São Paulo

viaduto

Parte das obras continuará sendo feita no local, como requalificação
16/03/2019

Após 4 meses, viaduto da Marginal Pinheiros é liberado ao tráfego

São Paulo

Após 4 meses, viaduto da Marginal Pinheiros é liberado ao tráfego

Parte das obras continuará sendo feita no local, como requalificação

Após quatro meses, o viaduto da Marginal Pinheiros, que cedeu no dia 15 de novembro do ano passado, foi liberado hoje (16) para a circulação de todos os tipos de veículos. A liberação ocorreu após um teste de cargas. O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, esteve no local hoje de manhã. “Os testes estão de acordo com os modelos matemáticos elaborados. O que nos permite anunciar que não vamos mais liberar o viaduto na segunda-feira [18], para carros, mas no dia de hoje – e não apenas para carros, mas também para caminhões. Dois meses antes do planejado inicialmente”, disse o prefeito. Segundo Covas, parte das obras continuará sendo feita no local. “Não são obras emergenciais. São obras de requalificação do viaduto, que poderão ser feitas com ele sendo utilizado”. O custo total da obra, considerando também as obras de requalificação, é de R$ 26 milhões. “Menos de 40% dos R$ 70 milhões caso a gente tivesse que demolir e construir novo viaduto”, ressaltou o prefeito. A estrutura do viaduto cedeu cerca de dois metros. Por causa disso, o trânsito foi interrompido em cima do viaduto e os veículos com destino à Rodovia Presidente Castello Brancos foram desviados para caminhos alternativos.  Com a liberação do viaduto, a circulação pela Marginal Pinheiros, sentido Castello Branco, também volta à normalidade. O rodízio de veículos nessa região será retomado a partir do dia 25 de março. Quem não obedecer o rodízio estará sujeito à autuação. O prefeito disse ainda que espera anunciar, no dia 22 de março, o cronograma para liberação das obras de recuperação do viaduto da Marginal Tietê que leva à Rodovia Presidente Dutra, que foi interditado em janeiro. Covas também disse que a prefeitura está contratando uma empresa para fazer laudos dos viadutos e pontes da cidade, respondendo ao fato de o Ministério Público ter entrado na Justiça solicitando que a prefeitura restrinja o tráfego em todos os viadutos e pontes da cidade em grave situação de risco. “Iniciamos o processo de contratação dos laudos estruturantes. A prefeitura se orienta a partir desses laudos. Desde 2017, a gente havia verificado que as fiscalizações visuais são insuficientes, são incompletas”, afirmou. “Solicitamos ao Tribunal de Contas para que a gente pudesse fazer a contratação emergencial desses laudos e o tribunal autorizou, desde que houvesse justificativa. A gente tinha, inicialmente, 33 pontes e viadutos que haviam sido elencados para iniciar o processo de contratação desde 2017. Desses 33, de 16 nós já temos os laudos contratados. Dos demais, os laudos estão sendo contratados”, disse o prefeito. “A resposta que vamos dar ao Ministério Público é que a prefeitura está se orientando pela contratação de laudos que apontam efetivamente qual é a real situação das pontes e viadutos da cidade”, acrescentou. (ABr)
26/02/2019

MP pede condenação de prefeito de São Paulo por queda de viaduto

Conhecimento de risco

MP pede condenação de prefeito de São Paulo por queda de viaduto

Promotoria ainda exigiu suspensão das obras de recuperação do viaduto da marginal Pinheiros

