Dieese

Salvador

As altas mais expressivas foram em Belo Horizonte (7,81%), São Luís (6,44%), Campo Grande (6,05%) e São Paulo (5,68%)
06/12/2018

Alimentos da cesta básica estão mais caros em 16 capitais brasileiras

Dieese

Alimentos da cesta básica estão mais caros em 16 capitais brasileiras

As altas mais expressivas foram em Belo Horizonte (7,81%), São Luís (6,44%), Campo Grande (6,05%) e São Paulo (5,68%)

O preço dos alimentos da cesta básica aumentou em 16 das 18 capitais brasileiras pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos ( Dieese). As altas mais expressivas foram em Belo Horizonte (7,81%), São Luís (6,44%), Campo Grande (6,05%) e São Paulo (5,68%). Houve queda em Vitória (-2,65%) e Salvador (-0,26%). A cesta mais cara foi a de São Paulo (R$ 471,37), seguida pela de Porto Alegre (R$ 463,09), Rio de Janeiro (R$ 460,24) e Florianópolis (R$ 454,87). Os menores valores médios foram observados em Salvador (R$ 330,17) e Natal (R$ 332,21). Durante o ano de 2018, todas as capitais acumularam alta, com destaque para Campo Grande (14,89%), Brasília (13,44%) e Fortaleza (12,03%). De outubro a novembro deste ano, os alimentos que apresentaram alta na maior parte das capitais pesquisadas foram tomate, batata, óleo de soja, pão francês e carne bovina de primeira. Já o leite integral teve queda de preços em 16 capitais. Com base nesses valores, o Dieese estimou em R$ 3.959,98 o salário mínimo necessário para a uma família de quatro pessoas no mês de novembro, o equivalente a 4,15 vezes o mínimo atual, de R$ 954. Em outubro, o salário mínimo foi estimado em R$ 3.783,39. O tempo médio que um trabalhador levou para adquirir os produtos da cesta básica, em novembro, foi de 91 horas e 13 minutos. Em outubro de 2018, ficou em 88 horas e 30 minutos. (ABr)
15/02/2017

Nove mil turistas desembarcam no Porto de Salvador durante o Carnaval

Temporada

Nove mil turistas desembarcam no Porto de Salvador durante o Carnaval

A cidade também conta com opções para quem não quer cair na folia

Durante o Carnaval, Salvador receberá 9.231 turistas oriundos de navios de cruzeiro. Dois deles chegam do Rio de Janeiro com cerca de cinco mil pessoas. A temporada de cruzeiros teve início em outubro de 2016 e segue até abril deste ano. Ao fim deste período, 155 mil passageiros terão desembarcado de 20 navios oriundos de diversas partes do Brasil e do exterior. Para recepcionar os visitantes, apresentar opções de roteiro para o Carnaval e para as demais atrações culturais e gastronômicas da capital baiana, a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult) terá equipes de monitores destinadas especificamente para atender esse público. "O turista que vem para o Carnaval fica um tempo curto na cidade. É a partir da boa recepção que passam a ter a cidade como opção para uma nova visita, esta mais demorada, para aproveitar ainda mais o que Salvador tem a oferecer", diz o secretário Cláudio Tinoco. Além da chegada de visitantes pelo Porto, a Secult estima que Salvador receba cerca de 450 mil turistas a mais por via terrestre, sendo que 400 mil chegando de outras cidades da Bahia e aproximadamente 50 mil de outros estados do país. Ainda segundo a pasta, o Aeroporto Internacional Deputado Luís Eduardo Magalhães terá 1,6 mil voos no período, sendo 250 extras, vindo de diversas partes do Brasil e do Mundo. Opções Como alternativas para aqueles que não vão participar diretamente do Carnaval ou que buscam algo para aproveitar as horas que antecedem o momento de cair na folia, existem roteiros específicos para quem desejar conhecer melhor as ruas, becos e ladeiras históricas de Salvador. "Outra opção é o roteiro tradicional do Centro Histórico que, com suas igrejas e ladeiras históricas, atende o público que não pretende ir aos circuitos tradicionais do Carnaval e podem optar por um passeio mais tranquilo, podendo ainda apreciar a folia alternativa do Pelourinho", aponta Tinoco.
23/11/2016

