Mudanças climáticas

saúde

Ao longo da última semana, foram divulgados estudos sobre os riscos do aquecimento global para o meio ambiente, a saúde e o desenvolvimento da economia
09/12/2018

COP 24 pode definir regras de implementação do Acordo de Paris nesta semana

Mudanças climáticas

COP 24 pode definir regras de implementação do Acordo de Paris nesta semana

Ao longo da última semana, foram divulgados estudos sobre os riscos do aquecimento global para o meio ambiente, a saúde e o desenvolvimento da economia

A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas deste ano (COP 24) entra na segunda semana de programação com a missão de concretizar as negociações que podem definir as regras de implementação do Acordo de Paris. É nesta reta final que chegam os ministros dos 195 países integrantes da convenção para as reuniões de alto nível. A conferência que começou no domingo passado (2), em Katowice, Polônia, vai até a próxima sexta (14). Ao longo da última semana, foram divulgados durante o evento vários estudos que apontam os riscos do aquecimento global para o meio ambiente, para a saúde humana e o desenvolvimento da economia, principalmente em regiões mais pobres com populações vulneráveis. Os cientistas alertam que as metas de limitar o aumento da temperatura global em até 2º Celsius (ºC) ou o esforço de 1,5 ºC, como prevê o Acordo de Paris, só serão alcançadas se os países adotarem de forma urgente medidas que reduzam de forma significativa as emissões de gases de efeito estufa. Um dos levantamentos divulgados durante a COP 24 aponta que até o fim deste ano as emissões globais de carbono podem crescer até 3%, projeção considerada recorde nos últimos anos. Uso sustentável da terra Além da aprofundar o debate em torno do chamado livro de regras para colocar as metas do Acordo de Paris em prática, a delegação brasileira, formada por integrantes dos ministérios das Relações Exteriores, Meio Ambientes, entre outras pastas, deve apresentar os resultados das rodadas do chamado Diálogo de Talanoa, momento em que cada nação compartilha as experiências positivas de descarbonização. Na programação do Espaço Brasil, montado no local do evento, já ocorreram vários debates com representantes da comunidade científica e de povos tradicionais, como indígenas e quilombolas. Integrantes do governo brasileiro apresentaram as medidas de proteção do Cerrado e de produção sustentável, além dos resultados das ações de combate ao desmatamento ilegal em biomas como a Amazônia. Para esta semana, um dos temas que serão discutidos é a importância do uso da terra para o desenvolvimento e a consolidação da agricultura sustentável no país. Também devem ser discutidas estratégias de adaptação aos efeitos do aquecimento global no Brasil e de proteção florestal aliadas ao desenvolvimento econômico e social. O movimento Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, formado por mais de 200 especialistas e representantes de empresas do setor privado, de organizações ambientais, do agronegócio e da academia discutirá as questões apresentados no documento em que defendem uma nova visão sobre a agricultura e a adoção de novos métodos de uso da terra para enfrentar os impactos das mudanças climáticas. No relatório intitulado Visão 2030-2050: O Futuro das Florestas e da Agricultura no Brasil, os integrantes do movimento ressaltam que a produção agropecuária não deve mais ser vista em dissonância com a conservação ambiental ou com os direitos dos povos e comunidades tradicionais, mas como parte da solução. O grupo justifica que o uso da terra tem papel central nas estratégias de mitigação do aquecimento global. Baseados em projeções para os anos de 2030 e 2050, os pesquisadores destacam que somente com a proteção e recuperação da natureza é possível garantir segurança alimentar e inclusão social. Segundo o relatório, apesar do desmatamento e a agropecuária ainda representarem cerca de dois terços das emissões de carbono na atmosfera no Brasil, o país pode reduzir o nível de emissões e aumentar a capacidade de capturar carbono se adotar melhores práticas agropecuárias, de silvicultura e restauração florestal. O plantio de florestas, o bom manejo dos pastos e sistemas integrados de lavoura, pecuária e floreta poderiam reduzir em 10% as emissões de carbono pelo setor agropecuário. As projeções fazem parte da última edição do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG). O relatório da Coalizão Brasil também aponta que o uso sustentável da terra pode aumentar a produtividade e resiliência brasileira diante do mercado global e ainda melhorar a qualidade de vida da população nas próximas décadas. O movimento também destaca a importância de se trabalhar políticas públicas e mecanismos que viabilizem as metas de conservação e recuperação das florestas. Os pesquisadores ressaltam que manter a floresta em pé é bom para quem produz no campo e que é preciso aplicar os instrumentos legais já dispostos pelo poder público para evitar o crescimento do desmatamento ilegal. (ABr)
08/12/2018