O Ministério Público de São Paulo entrou com uma ação civil pública pedindo a condenação do prefeito de São Paulo, Bruno Covas, por atos de improbidade administrativa, por causa da queda do viaduto da Marginal Pinheiros, no dia 15 de novembro do ano passado. Além de Covas, o promotor Marcelo Milani também pediu a condenação do secretário municipal de Infraestrutura e Obras, Vitor Levy Aly, seu antecessor no cargo, Marcos Penido, o superintendente do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Raphael do Amaral Campos Júnior, e a empresa JZ Engenharia e Comércio Ltda, contratada por dispensa de licitação para realizar a obra emergencial. Segundo o promotor, a prefeitura tinha conhecimento sobre os riscos de desabamento do viaduto muito tempo antes do fato ter ocorrido. “Seguramente, desde 2012 eles já tinham conhecimento de que aquele viaduto da Marginal Pinheiros iria ruir ou que havia risco de desabamento”, disse. “Essa administração foi várias vezes advertida não só pelo próprio corpo da prefeitura como pelo Tribunal de Contas do Município e também pelo próprio DER. Em agosto do ano passado, houve uma comunicação oficial do DER dizendo que havia risco estrutural e de queda e a prefeitura e o DER, que era o proprietário oficial do viaduto, omitiram-se”, argumenta o promotor. Milani afirmou ainda que três laudos técnicos, feitos pelo próprio Ministério Público, pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e pelo Instituto de Criminalística (IC), constataram que a queda do viaduto ocorreu pela falta de manutenção. “Três laudos técnicos, e mais prova que produzimos, dizem que o desabamento era totalmente evitável. Por isso entramos com essa ação de improbidade, dizendo que essa emergência foi fabricada pela omissão dos gestores”. Milani pediu ainda à Justiça para que suspenda as obras no viaduto, já que estão sendo realizadas com ausência de contrato. Ele pede também o bloqueio de bens de todos os envolvidos e a aplicação de uma multa por dano moral difuso e coletivo no valor de R$ 27 milhões. Antigos prefeitos de São Paulo, como o agora governador de São Paulo, João Doria, também poderão responder ao processo. “As investigações não terminaram porque envolvem também outros gestores que, provavelmente, tinham conhecimento desse fato. Entre eles, o atual governador. Essa não é uma atribuição de um promotor de primeira instância, por isso estou enviando cópias [para o Procurador-Geral da Justiça] para análise e eventual omissão praticada pelo atual governador enquanto prefeito”, disse. “Com relação a outros prefeitos, a ação já estaria prescrita [pelo prazo de cinco anos] por improbidade administrativa, mas não de prejuízo ao erário”, acrescentou. Outro lado O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, criticou a denúncia do Ministério Público. “Vamos aguardar porque até agora não fui notificado. Mais uma vez a imprensa tem acesso ao processo antes de quem é citado nele, o que mostra talvez o espírito do promotor. De qualquer forma, temos toda a tranquilidade. Vamos fazer a defesa e vamos mostrar que estamos do lado correto”. A prefeitura previa entregar o viaduto para circulação de carros leves no dia 18 de março. De acordo com a administração municipal, a primeira etapa da obra consistiu no escoramento de 120 metros dos 200 metros da parte da pista (tabuleiro) que cedeu. Ao lado do pilar sobre o qual a pista cedeu foi feito outro de apoio, com três macacos hidráulicos, para alívio do peso do tabuleiro. Após 15 dias, foi iniciada uma operação para que a estrutura fosse reerguida. Dois meses após a estrutura ter cedido, a viga recebeu concretagem e foi concluída a reforma de dois pilares, que agora também contam com pilares de apoio. A reportagem entrou em contato com o governo de São Paulo, mas até o momento não obteve retorno. (ABr)
17/01/2019

Ibaneis Rocha promete uma Galeria dos Estados mais moderna e acessível

Melhorias

Ibaneis Rocha promete uma Galeria dos Estados mais moderna e acessível

Entre as obras de intervenção que serão necessárias no local estão o reforço de pilares e trabalhos de revitalização

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), visitou nesta quinta (17) a Galeria dos Estados e falou sobre o projeto de modernização do local, que inclui ainda melhorias na acessibilidade. O objetivo do GDF é transformar o local em “uma área não só de trabalho e de acesso das pessoas, mas em uma área que dê prazer a qualquer visitante ou morador da cidade que vem passear. Com muito paisagismo, mantendo o local limpo, e de forma que a sociedade tenha orgulho de transitar por esse local”, afirmou o governador. Entre as obras de intervenção que serão necessárias no local estão o reforço de pilares e trabalhos de revitalização, como fim das infiltrações e de corrosões na estrutura da galeria. No local, o governador reafirmou a entrega da obra do viaduto que desabou para março deste ano. De acordo com Ibaneis, a Via Engenharia aumentou em 20% o número de pessoas que estão trabalhando no local. A conclusão estava prevista para maio deste ano. Visita a viadutos Na última quarta (9), Ibaneis esteve na obra de reconstrução do viaduto sobre a Galeria dos Estados, que desabou em fevereiro do ano passado, para observar o que havia acontecido no local e buscar em outras obras do DF maneiras de evitar o ocorrido. “A queda desse viaduto era plenamente previsível por qualquer engenheiro e até por um leigo. Com a infiltração da água, os cabos que estavam ali dentro foram apodrecendo e se romperam. Isso deve estar acontecendo em todos os viadutos do Distrito Federal”, afirmou na ocasião, ao declarar que visitaria outros viadutos e pontes que necessitam de reparos urgentes, de acordo com um relatório do Tribunal de Contas do DF (TCDF) de 2012. Para esta quinta, estavam previstas visitas nos seguintes locais: – Ponte do Braghetto; – Passagem subterrânea de pedestres, entre a 15 e 16 norte; – Tesourinha do Eixo L, entre as quadras 215/216 norte; – Tesourinha do eixo W, entre as quadras 115/116 norte; – Viaduto sobre a via N2, ao lado do Conjunto Nacional; – Viaduto da DF-002 (Eixão), saída do Buraco do Tatu, sentido norte/sul; – Viaduto da DF-002 (Eixão) sobre a via S2; – Galeria dos Estados (os dois trechos, L e W); – Tesourinha do Eixo L, entre as quadras 203/204 sul; – Ponte Costa e Silva; – Ponte das Garças; – Tesourinha do Eixo L, entre as quadras 215/216 sul.
09/01/2019

