Bairro ameaçado

Tremores de terra

Diagnóstico da Braskem, suspeita de causar problema, não inspira confiança
10/02/2019

Deputado quer CPI para investigar causas de fissuras e tremores em Maceió

Bairro ameaçado

Deputado quer CPI para investigar causas de fissuras e tremores em Maceió

Diagnóstico da Braskem, suspeita de causar problema, não inspira confiança

O deputado Francisco Tenório (PMN-AL) demostrou estar disposto a instalar na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as causas da situação de risco de maceioenses, agravada há um ano por tremores de terra que ampliaram fissuras no solo e em imóveis do bairro do Pinheiro, na capital alagoana. Além de questões naturais e de saneamento e abastecimento de água no bairro, a mineração de sal-gema explorada na região pela Braskem é listada por especialistas como uma das possíveis causas do problema. Durante a sessão da última quinta-feira (8), o parlamentar que é delegado aposentado disse que o termômetro para a decisão de abrir ou não uma CPI será no dia próximo dia 22, quando haverá uma sessão especial na ALE, que tratará do fenômeno estudado por técnicos do Serviço Geológico do Brasil (CPRM). Ainda não há um diagnóstico, após quase um ano desde o primeiro tremor que ampliou o problema. E o presidente da República Jair Bolsonaro (PSL) chegou a atribuir o problema à mineração realizada pela Braskem há décadas, com poços de extração no bairro e em seu entorno. “Diante do que for colocado, se sentir necessidade, não tenham dúvidas de que irei propor uma CPI. Desde esse período até agora não temos um diagnóstico, mas ainda assim existem áreas consideradas de risco, tanto que aparece como área vermelha e outras de médio e baixo risco. Qual o critério para isso? Então existem indícios de que há algo sério que ainda não foi revelado”, disse Francisco Tenório ao jornalista Marcos Rodrigues da Gazeta de Alagoas. O deputado disse não acreditar ser recomendável que se utilize um diagnóstico feito por técnicos da Braskem, que nega ser responsável pelo problema e contribui com estudos para identificar as causas das fissuras e possíveis soluções para o bairro do Pinheiro. Para Francisco Tenório, a presença de uma comissão especial de parlamentares acompanhando o caso e uma futura investigação podem contribuir. E também sugere que a Petrobras tenha técnicos convocados a estudar o solo do Pinheiro, por avaliar que a experiência em localizar petróleo a altas profundidades marinhas indica que tenham tecnologia capaz de ajudar no diagnóstico. Evacuação iminente Na última semana, pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil iniciaram uma nova etapa de trabalho para investigar se há cavernas e identificar falhas no subsolo no bairro. Os métodos geofísicos utilizados são a gravimetria e audiomagnetotelúrico. E houve a orientação de que os moradores das áreas de risco deixassem seus imóveis em caso de chuvas torrenciais. “Esses dois métodos vão investigar até 1.500m de profundidade. Através desses métodos, vamos saber se há cavernas e, inclusive, identificar estruturas geológicas e falhas”, explicou Thales Sampaio que coordena os estudos pelo Serviço Geológico do Brasil. (Com informações da Gazeta de Alagoas)
17/01/2019

Marx Beltrão quer políticos e Defesa Civil Nacional contra ‘afundamento’ em Maceió

Fissuras no Pinheiro

Marx Beltrão quer políticos e Defesa Civil Nacional contra ‘afundamento’ em Maceió

Deputado se manifesta após o 'afundamento' do Pinheiro repercutir no Jornal Nacional

