Crise na Venezuela

Venezuela

"É extremamente importante que, diante da situação na Venezuela, não haja deportações, expulsões ou retornos forçados", diz porta-voz
21/05/2019

Venezuelanos que deixam o país merecem proteção como refugiados, diz ONU

Crise na Venezuela

Venezuelanos que deixam o país merecem proteção como refugiados, diz ONU

"É extremamente importante que, diante da situação na Venezuela, não haja deportações, expulsões ou retornos forçados", diz porta-voz

Os venezuelanos que fogem do agravamento da crise no país merecem proteção como refugiados, afirmou a agência de refugiados da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira (21). O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) apelou aos países para que não deportem ou forcem os venezuelanos a voltar para casa. Cerca de 3,7 milhões de pessoas deixaram a Venezuela, a maioria desde 2015, de acordo com a agência. “É extremamente importante que, diante da situação na Venezuela, não haja deportações, expulsões ou retornos forçados”, disse a porta-voz do Acnur, Liz Throssell, em entrevista. (ABr)
21/05/2019

Maduro propõe antecipar eleição para Congresso liderado pela oposição

Ditador venezuelano

Maduro propõe antecipar eleição para Congresso liderado pela oposição

As próximas eleições parlamentares estão marcadas para dezembro de 2020

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, propôs nessa segunda-feira (20) antecipar as eleições para a Assembleia Nacional, que é comandada pela oposição. A maioria na Casa legislativa foi conquistada pela oposição na eleição realizada no fim de 2015, e as próximas eleições parlamentares estão agendadas para 2020. Também nessa segunda-feira, a Assembleia Nacional Constituinte da Venezuela aprovou, por unanimidade, a prorrogação de funcionamento por mais um ano e meio, até 31 de dezembro de 2020. O presidente da Assembleia, Diosdado Cabello, o segundo homem forte do governo venezuelano, disse que os constituintes estenderam seu trabalho “para continuar cumprindo as tarefas encomendadas” pelo presidente Nicolás Maduro. Formada por 545 autoridades, a Constituinte está em operação desde agosto de 2017 e deveria funcionar até agosto deste ano. Oposição A oposição venezuelana contratou o advogado especializado em dívidas Lee Buchheit para ajudar a reestruturar o déficit de mais de US$ 150 bilhões do país, sugerindo que poderia adotar uma postura mais dura com relação a investidores que detêm títulos inadimplentes. Buchheit, ex-advogado da Cleary Gottlieb, que representou diversos governos em negociações de dívidas com investidores, publicou um artigo acadêmico no ano passado sugerindo caminhos para um futuro governo da Venezuela minimizar o repagamento de dívidas. A medida vem após quase quatro meses de uma disputa de poder entre o presidente Nicolás Maduro e Juan Guaidó, chefe da Assembleia Nacional controlada pela oposição, que invocou a Constituição do país para assumir uma presidência interina em janeiro, argumentando que a reeleição de Maduro em 2018 era ilegítima. Guaidó foi reconhecido como líder legítimo da Venezuela por dezenas de países, incluindo os Estados Unidos (EUA), que permitiram que seus advogados representassem o país em batalhas judiciais com credores. Um tribunal concedeu uma suspensão de ações contra a estatal petrolífera PDVSA por dívidas não pagas devido à crise política na Venezuela. A tarefa mais imediata para uma possível reestruturação é proteger a Citgo, uma refinaria dos EUA de propriedade da PDVSA. Na semana passada, a oposição fez um pagamento de juros de US$ 71 milhões sobre títulos fundamentados em ações da Citgo, mas outros credores ainda poderiam tentar tomar a empresa para cobrar dívidas pendentes. Em outubro, Buchheit coassinou o artigo que argumentava que a Venezuela seria uma candidata a se beneficiar de possível ordem executiva norte-americana que protege seus ativos contra a apreensão por parte dos credores. Isso facilitaria uma “solução ordenada” para a mesa de negociações e até mesmo para os devedores relutantes em aceitar perdas em suas participações, disse ele. O Ministério da Informação não respondeu ao pedido da agência para comentar a situação. Buchheit representará a Venezuela, de acordo com José Ignacio Hernández, que Guaidó denominou procurador especial representando os interesses do país no exterior. (ABr)
16/05/2019

