e servidores públicos em favor da aprovação de medidas provisórias (MPs), o que abriu novos leques de investigações. Cristina é esposa e sócia de Mauro Marcondes Machado na empresa Marcondes & Mautoni (M&M), acusada de atuar ilegalmente em favor da aprovação da reedição da Medida Provisória 471/2009, que prorrogou incentivos fiscais concedidos em 1997, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, a indústrias dos setores automobilístico e de autopeças. A Polícia Federal investiga, por meio da Operação Zelotes, a ocorrência de ilegalidades em meio a lobbies que, supostamente, foram feitos visando à reedição do texto. As suspeitas são de que a empresa LFT Marketing Esportivo, do filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Luís Cláudio Lula da Silva, teria sido beneficiada a partir da prestação de serviços à M&M. Na primeira leva de questionamentos, o deputado Izalci (PSDB-DF) perguntou se Cristina alguma vez se encontrou com o ex-secretário geral da Presidência da República Gilberto Carvalho. Apesar de, em um primeiro momento, ela ter dito que não, logo em seguida voltou atrás e disse que por orientação do advogado permaneceria em silêncio. (ABr)