Favas contadas

Rodrigo Maia

Presidente da Câmara já contaria com o apoio de 330 deputados
15/01/2019

Aliados preveem reeleição de Rodrigo Maia na Câmara já em 1º turno

Favas contadas

Aliados preveem reeleição de Rodrigo Maia na Câmara já em 1º turno

Presidente da Câmara já contaria com o apoio de 330 deputados

Animados após “conversas promissoras” com líderes de PSB, PDT e PCdoB, aliados já contam com a reeleição do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). “Vai ser no 1º turno”, diz um articulador. Com a provável adição dos 69 deputados de PSB, PDT e PCdoB, e as bancadas dos 12 partidos que declararam apoio oficial, Rodrigo Maia já pode contar com cerca de 330 votos, garantindo com folga a reeleição. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder. Além de PSB, PDT e PCdoB, apoiam Rodrigo Maia PSL, PSD, PR, PRB, PSDB, DEM, SD, Pode, PSC, Pros, PPS e Avante. O PP lançou Arthur Lira (AL) após perder cargos para o PSD. Já o MDB deve apoiar Fábio Ramalho (MDB-MG) para o comando da Casa. Caso seja reeleito, Rodrigo Maia será o presidente mais longevo desde a redemocratização. Ao todo serão 1.662 dias no comando da Câmara. João Campos (PRB-GO) se lançou como “candidato do governo”, mas não teve apoio nem do próprio partido, que está fechado com Maia.
12/01/2019

Após dois anos, PGR não se manifesta sobre indícios contra Rodrigo Maia

Silêncio

Após dois anos, PGR não se manifesta sobre indícios contra Rodrigo Maia

PF apontou a existência de indícios de que o deputado cometeu crimes de corrupção e lavagem de dinheiro

Quase dois anos depois de a Polícia Federal apontar a existência de indícios de que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), cometeu os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, a Procuradoria-Geral da República (PGR) até hoje não se manifestou sobre eventual denúncia ou arquivamento do caso. Com apoio do PSL, partido do governo de Jair Bolsonaro, o deputado tenta se reeleger para ficar mais dois anos no cargo. O inquérito sobre o caso foi concluído no fim do mandato do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, em fevereiro de 2017. Desde que assumiu o comando da PGR, em setembro de 2017, a substituta dele, Raquel Dodge, pediu algumas providências, mas até agora não apresentou acusação formal ou encerrou o caso. A PGR afirmou à reportagem que a investigação “não ficou parada” e que “a análise dos autos revelou a necessidade de complemento de diligências apuratórias, o que foi feito diretamente pelo órgão”. “Por uma questão de estratégia de investigação, aguardou-se a disponibilização de elementos de corroboração que apenas recentemente foram disponibilizados. O inquérito continua em análise e, tão logo haja uma decisão, as providências cabíveis serão adotadas pela PGR”, diz nota do órgão. O inquérito foi aberto no STF (Supremo Tribunal Federal) em maio de 2016 e está em sigilo. Por esse motivo, o Ministério Público Federal diz não poder dar detalhes do caso. Assim que Dodge se manifestar, o Supremo vai decidir o futuro de Maia e se acolherá pedido da procuradora-geral para que vire réu ou para que se arquive o caso. O relator do inquérito é o ministro Edson Fachin, responsável pela Lava Jato na corte. De acordo com relatório da Polícia Federal, o parlamentar prestou favores à empreiteira OAS em troca de doações eleitorais. A investigação teve como base supostas mensagens de celular trocadas entre Léo Pinheiro, ex-presidente da construtora, e Maia. Reportagem da Folha de S.Paulo de 2016 revelou que, no celular de Pinheiro, havia mensagens de uma pessoa identificada como Rodrigo Maia com pedidos de doação, encontros e conversa sobre projetos do Congresso. “A doação de 250 vai entrar?”, diz mensagem de um número identificado como o do deputado do DEM, em 17 de setembro de 2014. Em 26 de setembro, ele reitera: “Se tiver ainda algum limite pra doação, não esquece da campanha aqui”. Naquele mesmo mês, o então presidente da OAS encaminha para um destinatário desconhecido outra mensagem supostamente recebida de Rodrigo Maia. “Saiu MP nova. Trata de programa de desenvolvimento da aviação regional. Prazo de emenda até 8/8”. Léo Pinheiro completa com um comentário: “Vamos preparar emendas”. A OAS fez doações naquele ano para César Maia, pai do presidente da Câmara, que foi candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro. Desde que os autos do inquérito voltaram para a PGR, novas informações da Lava Jato do Paraná também foram adicionadas. Também se aguardou o andamento de acordos de colaboração que estavam em negociação, porque havia a expectativa de que seriam úteis no caso. Léo Pinheiro, preso em Curitiba, tenta assinar uma delação premiada. Oito executivos da empreiteira que trabalhavam no setor responsável pelo caixa dois e pelos repasses de propinas da construtora já tiveram seus acordos homologados pelo Supremo. Os ex-funcionários não ocupavam a cúpula da OAS, mas, por atuar na área de movimentação ilegal de dinheiro, conhecida internamente como controladoria, forneceram documentos que podem permitir a comprovação de crimes como corrupção e lavagem de dinheiro. Desde o início das investigações, Maia sempre afirmou que nunca recebeu vantagem indevida para apreciar qualquer matéria na Casa. Tem dito também que, ao longo de seus cinco mandatos de deputado federal, sempre votou “de acordo com a orientação da bancada ou com a própria consciência.” Maia também é investigado por repasses recebidos da Odebrecht. Ele apareceu na delação premiada de executivos da empreiteira. Além das explicações do episódio específico, a PGR informou de forma genérica que os inquéritos são trabalhados de acordo com determinados critérios de “natureza fática” ou “jurídica”, como as investigações nas quais ocorreria a perda de foro perante o Supremo Tribunal Federal. (FolhaPress)
10/01/2019

