Nada conclusivo

Serviço Geológico do Brasil

Serviço Geológico do Brasil diz que interpretar seus dados desinforma e não ajuda
28/03/2019

CPRM alerta que dados parciais de afundamento em Maceió geram pânico desnecessário

Nada conclusivo

CPRM alerta que dados parciais de afundamento em Maceió geram pânico desnecessário

Serviço Geológico do Brasil diz que interpretar seus dados desinforma e não ajuda

Uma semana após o coordenador dos estudos sobre tremores de terra em Maceió (AL) afirmar em audiência do Senado que foi registrado afundamento de até 18 centímetros por ano em uma área que abrange três bairros da capital alagoana, o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) publicou nota, nesta quinta-feira (28), em que alerta que a interpretação dos dados isolados sobre as deformações no solo não contribui para resolver o problema, servindo apenas para desinformar e causar pânico desnecessário à população. A CPRM informa que seus técnicos estão empenhados para apresentar o relatório conclusivo dentro do prazo pactuado com as autoridades na audiência pública do dia 21 no Senado, até o fim de abril, quando apresentará a causa ou as causas de instabilidade do bairro Pinheiro. Mas confirma que parte do estudo de interferometria exposto pelo geólogo da CPRM, Thales Sampaio, detectou a deformação do solo do bairro do Pinheiro em direção à Lagoa Mundaú, na região repleta de poços de extração de sal-gema explorados ao longo de 44 anos pela Braskem. A nota alerta que as cores vermelha, amarela e verde, no mapa apresentado no Senado, não dizem respeito a um mapa de risco geológico ou uma atualização do mapa de evidências de rachaduras, fissuras e afundamentos, divulgado anteriormente pela CPRM. E diz ainda que não se pode interpretar a cor vermelha nas regiões do Pinheiro e bairros adjacentes, a exemplo do Mutange e Bebedouro, incluídos no decreto de calamidade publicado pelo prefeito Rui Palmeira (PSDB). A CPRM informou que as informações que antecipou no Senado não representam um relatório parcial ou conclusivo do estudo sobre as rachaduras. E pondera que apesar de ser relevante, a informação sobre o afundamento precisa ser integrada aos demais estudos geofísicos, de geologia estrutural, sísmicos, geotécnicos, do histórico de uso e ocupação e da infraestrutura urbana, para real compreensão do fenômeno que afeta a região. “Qualquer tentativa de ‘interpretação’ de dados de maneira isolada não contribui para resolver o problema, servindo apenas para desinformar e causar pânico desnecessário à população”, disse a CPRM na nota.  Reveja a apresentação do geólogo da CPRM no Senado: Veja aqui os dados de afundamento em Maceió apresentados pela CPRM ao Senado. Leia a nota completa:  Nota à imprensa Tendo em vista reportagens veiculadas na imprensa de Maceió, em que citam um suposto relatório do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) sobre a situação do bairro Pinheiro, informamos o seguinte: Em audiência pública no Senado Federal, no dia 21 de março, a CPRM fez uma apresentação dos estudos desenvolvidos no bairro, entre eles, da análise interferométrica. Trata-se, portanto, de apenas uma das metodologias que estão sendo empregadas nos estudos realizados do bairro. Esta apresentação não se refere a um relatório parcial ou conclusivo. Os resultados da análise interferométrica são baseados em imagens de satélite do período de abril de 2016 a dezembro de 2018. Estas imagens foram adquiridas pela CPRM para auxiliar nos estudos, que entram numa fase importante de processamento, interpretação e integração de todos os dados coletados. A interferometria aponta uma lenta deformação (subsidência) com uma componente em direção à lagoa de Mundaú. Contudo, essa informação apesar de ser relevante precisa ser integrada aos demais estudos geofísicos, de geologia estrutural, sísmicos, geotécnicos, do histórico de uso e ocupação e da infraestrutura urbana, para real compreensão do fenômeno que afeta o bairro Pinheiro. Os resultados da Interferometria jamais podem ser analisados de forma isolada. Ressaltamos mais uma vez que o relatório final que apresentará a causa ou as causas de instabilidade do bairro Pinheiro será apresentado às autoridades no final do mês de abril. Qualquer tentativa de “interpretação” de dados de maneira isolada não contribui para resolver o problema, servindo apenas para desinformar e causar pânico desnecessário à população. Reiteramos ainda que o mapa de interferometria contém as cores vermelha, amarela e verde, simplesmente, para destacar os resultados obtidos, que devem ser analisados pelos especialistas. Também é importante enfatizar que a interferometria não se refere a um mapa de risco geológico ou uma atualização do mapa de evidências de rachaduras, fissuras e afundamentos, já divulgado pela CPRM. Tampouco deve ser interpretado desta forma apenas pela cor vermelha nas regiões do Pinheiro e bairros adjacentes. Neste momento, nossos técnicos estão empenhados no processamento, integração e interpretação de todos os dados, informação e conhecimento adquiridos pelo Serviço Geológico do Brasil para apresentar o relatório dentro do prazo pactuado com as autoridades na audiência pública no Senado. Assessoria de Comunicação  CPRM – Serviço Geológico do Brasil
06/03/2019

