Crise na Venezuela

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"É extremamente importante que, diante da situação na Venezuela, não haja deportações, expulsões ou retornos forçados", diz porta-voz
21/05/2019

Venezuelanos que deixam o país merecem proteção como refugiados, diz ONU

Crise na Venezuela

Venezuelanos que deixam o país merecem proteção como refugiados, diz ONU

"É extremamente importante que, diante da situação na Venezuela, não haja deportações, expulsões ou retornos forçados", diz porta-voz

Os venezuelanos que fogem do agravamento da crise no país merecem proteção como refugiados, afirmou a agência de refugiados da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira (21). O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) apelou aos países para que não deportem ou forcem os venezuelanos a voltar para casa. Cerca de 3,7 milhões de pessoas deixaram a Venezuela, a maioria desde 2015, de acordo com a agência. “É extremamente importante que, diante da situação na Venezuela, não haja deportações, expulsões ou retornos forçados”, disse a porta-voz do Acnur, Liz Throssell, em entrevista. (ABr)
17/01/2019

Comitiva interministerial está em Roraima para ver situação de imigrantes

Avaliação

Comitiva interministerial está em Roraima para ver situação de imigrantes

Essa é primeira visita oficial interministerial do ano, na gestão do governo Bolsonaro

A Comitiva interministerial do Governo Federal está em Roraima para verificar a ações que estão sendo realizadas no Estado no acolhimento dos refugiados venezuelanos e os reflexos da crise migratória na economia local. O grupo é formado pelos ministros da Defesa, General Fernando Azevedo; da Educação, Ricardo Vélez Rodrigues; da Cidadania, Osmar Terra; e da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner de Campos Rosário, além de autoridades militares e civis. Essa é primeira visita oficial interministerial do ano, na gestão do governo Bolsonaro, com objetivo de analisar as ações desenvolvidas com os refugiados venezuelanos atendidos pela Operação Acolhida. Serão avaliadas também demandas sobre a crise econômica no Estado, que atinge em especial a educação, saúde e segurança pública. A comitiva visitou às instalações da Operação Acolhida, em Boa Vista como Posto de Triagem, Rodoviária e Rondon 3. Às 17h, os ministros iniciaram uma reunião com o governador de Roraima, Antonio Denarium, onde serão apresentados dados sobre a atual situação do Estado. Na sexta-feira, 18, os ministros vão à Pacaraima para conhecer as ações desenvolvidas pela Força-Tarefa Logística Humanitária, na fronteira com a Venezuela.
08/11/2018

Refugiados e migrantes venezuelanos já são 3 milhões no mundo

Crise na Venezuela

Refugiados e migrantes venezuelanos já são 3 milhões no mundo

Dados foram apresentados pelas agências da ONU Acnur e OIM

Em todo o mundo, o número de refugiados e migrantes que deixaram a Venezuela nos últimos anos devido à crise político-econômica atingiu a soma de 3 milhões de pessoas. O dado foi divulgado nesta quinta-feira (8) pelas agências das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) e para Migrações (OIM). Segundo o levantamento, baseado em dados enviados pelas autoridades nacionais de imigração, a maior parte dos migrantes (2,4 milhões) se deslocou para países da América Latina e do Caribe. Também há registro de chegada dos refugiados da Venezuela a países da América Central, como o Panamá, onde vivem 94 mil venezuelanos. A Colômbia é o país vizinho que tem mais venezuelanos abrigados: mais de 1 milhão de migrantes. Os outros países com maior número de venezuelanos são: Peru (meio milhão), Equador (220 mil), Argentina (130 mil), Chile (100 mil) e Brasil (85 mil). No comunicado, as agências da Organização das Nações Unidas (ONU) ressaltam que a política de fronteira aberta para os refugiados é louvável, mas lembram que o intenso o fluxo migratório aumenta significativamente também as necessidades dos migrantes e compromete a capacidade de recepção dos países acolhedores. As organizações destacam que a resposta humanitária está sendo liderada pelos governos da região por meio do processo de Quito, que visa no âmbito regional a ampliar e harmonizar as políticas de acolhimento dos países. Os governos dos países envolvidos no movimento de migração dos venezuelanos vão se reunir nos dias 22 e 23 de novembro. Plano regional O comunicado das agências da ONU informa ainda que, em dezembro, será lançado um Plano Regional de Resposta Humanitária para Refugiados e Migrantes da Venezuela (RMRP) pela Plataforma Regional de Coordenação Interagencial, que atua desde setembro no fortalecimento à resposta operacional por meio do apoio de 40 parceiros e participantes, incluindo agências da ONU, organizações internacionais, sociedade civil e organizações religiosas. O plano se concentrará em quatro áreas estratégicas: assistência emergencial direta, proteção, integração socioeconômica e cultural e capacitação para os governos dos países de acolhida. (ABr)
27/09/2018

Mais 122 venezuelanos são levados para São Paulo e Rio Grande do Sul

Interiorização

Mais 122 venezuelanos são levados para São Paulo e Rio Grande do Sul

No total, o projeto de interiorização já transferiu 2.328 venezuelanos migrados para vários estados

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) informou hoje (27) 122 pessoas foram transferidas de Roraima e levadas em voos para o Rio Grande do Sul (40 venezuelanos para a cidade de Cachoeirinha e 52 para o município de Chapada) e para São Paulo (30 venezuelanos). No total, o projeto de interiorização já transferiu 2.328 venezuelanos migrados para vários estados. A interiorização busca ajudar os solicitantes de refúgio e de residência a encontrar melhores condições de vida em outros estados. Segundo o Acnur, os imigrantes que participam do projeto devem aceitar, voluntariamente, a remoção. Eles são vacinados, submetidos a exame de saúde e regularizados no Brasil, inclusive com Cadastro de Pessoas Físicas – CPF – e carteira de trabalho. A iniciativa conta com apoio do Acnur, da Agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para as Migrações (OIM), do Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pndu). Para aderir à interiorização, o Acnur identifica os venezuelanos interessados em participar e cruza informações com as vagas disponíveis e o perfil dos abrigos participantes. O órgão garante que os indivíduos estejam devidamente documentados e providencia melhoras de infraestrutura nos locais de acolhida. Apoio A OIM atua na orientação e informação prévia ao embarque, garantindo que as pessoas possam tomar uma decisão informada e consentida, sempre de forma voluntária, além de realizar o acompanhamento durante todo o transporte. O Unfpa promove diálogos com mulheres e pessoas LGBTI para que se sintam mais fortalecidas neste processo, além de trabalhar diretamente com a rede de proteção de direitos nas cidades destino com o objetivo de fortalecer a capacidade institucional. O Pnud trabalha na conscientização do setor privado para a absorção da mão de obra refugiada. Reuniões prévias do governo e da Organização das Nações Unidas com autoridades locais e coordenação dos abrigos definem detalhes sobre atendimento de saúde, matrícula de crianças em escolas, ensino da língua portuguesa e cursos profissionalizantes. (ABr)