Novos ares

Rodrigo Janot

Ex-chefe da PGR pratica voo livre, após pedir aposentadoria
02/03/2019

Após liderar a Lava Jato, Rodrigo Janot faz aulas de voo livre em Brasília

Novos ares

Após liderar a Lava Jato, Rodrigo Janot faz aulas de voo livre em Brasília

Ex-chefe da PGR pratica voo livre, após pedir aposentadoria

Após liderar a maior caçada à corrupção nas altas esferas do poder público nacional, o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot vive clima bem mais leve, em busca de novos ares nos céus da capital do Brasil. Foi o que demonstrou hoje o subprocurador, ao publicar fotos ao lado de um planador de instrução do Aeroclube do Planalto Central e convidar: “Bora voar”. Em postagens em seu perfil do Twitter, Janot apareceu de novo visual, com um cavanhaque. E sinalizou que menos de dois meses após pedir sua aposentadoria, trocou a pesada responsabilidade de comandar o Ministério Público Federal (MPF) pelas aeronaves mais leves que o ar. E brincou com o clima quente de Brasília: “Chuva forte chegando”. O planador do modelo Puchacz, exibido por Janot, possui duas vagas para tripulação e tem origem polonesa. E é muito popular para instrução e iniciação acrobática À frente do MPF quando a Operação Lava Jato expôs o maior escândalo de corrupção da história do país, Rodrigo Janot deu andamento a processos envolvendo autoridades com foro privilegiado e denunciou parlamentares e até mesmo os ex-presidentes Lula, Dilma Rousseff e Michel Temer. pic.twitter.com/DES3INt7zP — Rodrigo Janot (@Rodrigo_Janot) March 2, 2019  
26/02/2019

Anulação do acordo de delação da gangue da JBS ainda aguarda decisão.

Devagar

Anulação do acordo de delação da gangue da JBS ainda aguarda decisão.

O pedido da PGR, formulado por Rodrigo Janot e endossado por Raquel Dodge, prevê a preservação das provas recolhidas com o acordo.
12/11/2018

Defesa de Joesley desiste de ouvir Rodrigo Janot como testemunha no Supremo

Ex-PGR

Defesa de Joesley desiste de ouvir Rodrigo Janot como testemunha no Supremo

O ex-PGR iria depor no processo que pede anulação da delação da JBS

A defesa dos empresários Joesley e Wesley Batista, donos da J&F, desistiu hoje (12) do depoimento do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, quando ele já se encontrava dentro da sala de audiências, no Supremo Tribunal Federal (STF). Janot falaria como testemunha no processo em que ele mesmo pede ao Supremo que anule o acordo de delação premiada firmado pelo Ministério Público Federal (MPF) com os irmãos Batista e outros dois executivos da empresa, Ricardo Saud e Francisco de Assis. O depoimento fora autorizado pelo ministro Edson Fachin, relator do caso. Aborrecido após deixar a sala de audiências, Janot disse que esperava ao menos a “cortesia” de ter sido comunicado sobre a desistência antes de precisar se deslocar ao Supremo. “Concordei aqui em estar há muito tempo”, lembrou. Ele sugeriu que ao fazê-lo expor-se publicamente ao ir ao STF, a defesa pode ter tentado constrangê-lo. “Pode ser que, e não afirmo que isso aconteceu, era o interesse de constranger o então PGR que subscreveu a peça em que se postula a rescisão desse acordo”, disse Janot. O advogado Técio Lins e Silva, que representa Joesley Batista, negou qualquer intenção de constrangimento, e disse que a desistência se deu por questões de “conveniência”, e que exerceu uma “prerrogativa da defesa desistir da testemunha a qualquer momento”. Em reunião nesta manhã (12), os demais advogados que trabalham no processo concordaram em desistir da oitiva de Janot. “Ouvimos testemunha de acordo com conveniência de sua defesa”, disse. “Não passou pela cabeça da defesa, em momento algum, constranger quem quer que fosse. Não faz sentido essa manifestação de constrangimento”. Os advogados disseram que Janot já se manifestou no processo em mais de uma oportunidade desde que pediu a rescisão do acordo, em setembro de 2017, por isso não quiseram ouvi-lo novamente. Quando pediu ao STF que homologasse a decisão de rescindir a delação dos executivos da J&F, Janot disse que eles agiram de má-fé e ocultaram em seus depoimentos a informação de que o então procurador da República Marcelo Miller os teriam orientado a como agir para obter um acordo de colaboração. No acordo de colaboração assinado, o MPF se comprometeu a não processar criminalmente os irmãos Batista. A concessão do benefício máximo foi alvo de críticas desde quando o acordo foi divulgado.(ABr)
08/11/2018