Arthur Lira busca 227 votos contra Maia, mas nega articular oposição a Bolsonaro

Eleição na Câmara

Arthur Lira busca 227 votos contra Maia, mas nega articular oposição a Bolsonaro

Líder do PP aposta no apoio do PSB, PT e PDT em bloco de centro-esquerda

A decisão da maioria dos parlamentares do PSB de ingressar no bloco de oposição ao presidente da Câmara dos Deputados tomada nesta quinta-feira (10) é resultado das acomodações partidárias após a adesão do PSL ao projeto de reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ). Mas também é fruto da articulação liderada pelo deputado federal Arthur Lira (PP-AL), que pretende construir um bloco com até 227 apoiadores, para equilibrar a disputa contra a reeleição de Maia. Arthur Lira acredita que, até segunda-feira (14), trará o PDT e o PT para apoiar o projeto alternativo ao apoiado pelo partido do presidente Jair Bolsonaro. Mas enquanto espera a definição de apoios desses e de partidos como o PTB, PSC, PCdoB e MDB para formar o bloco de centro-esquerda, Arthur Lira nega ter a intenção de que seu bloco, se eleito, mantenha uma relação de oposição ao presidente Jair Bolsonaro (PSL). E cita como exemplo de dificuldade de compreensão de uma disputa interna no Legislativo a crise aberta pelo governador de Alagoas, Renan Filho (MDB), que retalia deputados aliados por não conseguir apoio ao seu tio Olavo Calheiros (MDB-AL) para presidir a Assembleia. “O bloco é interno do Poder Legislativo. Às vezes as pessoas confundem – como o Renanzinho confundiu [em Alagoas] e se deu mal – o funcionamento interno do poder, que é uma coisa que precisa ser respeitada. Se o cara não vai indicar quem é ministro, nem mexer sobre quem dá parecer no Judiciário ou como sai uma decisão, vai querer interferir no processo Legislativo? Este é um processo de acomodação de forças políticas em blocos, para que definam suas posições de bancadas. Tem partidos no nosso bloco que serão da base do governo e tem partidos que serão da oposição, como tem lá [no bloco de Rodrigo Maia] da mesma forma. Menos agora, porque esses três devem sair do apoio ao Rodrigo”, argumentou Arthur Lira, em entrevista ao Diário do Poder. Sobre a expectativa de ter mais de 200 apoiadores, o deputado Arthur Lira afirma que, se os partidos que estão na previsão de aderir ao projeto que lidera vierem, haverá entre 219 e 227 votos, o que equilibra o jogo e causa problema para o lado de lá. A conclusão de Arthur Lira decorre do fato de que Rodrigo Maia previa ter um bloco superdimensionado, e já prometeu quase todos os espaços disponíveis aos pretensos aliados, a exemplo dos comandos de todas as comissões, vagas na Mesa Diretora e suplências. Agora, com outro bloco se consolidando, o candidato à reeleição vai ter que dividir. E muitos vão ficar sem atendimento e o líder do PP acredita que as novas acomodações vão gerar crise no grupo de Maia. “Liguei para mais de 20 deputados do PSB explicando as situações das vantagens da confecção de um bloco para o equilíbrio da Casa, para manter as possibilidades de um diálogo mais aflorado e de pautar algumas matérias que precisam tramitar no Brasil. Deu certo com o PSB, daqui para amanhã [sexta] é o PDT, daqui para sábado é o PT. E aí vamos. Daqui para o começo da semana a gente consegue, acho, formar esse novo bloco”, disse Lira ao Diário do Poder. ‘Não há líder de oposição’ A movimentação de Arthur Lira e do PSB nesta quinta afeta os anseios eleitorais de outro alagoano, o deputado João Henrique Caldas, o JHC (PSB-AL), que lançou na semana passada sua campanha nas redes sociais pela Presidência da Câmara dos Deputados. Questionado sobre a manifestação de apoio de deputados do PSB ao bloco de oposição liderado por Arthur Lira, JHC afirmou que não há liderança no bloco de oposição. “Pelo contrário: será estimulado o maior número de candidaturas possível, justamente para dar maior legitimidade ao processo”, afirmou JHC ao Diário do Poder, em referência à existência de seu nome, de Lira e dos deputados Fábio Ramalho (MDB-MG) e Alceu Moreira (MDB-RS) na disputa. Mas quando perguntado se algum integrante de seu partido o apoia, JHC citou apenas um parlamentar do PSB. “O deputado Rafael Carreras (PSB/PE) demonstrou seu apoio espontâneo de forma reiterada nas redes sociais. Outros deputados o fizeram de maneira particular e, tão logo tornem público, a imprensa ficará sabedora”, disse JHC.      
08/01/2019