Quase dez meses depois de a terra tremer em Maceió (AL) e um dia após o Jornal Nacional citar relatório do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) sobre riscos para a população com imóveis atingidos por rachaduras no bairro do Pinheiro, o deputado federal Marx Beltrão (PSD-AL) pediu ontem (16) à Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) a apresentação das ações e estratégias para garantir a segurança dos maceioenses atingidos pelo fenômeno. Hoje (17), cobrou à classe política alagoana que atue para o ‘afundamento’ do bairro não se tornar uma tragédia. Em ofício enviado ontem ao órgão vinculado ao Ministério do Desenvolvimento Regional, o ex-ministro do Turismo colocou seu gabinete parlamentar à disposição para ajudar e pediu informações detalhadas da linha de atuação da Defesa Civil Nacional, o conjunto de ações a serem implantadas de maneira mais urgente e dados sobre as próximas medidas trabalhadas. No Instagram, na manhã de hoje, Marx Beltrão alertou que a falta de clareza das informações não anula os riscos para a população, ao argumentar a busca oficial por ação rápida e efetiva. “Toda a classe política de Alagoas precisa agir para que esse “afundamento” no Pinheiro não se transforme numa tragédia. As informações ainda são pouco claras, mas há risco à população. Por isso, busquei meios oficiais para garantir ação rápida e efetiva. Propus um plano emergencial entre os órgãos de proteção, com medidas prioritárias para garantir a segurança e apoio aos moradores. A população do Pinheiro pode contar com meu apoio total nesta luta! Esta gente está aflita, apreensiva, e merece respostas e atitudes… Com clareza, dignidade e respeito!”, escreveu o deputado federal reeleito. O ofício encaminhado ao secretário nacional da Defesa Civil Alexandre Lucas Alves foi protocolado no mesmo dia em que autoridades se reuniram com moradores para detalhar ações e os dados preliminares dos estudos iniciados. Marx Beltrão disse que gostaria de que fossem compartilhadas pela Defesa Civil Nacional as orientações e condutas a serem amplamente repassadas aos moradores. E ainda pediu que sejam informados os fatores e causas que levaram o bairro a chegar à situação atual. Também ontem, o deputado estadual, Cabo Bebeto (PSL-AL) defende celeridade na conclusão do laudo que pode diagnosticar as possíveis causas para o fenômeno. O parlamentar disse que enviou ofício ao ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno, colocando-se à disposição para ajudar no que for necessário. Até a semana passada, o prefeito Rui Palmeira (PSDB) atuava praticamente sozinho na busca por respostas para os moradores do Pinheiro. Diante dos apelos do prefeito tucano, o presidente da República Jair Bolsonaro (PSL) reuniu parte de seus ministros no último dia 11 e determinou um esforço federal e atenção especial para diagnosticar e solucionar o caso. As rachaduras no solo e em imóveis são relatadas há cerca de uma década por moradores do bairro do Pinheiro. Mas foram agravadas após dois tremores de terra registrados entre fevereiro e março de 2018, após chuvas torrenciais.
11/01/2019

Geólogos buscam na Lagoa Mundaú causas dos tremores de terra em Maceió

Estudo sísmico

Geólogos buscam na Lagoa Mundaú causas dos tremores de terra em Maceió

Serviço Geológico do Brasil mapeia relevo e busca falhas no fundo das lagoas

Os pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) começaram, nesta sexta-feira (11), o trabalho de batimetria sísmica do Complexo Lagunar, em busca de informações para identificar as causas do surgimento de fissuras no bairro Pinheiro, ampliadas após tremores de terra um temporal de verão, no início de 2018. A nova etapa do estudo começou pela Lagoa Mundaú. Ronaldo Bezerra é da Divisão de Geologia Marinha do órgão vinculado ao Ministério de Minas e Energia e explicou sobre a ação que foi iniciada. “A gente vai fazer um mapeamento da morfologia do fundo da laguna. O objetivo é procurar elementos que possam indicar ou estar relacionados ao que está acontecendo no bairro Pinheiro. A laguna é uma estrutura associada geologicamente ao bairro e esse trabalho será somado aos outros estudos que estão sendo realizados para, no final, compor um panorama do que pode está acontecendo”, disse o pesquisador. Bezerra informou ainda que a equipe deve permanecer no mapeamento da Lagoa Mundaú até o dia 24 de janeiro, quando deve começar também o processo na Lagoa Manguaba. Segundo o pesquisador, só através do Complexo Lagunar, a pesquisa pode ser aprofundada. “O estudo na laguna passa a ser um componente importante, porque a gente pode utilizar equipamentos geofísicos que deem menos impacto na área”, explicou. “Além do levantamento batimétrico, vai ser aplicada uma sísmica rasa de baixa frequência que é uma investigação mais profunda. Enquanto a batimetria vai nos dar a forma do fundo da lagoa, a sísmica vai abaixo do fundo da lagoa e pode passar informação sobre o pacote de sedimento, a estrutura e possíveis falhas”, acrescentou o pesquisador. Acompanhados da Defesa Civil de Maceió, os pesquisadores realizaram ajustes de equipamentos na quarta-feira (09) e, na quinta-feira (10), instalaram réguas no Porto de Maceió para auxiliar no estudo e também com o reconhecimento da embarcação que deve ser utilizada pelos profissionais durante esta etapa. Clique no mapa abaixo e veja a situação de risco na região: Assistência a vítimas A Prefeitura de Maceió iniciará, na próxima semana, o atendimento de moradores do bairro Pinheiro com assistentes sociais e psicólogos das secretarias municipais de Assistência Social (Semas) e de Saúde (SMS). Inicialmente o trabalho será voltado aos casos já identificados, no entanto, o atendimento poderá ser disponibilizado para os demais moradores que sentirem necessidade de acompanhamento. Famílias que tiverem de deixar seus imóveis no bairro Pinheiro para que sejam incluídas na ajuda humanitária do Governo Federal. no caso dos imóveis que não tiveram recomendação de evacuação e não foram avaliados, engenheiros civis devem realizar visita para comprovar o dano e posteriormente efetuar o cadastro. Qualquer solicitação à Defesa Civil de Maceió pode ser feita por meio dos telefones 0800 030 6205 e 3315 1437,  para informações e ocorrências. (Com informações da Ascom Semds)