Artistas defendem parecer do Iphan em obra que gerou crise no governo

Prédio em Salvador

Artistas defendem parecer do Iphan em obra que gerou crise no governo

Eles também criticam a pressão que teria sido feita pelo ministro

Um grupo de 132 nomes do setor cultural e acadêmico, como Caetano Veloso, Tom Zé, Luís Fernando Veríssimo, Otto, Wagner Moura, Sônia Braga, Anna Muylaert, Nana Caymmi e Jean Tible, subscreveu um abaixo-assinado para que a construção do edifício La Vue, em Salvador, respeite o limite de 13 pavimentos determinado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Cultural (Iphan).  O empreendimento é o epicentro da atual crise política no governo federal desde que o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero acusou o titular da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, de pressioná-lo a aprovar o empreendimento com 30 andares. Geddel nega. O texto do abaixo-assinado pede que seja respeitado o parecer do Iphan. "O projeto terá um impacto brutal sobre a paisagem do sítio histórico do Porto da Barra, uma das mais belas praias urbanas do mundo e patrimônio precioso da primeira capital do Brasil".  Sem citar o nome de Geddel, os signatários também criticam a pressão que teria sido feita pelo ministro, que afirmou ter comprado um apartamento no edifício. "São reprováveis as pressões imobiliárias de toda natureza sobre os órgãos estaduais e federais de proteção. Esperamos que o Iphan defenda os interesses públicos dos baianos e dos brasileiros, assegurando o gabarito baixo da referida obra e preservação das paisagens históricas e ambientais de Salvador". (AE)
21/11/2016

Ministério Público também pediu suspensão de obra do caso Geddel

Mutreta baiana

Ministério Público também pediu suspensão de obra do caso Geddel

Ministro é acusado de pressionar o Iphan por liberação

Antes mesmo de o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) anular a autorização para o empreendimento La Vue Ladeira da Barra, em Salvador, a Procuradoria da República da Bahia recomendou a suspensão imediata das obras sob pena de R$ 5 mil por dia em caso de descumprimento. A construção em meio a uma região histórica da capital baiana está no centro do imbróglio que motivou Marcelo Calero a se demitir do Ministério da Cultura na sexta-feira, 18. Ele acusa o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, de pressioná-lo para que a obra tivesse aval do Iphan, órgão subordinado à pasta da Cultura. O ministro disse ter comprado um apartamento no local, mas nega a pressão. No parecer, o Ministério Público Federal também requer a suspensão das vendas dos imóveis, com multa de R$ 100 mil, e o depósito em juízo dos valores das unidades já comercializadas, para efeito de indenização. O parecer, assinado pelo procurador Pablo Coutinho Barreto, é do dia 10 deste mês, e aguarda decisão da 4ª Vara Federal, em Salvador. "Independentemente de a juíza ter se pronunciado ou não, a obra perdeu sua autorização", disse a presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), Solange Araújo. O parecer do MPF está relacionado a uma ação civil pública de autoria do IAB. Após a decisão do Iphan, na semana passada, pedreiros e engenheiros não trabalharam na obra na sexta-feira. Os corretores, no entanto, continuavam vendendo unidades do empreendimento, com 24 apartamentos. O órgão entendeu que o prédio está no entorno de patrimônio público tombado e, por isso, não pode ultrapassar os 13 pavimentos – originalmente o projeto prevê 30.  Esta foi a segunda manifestação do Iphan pela irregularidade da obra. No início de 2014, o empreendimento foi avaliado pelo Escritório Técnico de Licenças e Fiscalização (Etelf), criado através de acordo de cooperação que incluía a Superintendência de Ordenamento do Uso de Solo de Salvador (Sucom) e o Instituto do Patrimônio Artístico Cultural da Bahia (Ipac).  O parecer emitido pelo Etelf opinava pela rejeição da construção, tendo em vista o impacto da torre na paisagem urbana. O prédio fica muito próximo a monumentos tombados e seus entornos, como a Igreja de Santo Antonio da Barra, além do Forte de São Diogo.  Em outubro daquele ano, no entanto, o Etelf foi extinto. Em seguida, os empreendedores solicitaram uma nova avaliação. O engenheiro Bruno Tavares foi designado e emitiu parecer liberando o empreendimento com mais de 100 metros de altura, com o argumento de que ele estava longe do entorno da área tombada.  Ex-ministro. Em post publicado no Facebook, o ministro da Cultura à época, Juca Ferreira, disse que demitiu o superintendente do Iphan da Bahia, Carlos Amorim, por causa da atuação junto ao empreendimento.  "As evidências de desmandos eram tantas que, em outubro, determinei a demissão de Carlos Amorim e o prosseguimento das apurações e dos estudos técnicos, que mais tarde revelariam até falsificações e montagens grotescas. Carlos Amorim costumava mostrar uma fotomontagem para sustentar a falsa premissa de que as poligonais de tombamento dos bens localizados na vizinhança do prédio não alcançavam a área onde se localizaria o edifício", disse.  Amorim foi substituído por uma profissional da área técnica. Em maio deste ano, o engenheiro responsável pelo parecer favorável ao La Vue, Bruno Tavares, foi nomeado superintendente do Iphan local após Michel Temer assumir o governo. O engenheiro e Amorim foram procurados ontem, mas não foram localizados.