Arthur Lira quer presidir a Câmara, atraindo oposição a Bolsonaro e antigo ‘blocão’

Alvo da Lava Jato

Arthur Lira quer presidir a Câmara, atraindo oposição a Bolsonaro e antigo ‘blocão’

Deputado quer reunir siglas de centro-esquerda para bloco alternativo

Alvo da Lava Jato, o deputado federal Arthur Lira (PP-AL) articula apoios para atrair a esquerda contra a reeleição do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-AL). O deputado alagoano tambem busca reunir remanescentes do chamado “blocão” que ele liderou, quando havia 244 deputados de 11 partidos na base de apoio ao ex-presidente Michel Temer (MDB). Além dos votos da oposição ao presidente Jair Bolsonaro (PSL), cujo partido apoia a recondução de Rodrigo Maia. Arthur Lira esteve ontem (7) no Ceará, e constrói discretamente sua candidatura, que ainda não teve suas propostas expostas publicamente. Mas seu nome já dialoga com oposicionistas e partidos de esquerda que não admitiram a aliança de Rodrigo Maia com o PSL. Antes mesmo de Rodrigo Maia se tornar o candidato “governista” da Presidência da Câmara, o líder do PP que é um dos maiores rivais do senador Renan Calheiros (MDB-AL) em Alagoas já era apresentado como uma das opções para presidir a Mesa Diretora. O deputado não respondeu aos questionamentos do Diário do Poder sobre as articulações. Mas tem agenda intensa de visitas a aliados, em Brasília e pelo Brasil. Em entrevista ao Diário do Nordeste, Arthur Lira declarou que busca a “independência” da Casa e argumentou que a aproximação de Maia com o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) “desvirtuou” os acordos que haviam sido feitos com os partidos. Ele conversou com André Figueiredo (PDT-CE) e José Guimarães (PT-CE), em Fortaleza, para tratar da confecção de um novo bloco de centro-esquerda para definir atuação dos partidos, do PDT, PSB, PCdoB, PT, MDB, PTB e mais alguns outros partidos. Para Lira, a mudança de rota da campanha de Rodrigo Maia na direção do PSL fez se perder a independência da Casa. “Estamos tratando para ver se a gente equilibra esse jogo dentro do Parlamento”, justificou.