Censo e análises no solo de bairro em risco de afundamento avançam em Maceió

Fissuras no Pinheiro

Censo e análises no solo de bairro em risco de afundamento avançam em Maceió

Estudos não pararam no carnaval e levantamento populacional será retomado nesta quinta

A Secretaria Municipal de Assistência Social de Maceió (Semas) retoma nesta quinta-feira (7) os trabalhos de levantamento populacional no bairro do Pinheiro, enquanto equipes de pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e de empresa de geofísica mantiveram o trabalho durante o Carnaval, no bairro da capital alagoana afetado por rachaduras e afundamento do solo, agravados por tremores de terra ocorridos há um ano. Até sexta-feira (8) mais oito ruas serão visitadas para identificar as condições de vulnerabilidade das famílias e pessoas que trabalham na região. E a análise do subsolo pelos métodos audiomagnetotelúrico (AMT) e mapeamento das estruturas geológicas já alcançou 43% das áreas a serem avaliadas – o que equivale a 45 pontos em todo bairro –, e continua até o dia 10 de março, data prevista para conclusão dos levantamentos. Desde que começou, esse trabalho segue cronograma diário, incluindo finais de semana e feriados. “Além disso, estamos realizando novas vistorias nas áreas solicitadas pela Defesa Civil de Maceió. Trabalharemos sem interrupções para cumprir o cronograma dos estudos”, informa Adelaide Mansini Maia, chefe do Departamento de Gestão Territorial da CPRM. O AMT utiliza um equipamento de alta precisão, que busca informações no subsolo do bairro, a profundidades que ultrapassam 1.500 metros. Segundo a CPRM, no mapeamento das estruturas geológicas é investigada a existência de feições e elementos que contabilizam os eventos geológicos que formaram e modificaram o terreno do bairro ao longo de milhares de anos. O trabalho é complementar a outros estudos que estão sendo feitos para identificar o que ocorreu no solo da região, mesmo antes de o bairro existir. “Esse estudo irá proporcionar a identificação de falhas e fraturas que podem funcionar como indutores do surgimento das rachaduras, fissuras e trincas em imóveis e dos afundamentos em vias publicas do bairro”, afirma o geólogo Vanildo Rocha. Como o AMT utiliza a corrente elétrica natural da Terra, é necessário o corte parcial do fornecimento de energia no bairro, o que vem sendo feito de forma programada, com divulgação diária das ruas que terão energia suspensa. A fase seguinte a este processo será a interpretação dos dados. Braskem cobrada Pesquisadores da empresa americana Panamerican Geophysical, especializada em pesquisas geofísicas, também estão trabalhando no Pinheiro. O estudo sísmico no bairro o em ruas de bairros próximos se estenderá até o dia 12 de março, por exigência da Agência Nacional de