Turma do 'Glutão'

Romero Jucá

Odebrecht diz ter pago propina a estes senadores para votar projeto
26/12/2018

PF busca ‘Glutão’ que dividiu propina de R$8,5 milhões com Renan, Jucá, Delcídio e Gim

Turma do 'Glutão'

PF busca ‘Glutão’ que dividiu propina de R$8,5 milhões com Renan, Jucá, Delcídio e Gim

Odebrecht diz ter pago propina a estes senadores para votar projeto

A Polícia Federal promove investigação para identificar um dos políticos que aparecem entre os beneficiários da propina paga pela Odebrecht por um projeto votado no Senado. O inquérito corre no Supremo Tribunal Federal (STF). O valor, de R$8,5 milhões, teria sido distribuído entre cinco senadores, entre maio e agosto de 2012, pela aprovação de uma proposta que beneficiava a Braskem, braço químico do grupo Odebrecht. Quatro desses senadores já foram identificados: Romero Jucá (RR) e Renan Calheiros (AL), do MDB, além de Delcídio do Amaral (ex-líder do governo Dilma Roussef e ex-PT, além de Gim Argello (PTB-DF). O nome que ainda está por ser revelado era tratado na Odebrecht pelo codinome de “Glutão” e teria ficado com propina no valor de R$3 milhões. Em depoimento prestado em Brasília, o [ex-executivo da Odebrecht] Cláudio Mello disse não se lembrar quem era o “Glutão”. No termo de declarações consta que “o declarante não se recorda no momento qual o nome da pessoa para qual tenha sido indicado este codinome; que o declarante se compromete a verificar junto à empresa Odebrecht informações que possam auxiliar na identificação da pessoa de codinome Glutão”.
24/12/2018

Romero Jucá surpreende e emplaca protegido no governo Bolsonaro

Novo governo

Romero Jucá surpreende e emplaca protegido no governo Bolsonaro

Apadrinhado do senador divulga que continuará na Secretaria do Patrimônio

Chefe da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) por indicação do seu padrinho e senador Romero Jucá (MDB-RR), Sidrack de Oliveira Correia enviou mensagem aos superintendentes regionais garantindo ter sido confirmado no cargo durante o governo de Jair Bolsonaro (PSL). O apadrinhado de Jucá poderá, assim, operacionalizar a venda futura dos imóveis da União, avaliados em cerca de R$800 bilhões. A venda ao menos parcial de imóveis da União é uma das possibilidades avaliadas pela equipe econômica de Bolsonaro. O valor de todos os imóveis da União é comparável apenas àquele montante que seria obtido com a exploração de todo o Pré-sal. O Gabinete de Transição desconhece qualquer entendimento de Jucá com o futuro governo, mas a presença de Sidrack sugere o contrário. Na mensagem por Whatsapp aos subordinados, o chefe da SPU diz um “fica (sic) com Deus” e pede “sangue nos olhos e faca nos dentes”.
08/11/2018

Inquérito da Operação Armistício cita propina para Renan, Gim Argello e Jucá

Esquema na Odebrecht

Inquérito da Operação Armistício cita propina para Renan, Gim Argello e Jucá

Operação Armistício investiga propina para Renan Calheiros, Gim Argello e Romero Jucá

