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transparência

Presidente afirma ainda que objetivo é dar mais transparência e melhor empregabilidade do dinheiro público
13/02/2019

Patrocínios concedidos pela Petrobras estão sendo revistos, diz Bolsonaro

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Patrocínios concedidos pela Petrobras estão sendo revistos, diz Bolsonaro

Presidente afirma ainda que objetivo é dar mais transparência e melhor empregabilidade do dinheiro público

O presidente Jair Bolsonaro informou, pelo Twitter, que os patrocínios concedidos pela Petrobras estão sendo revistos. “Para maior transparência e melhor empregabilidade do dinheiro público, informamos que todos os patrocínios da Petrobras estão sob revisão, objetivando enfoque principal dos recursos para a educação infantil e manutenção do empregado à Orquesta Petrobras”, escreveu o presidente. Bolsonaro permanece internado no Hospital Israelita Albert Einstein, na capital paulista, mas pode receber alta ainda esta semana. Para esta quarta (13), não estão previstos compromissos oficiais em sua agenda. As visitas continuam restritas. Segundo último boletim médico, de ontem à noite, o presidente mantém boa evolução clínica, está afebril, sem dor abdominal e com o quadro pulmonar em resolução. Ele permanece uma dieta leve e com suplemento nutricional. Bolsonaro está internado desde o dia 27 de janeiro, para a retirada a bolsa de colostomia e reconstrução do trânsito intestinal. (ABr)
08/02/2019

Deputado alagoano abre seleção para cargos de seu gabinete na Assembleia

Salários de até R$ 4 mil

Deputado alagoano abre seleção para cargos de seu gabinete na Assembleia

Davi Maia repete iniciativa do senador Rodrigo Cunha

Assim como fez o senador Rodrigo Cunha (PSDB-AL) desde seu primeiro mandato na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), o deputado estadual Davi Maia (DEM-AL) anunciou nesta sexta-feira (8) o processo seletivo para cargos de seu gabinete, com a promessa de cumprir um mandato participativo e transparente. A seleção para cargos com vencimentos que vão de um salário mínimo a R$ 4 mil acontece a partir do dia 13 de fevereiro e vai até o final de março. O parlamentar de oposição ao governador Renan Filho (MDB-AL) anunciou vagas para assessor jurídico, designer gráfico, e estagiários das áreas jurídicas, de comunicação e ambiental, que ocuparão cargos comissionados. E a seleção pública será coordenada pelo Legisla Brasil, uma organização que afirma ser suprapartidária, sem fins lucrativos, com foco na potencialização do acesso de talentos à política, do acesso transparente ao Legislativo, para oxigenar a política brasileira. Os interessados em se candidatar às vagas devem se inscrever entre 13 e 28 de fevereiro. E os aprovados em uma primeira etapa da seleção serão entrevistados online entre os dias 06 e 14 de março. A fase final será uma entrevista com a equipe do deputado, entre 15 e 20 de março. As nomeações dos selecionados ocorrerão até 31 de março. “Sempre defendi a gestão pública transparente e próxima da população. E, não poderia fazer diferente no meu mandato. Esses serão quatro anos de muito trabalho e espero que os alagoanos construam junto comigo”, afirmou Davi Maia, através de sua assessoria de imprensa. O parlamentar deverá divulgar as informações para a inscrição na seleção no site www.davimaia.com.
29/01/2019

Percepção de corrupção no Brasil cresceu no último ano, aponta relatório

Ranking da Transparência

Percepção de corrupção no Brasil cresceu no último ano, aponta relatório

Desde o início da Operação Lava Jato, o país vem perdendo posições na tabela global