Mineração (ANM) à Braskem, que explora jazidas de sal-gema na região. Apesar de não haver comprovação, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) relacionou os fenômenos geológicos que levaram tremores de terra e apreensão aos moradores do bairro à atividade de extração de Sal-gema pela Braskem, que nega ter causado os problemas. De acordo com os técnicos, o levantamento de dados tem como objetivo a criação de uma imagem do subsolo para a identificação de estruturas e camadas geológicas. Para realizar esse estudo é necessária a interdição parcial de ruas, trabalho que vem sendo realizado sob supervisão da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), com apoio da Defesa Civil de Maceió e da Guarda Municipal. A AMN acompanha as atividades junto com representantes do Serviço Geológico do Brasil. Vulnerabilidade das famílias Até sexta-feira (8), os entrevistadores da Assistência Social de Maceió seguem com visitas domiciliares nas ruas Moacir Tavares, Pedro Suruagy, Juvino Lopes Lira, Alameda São Benedito (visitando estabelecimentos comerciais), Rua Joaquim Gouveia de Albuquerque (Edifício Tibério Rocha), Avenida Comendador Francisco Amorim Leão (Edifício Marrakesh), Rua Mário Marroquim e Rua Cônego Cavalcante (antiga Rua São Francisco). Ao todo, serão visitadas 2.415 unidades habitacionais e comerciais no bairro do Pinheiro. As informações servirão de base para que os órgãos municipais, estaduais e federais, envolvidos no Plano de Contingência, saibam onde é necessário priorizar o auxílio numa possível evacuação do bairro. No trabalho, os profissionais das Semas, devidamente identificados, entrevistam os responsáveis por domicílios e proprietários de estabelecimentos comerciais, para saber as condições de vulnerabilidade, apontando onde tem crianças menores de seis anos, idosos, pessoas com deficiência, cadeirantes e acamados. “Estamos retornando em alguns pontos para visitar unidades que estavam fechadas, mas que aparentemente não estão desocupadas. A intenção é colher as informações de todas as unidades para que o levantamento populacional seja completo”, reforçou a assistente social e coordenadora do levantamento, Ray Gomes. Agendamento A Semas orienta que está sendo realizado também um agendamento de atendimento para as unidades habitacionais cujos proprietários não estavam na residência no momento da visita domiciliar. Os interessados precisam procurar o Ponto de Informações da Assistência Social no bairro do Pinheiro, localizado na Igreja Menino Jesus de Praga, de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 11h30, para agendar o atendimento. Além do Ponto de Informações, os moradores podem obter informações sobre o levantamento no telefone 3315-2484. (Com informações da Ascom Semas e Secom Maceió)
08/02/2019