Queda de viaduto no Eixão Sul era previsível “até por um leigo”, afirma Ibaneis

Obras

Queda de viaduto no Eixão Sul era previsível “até por um leigo”, afirma Ibaneis

GDF espera que a obra do viaduto seja entregue no final de março, e não em maio como no prazo atual

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), visitou na manhã desta quarta (9) a obra de reconstrução do viaduto sobre a Galeria dos Estados, que desabou em fevereiro do ano passado. Segundo Ibaneis, com a visita, o objetivo era entender o que havia acontecido para que o mesmo não ocorresse em outros viadutos do Distrito Federal. “A queda desse viaduto era plenamente previsível por qualquer engenheiro e até por um leigo. Com a infiltração da água, os cabos que estavam ali dentro foram apodrecendo e se romperam. Isso deve estar acontecendo em todos os viadutos do Distrito Federal”, afirmou o governador. “Isso aqui foi a queda de um viaduto pelo descaso das administrações que passaram ao longo dos anos.” A obra de reconstrução do viaduto no Eixão Sul, executada pela Via Engenharia, vai custar R$ 10,9 milhões aos cofres públicos, com conclusão prevista para maio deste ano. Ibaneis afirmou que já pediu agilidade para empresa para que a obra seja entregue no final de março. Com a volta aos trabalhos após o recesso de fim de ano, os funcionários devem trabalhar em dois turnos e o número de pessoas no canteiro de obras deve aumentar durante o dia. O início das obras foi adiado diversas vezes durante o ano passado: em um primeiro momento, a gestão do ex-governador Rodrigo Rollemberg decidiu demolir as quatro faixas do viaduto que não desabaram, após voltar atrás da decisão de apenas fazer uma restauração com a estrutura que ainda permanecia em pé, sem a necessidade de demolição completa. A primeira decisão ia contra o laudo da Universidade de Brasília (UnB), que recomendava a demolição. Depois, a reconstrução do viaduto ganhou um novo obstáculo, quando o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) barrou o projeto do GDF para reconstruir a estrutura. Segundo o órgão, a proposta feria o tombamento de Brasília ao alterar a arquitetura original. O governo chegou a argumentar que o projeto apresentado pelos engenheiros do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF) seguia questões de segurança, economia e meio ambiente. Alguns dias depois, um novo projeto foi apresentado pelo GDF e aprovado pelo Iphan. Segundo o governador Ibaneis Rocha, a maneira como a obra está sendo feita um novo viaduto está sendo construído dentro de um velho. “Essa obra sai mais cara do que seria se tivesse colocado tudo no chão e feito novamente. Da maneira como está sendo feita existe um desperdício de recursos públicos e de mão de obra. É muito mais fácil construir do que incorporar uma obra antiga dentro de uma nova”, argumentou. Prevenção O governador afirmou que na próxima semana ele, o secretário de Obras, o DER-DF e a Novacap devem visitar os viadutos que constam em um relatório do Tribunal de Contas do DF (TCDF) de 2012 por necessidade de manutenção e reparos urgentes — documento que incluía o viaduto sobre a Galeria dos Estados. Entre as obras apontadas pela auditoria do tribunal estão ainda o viaduto na saída do Buraco do Tatu; entre as quadras 115/116 Norte; entre as quadras 215/216 Norte; entre as quadras 203/204 Sul; entre as quadras 215/216 Sul; sobre a N2. O relatório aponta ainda necessidade de obras urgentes na Ponte Costa e Silva e na Ponte das Garças. No ano passado, o TCDF refez a análise e constatou que oito das 11 estruturas apontadas em 2012 ainda tinham risco de desabamento. “Temos que cuidar da revitalização desses viadutos. Eles envelheceram muito rápido; não foi dado manutenção ao longo de 50 anos; e a cidade está prestes a cair como caiu aqui”, afirmou o governador Ibaneis Rocha, que trabalha na criação de um programa permanente de verificação e recuperação dos viadutos de todo o Distrito Federal. Via Engenharia e a Panatenaico A ganhadora da licitação para a obra do viaduto, a Via Engenharia, foi alvo da denúncia do Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF/DF) e teve diretores investigados por suposta participação no desvio de recursos na construção do Estádio Nacional Mané Garrincha. A obra mais cara para a Copa do Mundo de 2014, realizada no país, foi inicialmente orçada em R$ 600 milhões, mas acabou custando aos cofres públicos mais de R$ 1,6 bilhão. Questionado sobre a situação da Via Engenharia, Ibaneis ressaltou que a empresa não está impedida de participar de licitações. Antes proibida pela Justiça de participar de contratos do governo, a Via Engenharia conseguiu reverter sua situação junto ao Ministério Público Federal (MPF). “O processo licitatório ocorreu e os órgãos de fiscalização estão acompanhando. Eles têm o direito, não estão proibidos de participar de processo de licitação”, declarou o governador.