Inquérito da Operação Armistício cita propina para Renan, Gim Argello e Jucá

Esquema na Odebrecht

Inquérito da Operação Armistício cita propina para Renan, Gim Argello e Jucá

Operação Armistício investiga propina para Renan Calheiros, Gim Argello e Romero Jucá

A Operação Armistício deflagrada na manhã de hoje (8) tem foco no senador Romero Jucá (MDB-RR), mas é decorrente de inquérito que também investiga supostas propinas de R$ 1 milhão pagas pela empreiteira Odebrecht ao senador Renan Calheiros (MDB-AL) e o ex-senador Gim Argello (PTB-DF). Ao autorizar a operação, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin declarou que “o conjunto de informações trazido à tona revela singular gravidade, com o envolvimento de autoridades de Estado que estariam , em tese, associadas a delitos de operação sofisticada como os de lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva”. Delatores afirmam que pagamentos de R$ 1 milhão teriam sido repassados repassados a Renan e Argello, e R$ 3 milhões para Jucá. Seria o preço para garantir a aprovação de um projeto de resolução no Senado que restringia a chamada “guerra fiscal nos portos”, beneficiando a Braskem, uma das empresas do grupo Odebrecht. No pedido de instauração de inquérito feito ao STF em 13 de março de 2017 pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, o delator Carlos José Fadigas de Souza Filho, que presidiu a Braskem, narrou que a empresa queria minar incentivos fiscais à importação de produtos de empresas concorrentes da Odebrecht, que era subsidiada por estados brasileiros preocupados em  incentivavam a movimentação de seus portos. O ex-presidente do grupo, Marcelo Odebrecht, liderou a interlocução com o Executivo Federal, e relatou à PGR ter recebido do Palácio do Planalto a indicação dos parlamentares que poderiam “trabalhar em prol do assunto no Senado”. E, segundo o pedido de instauração do inquérito, as tratativas com o Legislativo ficou a cargo de Cláudio Melo Filho. Renan, Jucá e Gim Argello não foram alvos da operação de hoje, ordenada pelo ministro Edson Fachin, a pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge. “[Há] robustas suspeitas de possível prática de crimes de corrupção e de lavagem de dinheiro, em razão da articulação dos parlamentares apontados, de pessoas a estes relacionados e das empresas pelas quais já se identificou a circulação de capital referente a vantagem indevida, de forma dissimulada”, disse Fachin, na decisão reproduzida pela TV Globo. ‘Engenhoso esquema’ A investigação indica que a suposta propina foi entregue em dinheiro, logo após a aprovação do projeto de resolução no Senado, em 24 de abril de 2012. Foi quando Cláudio Melo Filho comunicou a Marcelo Odebrecht e a Fadigas a necessidade de liberar os valores para cumprir compromissos firmados com parlamentares. Os valores circularam em uma “conta botox”, como foi identificada pelo sistema da Odebrecht a conta operada por funcionários do Tradbank Investimentos Participações, que ainda não se manifestou à imprensa sobre a delação. A aparência de legalidade e justificativa para transferência dos valores teriam sido forjadas por meio de contratos fictícios de prestação de serviços. Tudo coordenado pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, conhecido como “departamento da propina”. “Por meio desse engenhoso esquema de lavagem, a Odebrecht abastecia o doleiro que fazia o repasse de dinheiro às autoridades brasileiras e, ao mesmo tempo, dificultava o rastreamento da real origem do numerário”, afirmou Raquel Dodge. Na Operação Armistício, foram nove mandados de busca e apreensão cumpridos hoje no estado de São Paulo, sete na capital paulista, um em Santos (SP) e outro em Campo Limpo Paulista (SP), junto a endereços de supostos beneficiários da resolução aprovada no Senado. Outro lado A defesa de Renan considera “mais um grave equívoco” do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, a inclusão de seu nome no inquérito. “O próprio delator afirmou em depoimento à Polícia Federal que Renan nunca tratou de dinheiro ou pediu nada. E afirmou que a citação inicial ao senador era porque sentiu a presença ‘intrínseca’ de Renan nas conversas sobre a proposta. O erro pela inclusão do senador Renan no caso será reparado, pois é totalmente desconexa da realidade dos fatos”, alega a defesa do senador alagoano. A defesa de Gim Argello disse que espera ter acesso à integralidade da operação para se pronunciar. E o advogado de Romero Jucá, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, ressaltou que o senador não foi alvo da Operação Armistício, ao dizer que o parlamentar já prestou esclarecimentos sobre o assunto e que não foi o responsável pelas articulações para a aprovação do projeto de resolução. (Com informações do G1)