A sensação de corrupção no Brasil continuou a crescer em 2018, de acordo com a mais recente edição do IPC (Índice de Percepção da Corrupção), ranking da Transparência Internacional. O país caiu nove posições e agora ocupa a 105ª posição, em um conjunto de 180 países analisados. O IPC faz essa classificação com base em quão corrupto o setor público é percebido por especialistas e executivos de empresas, com base em outras 13 pesquisas e relatórios independentes. Quanto menor a nota (de 0 a 100), maior é a percepção da corrupção. A média do Brasil caiu novamente e chegou a 35 pontos em 2018, a mais baixa nos últimos sete anos. Ele empata na lista com Argélia, Armênia, Costa do Marfim, Egito, El Salvador, Peru, Timor Leste e Zâmbia. A nota mais alta entre os países analisados coube à Dinamarca (88 pontos), que é seguida por Nova Zelândia (87), Finlândia, Singapura, Suécia, Suíça (todos com 85) e Noruega (84). As últimas posições da lista são ocupadas por Coreia do Norte, Iêmen (ambos com 14), Sudão do Sul, Síria (ambos com 13) e Somália (10). A piora brasileira no índice coincide com a Operação Lava Jato, iniciada em março de 2014 — naquele ano, o Brasil era 69º, e desde então só perdeu posições na tabela global. Para Bruno Brandão, diretor-executivo da Transparência Internacional no país, é comum que ações como a Lava Jato aumentem a percepção de corrupção em um primeiro momento -mas que a tendência se inverta, caso sejam bem-sucedidas. É a ausência dessa inflexão que preocupa. “Isso aponta para uma preocupação de que a Lava Jato virou um ato isolado. A principal causa dessa sequência de pioras é a falta de reformas estruturais, legais e institucionais, que ataquem de fato a raiz do problema.” Brandão ressalta que a Lava Jato foi fundamental para o Brasil e que rompeu com o histórico de impunidade em relação à corrupção, mas que o país não pode depender só de operações assim. “Ainda temos um problema estrutural. A Lava Jato é um ponto fora da curva e a realidade ainda é um problema grave, de dificuldades para o enfrentamento e a prevenção da corrupção. Temos de avançar numa agenda ambiciosa de reformas para darmos um salto real de patamar, que não dependa de condições isoladas”, afirma. A nota média global é de 43,1, o que também é visto com preocupação pela instituição. Índices abaixo de 50 (que contemplam dois terços dos países analisados) indicam que o combate à corrupção está falhando. Em sua análise global, o IPC aponta que países bem-sucedidos no combate à corrupção têm sistemas democráticos estáveis, liberdade de imprensa, atuação da sociedade civil e de instituições de supervisão e controle independentes, que ajudam a fiscalizar a integridade no governo e nos negócios. A Transparência Internacional defende um pacote de 70 medidas contra a corrupção, lançado em agosto de 2018. No país, a entidade aproveitou a campanha eleitoral para buscar adesões de candidatos, em ação coordenada com a Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas. “Temos 50 parlamentares comprometidos [com a pauta] e esperamos obter adesões para criar uma frente parlamentar contra a corrupção”, afirma Brandão. Um trabalho junto aos governos estaduais para fomento da agenda anticorrupção nessa esfera também deve ter início neste ano. O diretor da Transparência vê com bons olhos a presença de expoentes da Lava Jato no Ministério da Justiça –a começar pelo ministro, o ex-juiz Sergio Moro. “É uma equipe que tem um conhecimento próximo das dificuldades do país de se confrontar de maneira sistêmica a corrupção. Ali se tem consciência da necessidade dessas reformas.” No entanto, o decreto publicado no último dia 24 pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL), que amplia o grupo de autoridades com poder para decretar sigilo, é visto com preocupação. “Ele vai na contramão do anseio da sociedade e das necessidades que temos de ampliar a transparência. E é uma ironia um decreto sobre transparência ter sido feito sem discussão, a portas fechadas”, afirma Brandão. (FolhaPress)
18/01/2019

Obras financiadas do BNDES no exterior é o ‘mapa da mina’ da corrupção do PT

Últimos 15 anos

Obras financiadas do BNDES no exterior é o ‘mapa da mina’ da corrupção do PT

Lista dos '50 mais' do BNDES revela origem da propina milionária da Odebrecht

O BNDES divulgou nesta sexta (18), por ordem do presidente Jair Bolsonaro, uma lista com os 50 maiores tomadores de recursos do banco dos últimos 15 anos. A lista é um autêntico “mapa da mina” da corrupção, mostrando empresas privadas protagonistas da corrupção nos governos do PT, como a Odebrecht, que sozinha teve R$18 bilhões para realizar obras no exterior, em contratos sem licitação, obtidos graças ao lobby político exercido por tipos como o ex-presidente Lula, um dos maiores destinatários das propinas da construtora. O banco divulgou que a estatal Petrobras foi a empresa que mais tomou dinheiro, R$62 bilhões, mas não destaca que os negócios bancados com esses recursos envolveu empresas privadas envolvidas na corrupção dos governos Lula e Dilma. Outros envolvidos em investigações da Operação Lava Jato aparecem no ranking como a JBS, na 20ª posição, com R$ 7 bilhões. A Andrade e Gutierrez também aparece com financiamentos que somam cerca de R$ 5 bilhões. O presidente Jair Bolsonaro (PSL) usou sua conta no Twitter para falar sobre a divulgação da lista: “Ainda vamos bem mais a fundo! BNDES divulga interessante link identificando os países que usaram os recursos financeiros do Brasil e os motivos dos empréstimos. Tire suas conclusões”, declarou o presidente. Confira os cinco maiores tomadores de recursos do BNDES nos últimos 15 anos: 1. Petrobras: R$ 62 bilhões; 2. Embraer: R$ 49 bilhões; 3. Norte Energia: R$ 25 bilhões; 4. Vale: R$ 22 bilhões; 5. Odebrecht: R$ 18 bilhões. Obras no exterior O banco divulgou ainda a discrição de contratos de apoio à exportação brasileira para obras no exterior dividas por países. Na lista aparecem Angola, Argentina, Costa Rica, Cuba, Equador, Gana, Guatemala, Honduras, México, Moçambique, Paraguai, Peru, República Dominicana e Venezuela. Na página, é possível acessar todos os contratos com cada país na íntegra. Veja a lista completa: