'Promessa de campanha'

violência

Ele explica que iniciativa tratou-se apenas de cumprimento de promessa de campanha feita por Bolsonaro
21/01/2019

Presidente interino, Mourão afirma que decreto sobre armas não é combate à violência

'Promessa de campanha'

Presidente interino, Mourão afirma que decreto sobre armas não é combate à violência

Ele explica que iniciativa tratou-se apenas de cumprimento de promessa de campanha feita por Bolsonaro

O presidente em exercício Hamilton Mourão afirmou nesta segunda-feira, 21, que o decreto que facilitou a posse de armas no país foi “apenas” o cumprimento de uma promessa de campanha eleitoral do presidente Jair Bolsonaro, não uma medida de combate à violência. “Não vejo como uma questão de medida de combate à violência. Vejo apenas, única e exclusivamente, como atendimento de promessa de campanha do presidente e que vai ao encontro dos anseios de grande parte do eleitorado dele”, disse. O militar assumiu a Presidência na noite deste domingo, 20, após ida de Bolsonaro ao Fórum Mundial Econômico de Davos, na Suíça. Em entrevista à Rádio Gaúcha, Mourão observou que a proposta sofreu tanto críticas por ser severa como por ser branda. E ressaltou que a virtude dela foi ter ficado em uma espécie de meio-termo. “Ela foi criticada tanto por um lado como pelo outro. Sofreu tiros de tudo o que é lado. Eu acho que a virtude está no meio. E ela foi no meio”, ponderou. Mourão avaliou ainda que não é possível dizer hoje que há uma possibilidade “concreta” e “real” do Congresso Nacional facilitar também o porte de armas no país. Flávio Bolsonaro Em uma estratégia para blindar o presidente, Mourão disse que as suspeitas envolvendo o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho de Bolsonaro, não são uma questão governamental. Para ele, as acusações causam “algum problema familiar” e devem ser apuradas, punindo o responsável caso tenha sido cometida e comprovada alguma irregularidade. No fim de 2018, um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou operações bancárias suspeitas de 74 servidores e ex-servidores da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O documento revelou a movimentação atípica de R$ 1,2 milhão na conta de um ex-motorista e ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz. Na última sexta-feira, 18, foi noticiado um trecho de um relatório do Coaf sobre movimentações bancárias suspeitas de Flávio Bolsonaro. Em um mês, foram 48 depósitos em dinheiro numa conta do senador eleito, no total de R$ 96 mil. O relatório aponta ainda que ele fez um pagamento de R$ 1.016.839 de um título bancário da Caixa Econômica Federal. O Coaf diz que não conseguiu identificar o favorecido. Também não há data e nenhum outro detalhe do pagamento. (Com informações da FolhaPress)
21/01/2019

Chacina deixa sete mortos na região metropolitana do Rio de Janeiro

São Gonçalo

Chacina deixa sete mortos na região metropolitana do Rio de Janeiro

Entre as vítimas, estão seis homens, com idade entre 19 e 38 anos, e uma mulher de 46 anos

Sete pessoas foram assassinadas na noite deste domingo (20) em Itaboraí, na região metropolitana do Rio de Janeiro. Entre as vítimas, estão seis homens, com idade entre 19 e 38 anos, e uma mulher de 46 anos. De acordo com a Polícia Civil, as vítimas foram assassinadas no bairro da Marambaia, que fica no limite com o município de São Gonçalo. As vítimas são Hercules de Souza Costa, de 21 anos, Michael Douglas da Silva Machado, de 25, Debora Rodrigues Baptista, de 46, Allan Patrick Pinto Vicente, de 21, Rodrigo Avelino Braga, de 38, e Renan Trigueiro de Almeida, de 20, e Gabriel Trigueiro de Oliveira, de 19 anos. A investigação está a cargo da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo. A perícia foi realizada no local e diligências estão em andamento para identificar a autoria do crime. (ABr)
17/01/2019

Relatório Mundial de Direitos Humanos: Brasil bate recorde de mortes violentas em 2017

Violência

Relatório Mundial de Direitos Humanos: Brasil bate recorde de mortes violentas em 2017

Relatório chama atenção para o aumento da letalidade policial após a intervenção federal no Rio de Janeiro

O Brasil bateu recorde de mortes violentas em 2017, com 63.880 casos. No mesmo ano, as mortes cometidas por policiais em serviço e de folga cresceram 20% na comparação com 2016. A compilação destes dados faz parte da 29ª edição do Relatório Mundial de Direitos Humanos, divulgado nesta quinta (17) pela organização não governamental Human Rights Watch (HRW), que analisa a situação de mais de 90 países. No capítulo sobre o Brasil, o relatório chama atenção para o aumento da letalidade policial após a intervenção federal no Rio de Janeiro, entre fevereiro e dezembro de 2018. Segundo a entidade, de março a outubro de 2018, conforme dados do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro, a letalidade violenta aumentou 2% no estado, enquanto as mortes cometidas pela polícia cresceram 44%. Entre essas mortes está a da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, ocorrida em 14 de março. O caso ainda não foi esclarecido pelos órgãos de investigação. Para a HRW, a demora em solucionar os casos de assassinatos contribuem para o ciclo de violência. “Um amplo estudo conduzido por criminologistas e jornalistas estima que o Ministério Público tenha apresentado denúncia em apenas dois em cada dez casos de homicídio no Brasil”, aponta o relatório. A ONG internacional critica a lei aprovada em 2017 pelo Congresso Nacional que permite que militares das Forças Armadas, acusados de cometerem execuções extrajudiciais contra civis, sejam julgados pela Justiça Militar. De acordo com a entidade, a mesma lei transferiu o julgamento de policiais militares acusados de tortura e outros crimes para o âmbito da Justiça Militar. “Menos de um mês após a promulgação da lei, oito pessoas foram mortas durante uma operação conjunta da Polícia Civil e do Exército na área metropolitana do Rio de Janeiro. Até o momento de elaboração deste relatório, nem os investigadores da Forças Armadas nem os procuradores da Justiça Militar haviam entrevistado testemunhas civis”, diz a entidade. Condições carcerárias A partir de dados do Ministério da Justiça de junho de 2016, a entidade informa que mais de 726 mil adultos estavam em estabelecimentos prisionais com capacidade máxima para metade deste total. No final de 2018, a estimativa do governo federal era que o Brasil tinha 842 mil presos. “A superlotação e a falta de pessoal tornam impossível que as autoridades prisionais mantenham o controle de muitas prisões, deixando os presos vulneráveis à violência e ao recrutamento por facções”, analisa o documento. Ainda sobre o sistema prisional, a HRW destaca a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou que mulheres grávidas, mães de crianças de até 12 anos ou de crianças e adultos com deficiência, presas preventivamente por crimes não violentos, deveriam aguardar julgamento sob prisão domiciliar, exceto em “situações excepcionalíssimas”. Crianças e adolescentes Nos centros socioeducativos, onde 24.345 crianças e adolescentes cumpriam medida de privação de liberdade em janeiro de 2018, foram relatados casos de tortura e morte de crianças sob custódia do Estado. Em Goiânia, 13 servidores foram indiciados por homicídio culposo por negligência pela demora em apagar um incêndio que vitimou dez crianças. No Ceará, o Ministério Público Federal culpou as “ações e omissões” das autoridades estaduais pela morte de sete adolescentes em 2017 e 2018. Estudo do Instituto Sou da Paz indicou ainda que 90% dos internos de São Paulo afirmaram ter sido maltratados por policiais militares e 25% relataram agressões por agentes socioeducativos. À época da divulgação do estudo, a Fundação Casa informou que apoiou a pesquisa da instituição e que “respeita os direitos humanos dos adolescentes e funcionários e não tolera qualquer tipo de prática de agressões em seus centros socioeducativos”. Disse também que eventuais abusos são investigados e punidos com demissão por justa causa. Outros temas O Relatório Mundial de Direitos Humanos traz, no capítulo sobre o Brasil, dados sobre violações relacionadas à liberdade de expressão, com restrição ao trabalho da imprensa, sobretudo, durante as eleições presidenciais, com a intimidação de mais de 140 repórteres. Aborda também os mais de 1,2 milhão de casos de violência doméstica pendentes nos tribunais; a possibilidade de retorno das terapias de conversão para mudar a orientação sexual ou a identidade de gênero de um indivíduo; os mais de 1.246 casos de trabalho análogo à escravidão registrados entre janeiro e outubro de 2018; o aumento do uso de agrotóxicos no campo; e o enfrentamento dos abusos cometidos durante a ditadura militar no Brasil. O documento destaca a chegada de migrantes venezuelanos no Brasil. Dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), agência ligada às Nações Unidas, mostram que entre janeiro de 2014 e abril de 2018, 25.311 venezuelanos solicitaram autorização de residência no Brasil. De janeiro de 2014 a julho de 2018, 57.575 pediram refúgio. O Brasil concedeu refúgio a 14 venezuelanos em 2016 e negou a 28. “Até novembro, mais de 3.100 venezuelanos haviam se beneficiado de um programa federal de transferência para outros estados”. Foram relembrados também os casos de agressões ao venezuelanos em Roraima, ocorridos em março do ano passado. (ABr)
16/01/2019

Policiais encontram 700 kg de explosivos em apartamento de Fortaleza

Violência no Ceará

Policiais encontram 700 kg de explosivos em apartamento de Fortaleza

Explosivos seriam usados para dinamitar pontes, viadutos e torres

Policiais civis do Ceará apreenderam hoje (16) cerca de 700 quilos de explosivos. Investigadores suspeitam que o material encontrado em um apartamento do bairro Granja Lisboa, em Fortaleza, seria usado em novos ataques a pontes, viadutos e torres de telecomunicações no estado. As autoridades também investigam se o material apreendido pela manhã faz parte de uma carga de 5 toneladas de explosivos roubada no fim de dezembro, antes de serem entregues em uma pedreira, em Aquiraz. Parte do material roubado foi recuperada por policiais no dia 12 de janeiro, em meio à onda de ações criminosas iniciada no último dia 2. A emulsão explosiva e os rolos de cordel detonante apreendidos estavam em 23 caixas guardadas em um apartamento vazio. O Exército ficará responsável por guardar o material até que sua destinação seja decidida. Até a tarde desta terça-feira (15), 375 pessoas já tinham sido presas ou apreendidas, suspeitas de participar dos ataques criminosos. Além de reforçar o policiamento ostensivo e a segurança em postos de saúde e hospitais, o governo estadual determinou que funcionários de empresas concessionárias de energia elétrica sejam escoltados por policiais militares ao realizar a manutenção de serviços elétricos, bem como os veículos de coleta de lixo. (ABr)