Técnicos investigam se há cavernas no subsolo de bairro com fissuras, em Maceió

Rachaduras no Pinheiro

Técnicos investigam se há cavernas no subsolo de bairro com fissuras, em Maceió

Nova fase de estudos alcançará até 1.500 metros de profundidade

Pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) iniciaram uma nova etapa de trabalho para investigar se há cavernas e identificar falhas no subsolo no bairro Pinheiro, em Maceió (AL), que após tremores de terra teve ampliadas fissuras existentes há cerca de dez anos. A nova fase do trabalho e os novos métodos foram detalhados em uma entrevista coletiva de imprensa concedida pelo coordenador das ações, o geólogo Thales Sampaio, e a Defesa Civil Municipal, na tarde desta sexta-feira (08), na sede da Prefeitura de Maceió, em Jaraguá. “Nós estamos desenvolvendo dois métodos geofísicos, gravimetria e audiomagnetotelúrico. Esses dois métodos vão investigar até 1.500m de profundidade. Através desses métodos, vamos saber se há cavernas e, inclusive, identificar estruturas geológicas e falhas”, explicou Sampaio. O membro do Serviço Geológico do Brasil também detalhou cada tipo de estudo. “O audiomagnetotelúrico é um método geofísico de ponta, estamos com o melhor equipamento que existe. Vamos fazer muitos pontos no bairro para investigar esses 1.500 metros de profundidade. Ele utiliza corrente elétrica para explicar correntes elétricas naturais que existem no subsolo”, disse. “O método gravimétrico utiliza a gravidade do planeta Terra, ou seja, todo movimento que vai ao centro da Terra e a gente utiliza uma série de parâmetros que é capaz de mostrar anomalias de densidade na rocha”, detalhou o pesquisador. Além de causas naturais, técnicos investigam se a extração de sal-gema pela Braskem ou falhas no saneamento afetaram a estabilidade do bairro. A subsidiária da Odebrecht nega ser responsável pelos fenômenos. Empenho Com a presença do secretário de Defesa Civil de Maceió, Dinário Lemos, o pesquisador também falou da importância da parceria com o Município, que acompanha de perto a situação do bairro. Thales Sampaio destacou que os estudos continuam até que mostrem os motivos das fissuras em vias e imóveis do Pinheiro. “Nós estamos completamente empenhados em esclarecer as causas do que a gente está observando na superfície do Pinheiro. Não sairemos do bairro sem esclarecer isso para população. Nós teremos equipes técnicas de geólogos, geofísicos, hidrogeólogos e geotécnicos no bairro até esclarecermos”, garantiu Thales. (Com informações da Secom Maceió)
03/02/2019

Segunda pluma com rejeitos se desloca lentamente no Rio Paraopeba

Crime em Brumadinho

Segunda pluma com rejeitos se desloca lentamente no Rio Paraopeba

Ela se move em direção ao município de Juatuba (MG) e já teria percorrido 51 quilômetros desde a barragem da Vale na mina Córrego do Feijão, em Brumadinho

Boletim divulgado na noite de ontem (2) pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) mostra uma segunda pluma, formada pela mistura de rejeito e água, se deslocando a uma velocidade inferior a 0,3 quilômetro por hora no Rio Paraopeba. Ela se move em direção ao município de Juatuba (MG) e já teria percorrido 51 quilômetros desde a barragem da Vale na mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), que se rompeu no dia 25 de janeiro. O CPRM é uma estatal vinculada ao Ministério de Minas e Energia e opera, em parceria com a Agência Nacional de Águas (ANA), estações da Rede Hidrometeorológica Nacional localizadas ao longo do Rio Paraopeba. Desde o rompimento da barragem, ela vem monitorando o avanço do rejeito. Neste último boletim, não há informações atualizadas do local onde se encontra a primeira pluma. Na manhã da última quarta-feira (30), ela já havia percorrido 98 quilômetros desde a barragem e estava na altura do município de São José da Varginha (MG). Segundo o CPRM, a pluma não vai alcançar a Usina Hidrelétrica de Três Marias (MG). Os boletins também trazem informações sobre a turbidez da água. A primeira pluma atingiu valores medidos dentro da normalidade para o Rio Paraopeba. “A pluma 2 está sendo monitorada e a expectativa é que continue se comportando da mesma forma que pluma 1, diminuindo a concentração ao longo do percurso e que as partículas em suspensão sedimentem no leito”, registra a estatal. O CPRM informa, porém, que a ocorrência de chuvas na região pode alterar o cenário. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê chuviscos para amanhã (4) a tarde e a noite em Brumadinho. Captação suspensa Usado para abastecimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte, o Rio Paraopeba ainda está com sua captação suspensa pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). Desde o dia em que a barragem se rompeu, o atendimento da população está sendo feito pelas represas do Rio Manso, Serra Azul, Várzea das Flores e o Rio das Velhas. Resultados preliminares de análises realizadas por técnicos da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) levaram a pasta a recomendar que não se utilize a água bruta do Rio Paraopeba para qualquer finalidade e que se mantenha distância de 100 metros de suas margens. Na última quinta-feira (31), o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) recomendou que o governo de Minas Gerais determine a proibição da pesca no Paraopeba.