Estados Unidos suspendem voos comerciais e de carga para a Venezuela

Crise política

Estados Unidos suspendem voos comerciais e de carga para a Venezuela

Justificativa do governo norte-americano é de preocupação com a segurança nos aeroportos venezuelanos

O governo dos Estados Unidos (EUA) nunciou nesta quarta-feira (15) a suspensão imediata de todos os voos comerciais e de carga que tenham a Venezuela como origem ou destino, citando como justificativa preocupações com segurança nos aeroportos venezuelanos. O Departamento de Transportes americano informou, em comunicado, que a ordem foi dada em acordo com os departamentos de Estado e de Segurança Interna. “As condições na Venezuela ameaçam a segurança dos passageiros, das aeronaves e da tripulação que viajam para ou a partir desse país”, diz uma carta enviada pela pasta de Segurança Interna à de Transportes solicitando a suspensão dos voos. A secretária de Transportes, Elaine L. Chao, justificou a medida com base em uma lei federal que autoriza a suspensão dos serviços de companhias aéreas estrangeiras e americanas entre os Estados Unidos e outro país, quando houver condições nos aeroportos que ameacem “a segurança de passageiros, aeronaves ou tripulação”. A medida é adicional à notificação feita no último dia 1º de maio pela Administração Federal de Aviação, que proibia os operadores de aeronaves e pilotos certificados pelos Estados Unidos de voarem abaixo de 26 mil pés sobre território venezuelano, também por razões de segurança. A medida deve ter mais impacto nos voos de carga e menos no transporte de passageiros, já que, em meio à crise no país, muitas companhias aéreas internacionais já haviam parado de voar para a Venezuela, mencionando preocupações com segurança, bem como disputas financeiras com o país, que estaria devendo dinheiro a elas. (ABr)
12/05/2019

Guaidó autoriza embaixador a discutir com os EUA presença de terroristas na Venezuela

Guerrilha Colombiana

Guaidó autoriza embaixador a discutir com os EUA presença de terroristas na Venezuela

Presidente colombiano pediu ajuda a líder opositor venezuelano para prender guerrilheiros do ELN

O líder opositor Juan Guaidó disse neste sábado (11) que ordenou a Carlos Vecchio, nomeado pela Assembleia Nacional como embaixador nos EUA, para que discuta com o país a presença da guerrilha colombiana ELN (Exército de Libertação Nacional) em território venezuelano. Vecchio deverá se reunir com o general americano Craig Faller, que lidera o Comando Sul das Forças Armadas dos EUA, com a finalidade de “estabelecer relações de cooperação”. As declarações de Guaidó surgem um dia depois do pedido do presidente colombiano, Iván Duque, para que o líder opositor colaborasse no sentido de permitir que os guerrilheiros do ELN fossem buscados e presos na Venezuela. Guaidó fez esse pronunciamento em concentração na praça Alfredo Sadel, em Caracas, durante uma manifestação convocada para este sábado. Reforçou, porém, que por ora discute-se apenas cooperação. “Sempre falamos de cooperação, pois a intervenção na Venezuela já existe e uma das provas é a penetração do ELN com a proteção do usurpador Nicolás Maduro”, disse. Acrescentou que, ao conversar com Duque sobre o tema, este reafirmou que a Colômbia “não iria ter dúvidas em colaborar” para que a Venezuela “vença o flagelo do terrorismo”. Sobre a intimidação e os ataques sofridos por deputados da Assembleia Nacional, Guaidó afirmou que “não é com pichações, prisão e gruas que irão deter a Assembleia. Não temos medo, este é um ponto de não retorno.” (Folhapress)