A Operação Armistício deflagrada na manhã de hoje (8) tem foco no senador Romero Jucá (MDB-RR), mas é decorrente de inquérito que também investiga supostas propinas de R$ 1 milhão pagas pela empreiteira Odebrecht ao senador Renan Calheiros (MDB-AL) e o ex-senador Gim Argello (PTB-DF). Ao autorizar a operação, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin declarou que “o conjunto de informações trazido à tona revela singular gravidade, com o envolvimento de autoridades de Estado que estariam , em tese, associadas a delitos de operação sofisticada como os de lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva”. Delatores afirmam que pagamentos de R$ 1 milhão teriam sido repassados repassados a Renan e Argello, e R$ 3 milhões para Jucá. Seria o preço para garantir a aprovação de um projeto de resolução no Senado que restringia a chamada “guerra fiscal nos portos”, beneficiando a Braskem, uma das empresas do grupo Odebrecht. No pedido de instauração de inquérito feito ao STF em 13 de março de 2017 pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, o delator Carlos José Fadigas de Souza Filho, que presidiu a Braskem, narrou que a empresa queria minar incentivos fiscais à importação de produtos de empresas concorrentes da Odebrecht, que era subsidiada por estados brasileiros preocupados em  incentivavam a movimentação de seus portos. O ex-presidente do grupo, Marcelo Odebrecht, liderou a interlocução com o Executivo Federal, e relatou à PGR ter recebido do Palácio do Planalto a indicação dos parlamentares que poderiam “trabalhar em prol do assunto no Senado”. E, segundo o pedido de instauração do inquérito, as tratativas com o Legislativo ficou a cargo de Cláudio Melo Filho. Renan, Jucá e Gim Argello não foram alvos da operação de hoje, ordenada pelo ministro Edson Fachin, a pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge. “[Há] robustas suspeitas de possível prática de crimes de corrupção e de lavagem de dinheiro, em razão da articulação dos parlamentares apontados, de pessoas a estes relacionados e das empresas pelas quais já se identificou a circulação de capital referente a vantagem indevida, de forma dissimulada”, disse Fachin, na decisão reproduzida pela TV Globo. ‘Engenhoso esquema’ A investigação indica que a suposta propina foi entregue em dinheiro, logo após a aprovação do projeto de resolução no Senado, em 24 de abril de 2012. Foi quando Cláudio Melo Filho comunicou a Marcelo Odebrecht e a Fadigas a necessidade de liberar os valores para cumprir compromissos firmados com parlamentares. Os valores circularam em uma “conta botox”, como foi identificada pelo sistema da Odebrecht a conta operada por funcionários do Tradbank Investimentos Participações, que ainda não se manifestou à imprensa sobre a delação. A aparência de legalidade e justificativa para transferência dos valores teriam sido forjadas por meio de contratos fictícios de prestação de serviços. Tudo coordenado pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, conhecido como “departamento da propina”. “Por meio desse engenhoso esquema de lavagem, a Odebrecht abastecia o doleiro que fazia o repasse de dinheiro às autoridades brasileiras e, ao mesmo tempo, dificultava o rastreamento da real origem do numerário”, afirmou Raquel Dodge. Na Operação Armistício, foram nove mandados de busca e apreensão cumpridos hoje no estado de São Paulo, sete na capital paulista, um em Santos (SP) e outro em Campo Limpo Paulista (SP), junto a endereços de supostos beneficiários da resolução aprovada no Senado. Outro lado A defesa de Renan considera “mais um grave equívoco” do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, a inclusão de seu nome no inquérito. “O próprio delator afirmou em depoimento à Polícia Federal que Renan nunca tratou de dinheiro ou pediu nada. E afirmou que a citação inicial ao senador era porque sentiu a presença ‘intrínseca’ de Renan nas conversas sobre a proposta. O erro pela inclusão do senador Renan no caso será reparado, pois é totalmente desconexa da realidade dos fatos”, alega a defesa do senador alagoano. A defesa de Gim Argello disse que espera ter acesso à integralidade da operação para se pronunciar. E o advogado de Romero Jucá, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, ressaltou que o senador não foi alvo da Operação Armistício, ao dizer que o parlamentar já prestou esclarecimentos sobre o assunto e que não foi o responsável pelas articulações para a aprovação do projeto de resolução. (Com informações do G1)
08/11/2018

PF investiga Romero Jucá por recebimento de propina da Odebrecht

Operação Armistício

PF investiga Romero Jucá por recebimento de propina da Odebrecht

Caso está relacionado à edição de uma resolução do Senado que buscava restringir a guerra fiscal nos portos brasileiros

O senador Romero Jucá (MDB-RR) é alvo da Operação Armistício, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta (8). A ação, deferida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, investiga o recebimento de propina da Odebrecht pelo parlamentar. O caso está relacionado à edição de uma resolução do Senado, em 2012, que buscava restringir a guerra fiscal nos portos brasileiros. O texto unificava alíquitas de ICMS praticadas pelos estados. De acordo com a PF, por terem interesse na edição da resolução, a Odebrecht teria feito pagamentos de R$ 4 milhões ao senador, que teria recebido o valor em espécie. O caso foi delatado por três executivos da empreiteira. Os agentes cumprem nove mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Santos e Campo Limpo Paulista, todas no estado de São Paulo. As medidas miram pessoas que estariam ligadas a Jucá. (Com informações da FolhaPress)