Bolsonaro tem nova avaliação médica em São Paulo na próxima quinta

Cirurgia próxima

Bolsonaro tem nova avaliação médica em São Paulo na próxima quinta

Se estiver bem, presidente eleito quer fazer logo a cirurgia para retirada da bolsa de colostomia

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, disse neste sábado (8) que vai para São Paulo na próxima quinta (13) fazer nova avaliação médica. Ele afirmou que, se estiver bem, quer fazer logo a cirurgia para retirada da bolsa de colostomia. “Não gostaria de ficar parado em janeiro”, afirmou após participar de cerimônia de formatura dos aspirantes da turma Almirante Saboia, na Escola Naval, no Rio de Janeiro. A operação do presidente eleito estava marcada inicialmente para o dia 12 de dezembro, mas foi adiada após uma série de exames feita no dia 23 de novembro por médicos do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. No dia seguinte, Bolsonaro afirmou que a nova avaliação estava marcada para o dia 19 de janeiro e que a cirurgia poderia ser feita no dia 20. Dessa forma, ele só seria submetido ao procedimento depois da posse na Presidência da República, marcada para 1º de janeiro. Os exames pré-operatórios precedem a realização da terceira cirurgia a que Bolsonaro será submetido desde que foi esfaqueado no abdômen por Adélio Bispo, durante ato político, em Juiz de Fora (MG), em 6 de setembro. Ele fez uma cirurgia inicial, de grande porte, na Santa Casa de Juiz de Fora, depois uma segunda, já no Einstein, para corrigir uma aderência. A estimativa é que o período de recuperação dessa terceira cirurgia seja de 10 a 15 dias. Pirassununga Após a cerimônia militar, o presidente eleito disse que nesta sexta (7) confundiu os remédios e dormiu e, com isso, acabou perdendo o compromisso em Pirassununga. Ele afirmou, entretanto, que está se sentindo bem. (ABr)
07/12/2018

Mais Médicos abre inscrições para profissionais formados no exterior

Sem registro no Brasil

Mais Médicos abre inscrições para profissionais formados no exterior

Candidatos sem registro no Brasil têm de 11 a 14 de dezembro para enviar documentação necessária ao Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde decidiu abrir as inscrições do Programa Mais Médicos aos profissionais brasileiros e estrangeiros formados no exterior (sem registro no Brasil). Os candidatos terão entre os dias 11 e 14 de dezembro para enviar documentação ao ministério e estarem aptos para validação da inscrição. Nesta sexta (7), às 23h59, termina a inscrição de médicos com registro no Brasil. De acordo com o ministério, são necessários 17 documentos para validar a inscrição, entre eles, o reconhecimento da instituição de ensino pela representação do país onde os profissionais obtiveram a formação. Até esta quinta (6), o Mais Médicos havia registrado 35.716 inscrições, preenchendo 98,6% das 8.517 vagas disponibilizadas, ou seja, 8.402 profissionais alocados.. Desse total, 3.949 médicos já se apresentaram aos municípios selecionados. Os profissionais têm até o dia 14 deste mês para apresentação nos municípios. (ABr)
06/12/2018

Na véspera do prazo final de inscrição, restam 123 vagas no programa Mais Médicos

Saúde

Na véspera do prazo final de inscrição, restam 123 vagas no programa Mais Médicos

Nesta terça, 200 médicos anunciaram aos municípios que não assumiriam os postos selecionados no edital de convocação

O Ministério da Saúde afirmou nesta quinta (6) que restam 123 vagas para o programa Mais Médicos. As inscrições para os profissionais interessados em compor o programa vão até esta sexta (7). Já a data final para apresentação no município é 14 de dezembro. O novo edital ofertou, ao todo, 8.157 vagas em mais de 2,8 mil municípios e 34 distritos indígenas, após o anúncio do governo de Cuba sobre a saída dos profissionais do país do programa criado durante o governo de Dilma Rousseff (PT). Nesta terça (4), o Ministério da Saúde informou que 200 médicos comunicaram aos municípios que não assumiriam os postos que selecionaram no edital de convocação. Os médicos desistentes alegaram incompatibilidade de horário com outras atividades profissionais. Outros profissionais informaram a entrada em residência médica, recebimento de nova proposta de trabalho ou problemas pessoais. Até esta terça, 3.276 médicos já haviam se apresentado ou iniciado as atividades nos municípios selecionados. A jornada de trabalho de um profissional que compõem a equipe do Mais Médicos é de 40 horas semanais, em uma equipe de Saúde da Família, com salário de R$ 11,520 mensais.