Colapso anunciado

Rompimento de Barragem

Mineradora ignorou alerta sobre o risco de colapso duas vezes maior que tolerável
12/02/2019

Laudos da Vale revelam que mineradora conhecia riscos de desastre desde 2017

Colapso anunciado

Laudos da Vale revelam que mineradora conhecia riscos de desastre desde 2017

Mineradora ignorou alerta sobre o risco de colapso duas vezes maior que tolerável

Os indícios de que a Vale tinha conhecimento dos riscos de rompimento da barragem 1 da Mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), estão evidenciados em dois relatórios da mineradora, um de 2017 e outro de 2018. A informação documentada pelos relatórios internos da Vale afirma que, desde novembro de 2017, a barragem já tinha uma chance de colapso duas vezes maior que o limite máximo de risco individual tolerável. Executivos da Vale disseram que não haveria indicação de risco iminente nos relatórios e a barragem estaria “estável”, ao negar as informações de que laudos indicavam que havia risco de rompimento na barragem de Brumadinho, durante entrevista coletiva nesta terça-feira (12). Mas além do laudo de 2017, exibido em reportagem veiculada hoje pela Rede Globo, a agência de notícias Reuters exibiu outro documento com o alerta de que a barragem estava em “zona de atenção” com duas vezes mais chances de se romper do que nível máximo tolerado pela política de segurança da empresa. Até ontem (11), ainda havia 155 pessoas desaparecidas e 165 corpos já haviam sido resgatados da lama. E 160 destes foram identificados. A Vale divulgou nota em que nega a existência de relatório, laudo ou estudo conhecido, qualquer menção a risco de colapso iminente da barragem 1 da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho. “A barragem possuía todos os certificados de estabilidade e seguranças nacionais e internacionais”, diz a nota em que a mineradora reforça que a barragem “estava dentro do limite de risco”. (Com informações da Rede Globo e G1)
08/02/2019

No hospital, Bolsonaro assina decreto que antecipa benefícios a atingidos em Minas

Tragédia da Vale

No hospital, Bolsonaro assina decreto que antecipa benefícios a atingidos em Minas

Decreto garante assistência social e previdenciária às vítimas da Vale

O presidente Jair Bolsonaro deve assinar hoje (8) no Hospital Albert Einstein, junto ao subchefe de assuntos jurídicos da Casa Civil, Jorge Antônio de Oliveira Francisco, dois decretos. Um deles antecipará benefícios previdenciários e assistenciais aos atingidos pelo rompimento da barragem de rejeitos da empresa Vale no município de Brumadinho e suas repercussões na bacia do Rio Paraopeba. E ou outro concederá indulto humanitário a condenados que, após encarceramento, vieram a sofrer de graves condições de saúde. Entre as ações do governo federal em Brumadinho, o porta-voz da Presidência, general Otavio do Rêgo Barros, informou que foi solicitada atualização dos planos de segurança de barragens e do plano de ação emergencial de todos os empreendimentos hidrelétricos, com exigência de que os documentos sejam assinados não apenas pelo responsável técnico, mas também pelo presidente da empresa. “O objetivo da ação é reforçar o comprometimento com as informações apresentadas”, disse. Um sistema eletrônico para a coleta dos dados da população atingida em Brumadinho está sendo desenvolvido, segundo Barros, e deve ser disponibilizado até a semana que vem. A gestão do formulário será compartilhada entre União, o estado de Minas Gerais e o município de Brumadinho. “Equipes do Ministério da Cidadania farão o apoio técnico ao município para o atendimento às famílias e para o preenchimento do formulário. Com as informações obtidas, o Poder Público terá condições de verificar como era a situação das famílias antes do desastre, como está agora e como pode ficar no futuro, o que permitirá dar continuidade ao processo de acompanhamento dessas vítimas”. Reunião Em outro compromisso oficial, o presidente se reuniu com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, nesta tarde para tratar do Programa Nacional de Segurança da Aviação Civil contra atos de interferência ilícita, de acordo com o porta-voz. “[Assunto trata] especialmente com relação à checagem de segurança dos agentes responsáveis pelas áreas de segurança aeroportuária, mas mais direcionada à parte de aeroporto. Posteriormente uma nova legislação sobre isso será promulgada e apresentada à sociedade”, disse Barros. (Agência Brasil)